DEDU - Dissertações de Mestrado / Master Thesis
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Dissertação de Mestrado. Nível intermédio de uma dissertação (4 ou 5 anos de estudo). Contempla também dissertações do período pré-Bolonha para graus académicos que agora são reconhecidos como grau de mestre.
(Aceite; Publicado; Actualizado).
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Entradas recentes
- O feedback na avaliação das aprendizagens em Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino BásicoPublication . Pimentel, Vera Lúcia Fontes; Serpa, Margarida da Silva Damião deO presente relatório tem como principal finalidade refletir sobre a experiência de Estágio Pedagógico I e II, desenvolvida no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Essa reflexão incidiu sobre as práticas educativas implementadas em contexto de ensino, destacando-se a análise crítica das estratégias de feedback utilizadas com as crianças. A análise das estratégias de feedback centrou-se num estudo descritivo que procurou dar respostas e identificar as formas, funções e tipos de feedback mais utilizados nos dois níveis de ensino. A recolha dos dados foi realizada através de incidentes críticos, decorrentes de observação direta, apoiada em registos áudio. Os dados foram tratados mediante a análise de conteúdo temática. A recolha dos dados foi de grande importância tanto para a realização deste estudo como para a tomada de consciência do feedback no momento exato em que foi disponibilizado durante o processo de ensino. Os principais resultados evidenciaram: i) a diversidade de práticas avaliativas e de apoio centradas na indicação do correto/incorreto, apontando-se para uma abordagem interventiva mais centrada na gestão de informação; ii) maior regulação da interação e de feedback na Educação Pré-Escolar; iii) predomínio do feedback avaliativo, ainda que útil para a aprendizagem de conceitos, classificações, dados objetivos e regras, tende a limitar a reflexão e a autonomia dos alunos; iv) o feedback reconstrutivo, alinhado com uma pedagogia reflexiva, surgiu com menor expressão, evidenciando a necessidade de um maior desenvolvimento de práticas promotoras da autorregulação do aluno no seu processo de aprendizagem. Conclui-se que o feedback constitui um instrumento pedagógico essencial para uma avaliação formativa de qualidade, podendo assumir diferentes modalidades, cuja eficácia depende da intencionalidade, clareza e coerência dos objetivos de aprendizagem.
- (I)Literacia na aprendizagem do Português no 3.ºCEB e no Ensino Secundário: Ansiedade e receios na expressão oral dos discentesPublication . Santos, Jorge Miguel Ferreira dos; Coelho, Carlos Serra Magalhães; Pereira, José Carlos da SilvaO presente relatório de estágio – “(I)Literacia na aprendizagem do Português no 3.º CEB e no Ensino Secundário – Ansiedade e receios na expressão oral dos discentes” – resultou na implementação do Relatório de Estágio, sendo este desenvolvido em cinco turmas do 3.º CEB e numa turma do décimo ano de escolaridade, em Ponta Delgada. A expressão oral, enquanto vertente do domínio da Oralidade, teve em consideração o emanado do Ministério da Educação, no que se refere às Aprendizagens Essenciais para o Ensino Secundário, em particular para o 10.º ano de escolaridade ([ME], 2018, pp. 11-12), no domínio da Oralidade. Foi implementado de acordo com os pressupostos do Ensino do Português e da perspetiva construtivista da aprendizagem, operacionalizado no modelo da Aula-Oficina (Barca, 2004, p. 241). A realidade histórica da importância do estudo do Português foi explorada a partir da diversidade de fontes históricas, em contexto de sala de aula, nomeadamente através da leitura e análise de textos de Poesia Trovadoresca; da Crónica de D. João I, de Fernão Lopes; na leitura e análise da peça de teatro vicentino - Farsa de Inês Pereira -, da leitura e análise das Rimas camonianas, bem como da obra maior de Luís de Camões, Os Lusíadas. Esta contextualização histórico-literária teve como finalidade dar a conhecer aos alunos a importância do Português e, cumulativamente, aferir a sua predisposição para a expressão oral. Assim sendo, pretendemos responder à seguinte questão de investigação: “Qual é a importância da expressão oral para uma melhor partilha de conhecimento interpares e para uma melhor compreensão do que é partilhado?”. Os dados provêm da implementação de tarefas individuais, em contexto de sala de aula, tais como momentos de expressão oral, questionamentos diretos sobre obras propostas pelo aluno-estagiário no âmbito da disciplina de Português, e lidas de modo recreativo; na exposição oral de questões, dúvidas, troca de ideias e partilha de sugestões interpares e com os docentes. Com base nas ideias finais dos alunos, expressadas oralmente, verifica-se uma evolução no conhecimento substantivo acerca da realidade histórico-literária portuguesa, constatando-se o surgimento de ideias que expressam uma empatia histórica restrita ou contextualizada. As intervenções produzidas pelos estudantes apresentam ideias de diferentes níveis de empatia histórica, quer se trate de poesia trovadoresca, numa Unidade inicial dos conteúdos programáticos, quer se trate de lírica camoniana, cujos conteúdos se abordam num período temporal mais próximo do final do ano letivo.
- Perspetivas dos professores sobre a colaboração profissional na promoção de uma cultura educativa eficaz: estudo de caso numa escola básica dos AçoresPublication . Cabral, Natacha Filipa Maia; Serpa, Sandro Nuno Ferreira deO presente trabalho pretende analisar as perspetivas dos professores, relativamente às suas práticas de colaboração profissional, na promoção do sucesso educativo numa escola básica integrada dos Açores, situada no município da Ribeira Grande. Para tal, procurou responder ao seguinte objetivo: identificar as perspetivas dos professores do 1º Ciclo do Ensino Básico sobre as suas relações profissionais estabelecidas, relacionando-as com a promoção do sucesso educativo numa escola básica integrada dos Açores. Deste modo, a presente metodologia incluiu um processo investigativo qualitativo não probabilístico e adotou a entrevista semidirigida, como instrumento de recolha de dados. Ademais, o tratamento dos dados compreendeu um processo de análise de conteúdo categorial indutivo e temático, que envolveu uma constante formulação das categorias da análise. Que conseguiu criar categorias relacionadas com a caraterização dos participantes, o sucesso educativo e a colaboração profissional, entre professores na presente escola básica integrada estudada. Desta forma, a investigação concluiu que os professores do 1.º ciclo do ensino básico valorizam as suas relações profissionais como essenciais para promover o sucesso educativo, sobretudo num contexto de vulnerabilidade socioeconómica. A colaboração é vista como fundamental, para a melhoria pedagógica, o apoio mútuo e a superação de dificuldades estruturais, como a falta de recursos humanos e o baixo envolvimento familiar. Apesar das diferenças na vivência da colaboração — influenciadas pelo género, fase da carreira e funções —, existe um consenso sobre o seu papel como estratégia de resiliência coletiva e bem-estar docente. Contudo, os professores também alertam para a necessidade de reforçar os apoios institucionais, pois a colaboração não substitui a carência de recursos técnicos essenciais, para uma intervenção educativa eficaz e sustentável. Assim, as relações profissionais entre docentes são centrais para criar um ambiente escolar inclusivo e promotor do sucesso educativo num contexto social e económico desafiante.
- RED. Pre-Pri – Desenvolvimento de recursos digitais em contexto de educação pré-escolar e primeiro ciclo do ensino básicoPublication . Teixeira, Micaela Viveiros; Sousa, Francisco José RodriguesO presente estudo procura avaliar a utilização de Recursos Educativos Digitais (RED) em contexto escolar. Neste sentido, procurou-se realizar uma avaliação não somente dos RED criados ao longo dos estágios pedagógicos, bem como dos que estão disponíveis online. A metodologia utilizada foi baseada na Investigação do Design Educacional, uma vez que esta mostrou ser a mais adequada tendo em conta a natureza do projeto realizado. Este tem uma característica intervencionista, por existir a necessidade de haver uma relação entre a intervenção no ambiente e o estudo desta, de modo que exista um melhoramento. Procedeu-se à realização de observação direta, bem como de entrevistas a docentes e discentes, de modo a melhor perceber o que era avaliado. Neste sentido, importou perceber se os alunos conseguiam compreender melhor os conteúdos lecionados, recorrendo à utilização de RED ou por meio de métodos mais convencionais, muitas vezes como apoio, são utilizados os livros. Para além disto, tornou-se importante perceber se os docentes têm hábito de se basear neste tipo de recursos e perceber quais são e se existe facilidade na sua seleção ou não.
- Presa por um fio: o lugar das marionetas na ação educativa, na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino BásicoPublication . Pacheco, Carolina da Conceição; Fialho, Adolfo Fernando da FonteO presente Relatório de Estágio tem como finalidade apresentar e analisar a ação educativa desenvolvida no contexto das unidades curriculares de Estágio Pedagógico I e Estágio Pedagógico II, integradas no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, oferecido pela Universidade dos Açores. Estes estágios foram e são fundamentais para se ganhar experiência no mundo da docência e colocar em prática tudo o que foi adquirido ao longo da nossa formação inicial. Para além disso, serviram de estímulo à realização de um estudo desenvolvido paralelamente à nossa ação educativa, numa temática que sempre nos fascinou e que deu mote ao título do nosso trabalho: Presa por um fio: o lugar das marionetas na ação educativa, na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico, que não traduz apenas a imagem literal das marionetas, suspensas e movidas por fios, como também a nossa própria condição, no final da nossa formação inicial e de olhos postos no nosso futuro profissional. Tal como a marioneta, que depende da destreza do manipulador para ganhar vida e significado, o estagiário encontra-se num estado de suspensão, num equilíbrio delicado entre a formação e a autonomia, a orientação e a iniciativa. Analisar e refletir acerca da nossa ação educativa foi também reviver os momentos mágicos da nossa infância, quando apreciávamos os movimentos delicados das marionetas, suspensas pelos fios que lhes davam vida. Da mesma forma, vivemos o nosso estágio como um momento de fragilidade, mas de intensa aprendizagem, onde nos sentimos presas entre a teoria que a orienta e a prática que desafia. Cada fio representa para nós uma linha do nosso desenvolvimento: o conhecimento pedagógico, a capacidade de comunicação, a gestão das emoções e a criatividade para cativar as crianças. Para complementar a reflexão que produzimos nesta área, desenvolvemos um estudo que convocou os contributos de 45 docentes, 16 Educadores de Infância e 29 Professores do 1.º Ciclo, por forma a compreendermos as suas conceções e opiniões acerca do papel e do lugar da Expressão Dramática, no geral, e dos suportes de expressão, em particular, nas suas rotinas diárias. Na sequência das suas opiniões, bem como das nossas experiências de estágio, realçamos o potencial da Expressão Dramática e dos suportes de expressão na infância, vistos como uma forma de ajudar as crianças a crescer, explorar as suas emoções e aprender de forma envolvente e significativa.
- A interculturalidade: o papel do professor e as estratégias a aplicar nas aulas de Português e de InglêsPublication . Mendes, Carolina Marques; Gil, Ana Cristina Correia; Condessa, Maria Isabel CabritaO documento surge no âmbito do Mestrado em Ensino de Português e de Inglês no 2.º Ciclo do Ensino Básico, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade dos Açores. Neste documento é feita uma apresentação, análise e reflexão das práticas educativas desenvolvidas ao longo dos Estágios I e II, realizados em Inglês e Português, respetivamente. A interculturalidade foi abordada, sempre que possível, ao longo dos Estágios. Além disso, procurou-se perceber, junto dos professores da área, o papel que lhes é atribuído enquanto promotores de interculturalidade, as estratégias mais utilizadas em contexto de escola/ sala de aula e a importância de os alunos aprenderem sobre outras culturas no ensino de uma língua. Para o nosso estudo, foram elaborados dois questionários sobre interculturalidade, um direcionado aos alunos e outro aos professores. Numa primeira fase, os questionários foram implementados aos alunos (n=59) com o propósito de apurar a sua perceção sobre o significado de interculturalidade e compreender se apelam à interculturalidade em contexto escolar e/ou na comunidade onde estão inseridos. Numa segunda fase, foi aplicado um questionário aos professores das escolas de Angra do Heroísmo (n=23) com o intuito de perceber a relevância que os mesmos dão à interculturalidade e a forma como eles gerem o diálogo entre as diversidades nas suas aulas. Através dos resultados obtidos, é evidente a relevância atribuída à interculturalidade, uma vez que tanto alunos como professores destacaram a importância da cultura no contexto do ensino das línguas. Além disso, foi consensual que o professor confere um papel crucial enquanto promotor de interculturalidade. Enquanto professora-estagiária, o estágio proporcionou-me a possibilidade de vivenciar diretamente a realidade da docência, possibilitando o desenvolvimento de competências tanto profissionais como pessoais.
- Desenvolvimento de Ambientes Virtuais de Aprendizagem para o Ensino da HistóriaPublication . Cordeiro, Cláudia Filipa Botelho; Sousa, Francisco José Rodrigues; Costa, Susana GoulartO presente relatório de estágio foi realizado no âmbito da unidade curricular de Relatório de Estágio do Mestrado em Ensino de História no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário. O objetivo principal do relatório foi utilizar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como estratégia de ensino e aprendizagem. Outro objetivo foi desenvolver três AVA adequados ao ensino da História e aplicá-los a duas turmas de diferentes anos de escolaridade do 3.º ciclo do ensino básico e a uma do ensino secundário. Por último, estudar o desenvolvimento desses AVA tendo em conta a validade, usabilidade/praticabilidade e eficácia. A escolha de trabalhar este tema esteve relacionada com o cenário atual do ensino, uma vez que as tecnologias têm tido um papel cada vez mais central no processo de ensino-aprendizagem. O uso do AVA é uma forma de tornar o ensino da História mais interessante, pois permite a partilha de recursos como vídeos e jogos, além de incentivar o trabalho autónomo dos alunos. A metodologia utilizada inspirou-se na Investigação do Design Educacional, uma vez que esta permite combinar a teoria e a prática educativa para auxiliar a aprendizagem dos alunos. Ou seja, traduz-se na conjunção da pesquisa científica com a prática pedagógica, visando soluções para um determinado problema, com sucessivas afinações até se alcançar o desejado, incluindo ainda o envolvimento de participantes. A recolha dos dados sobre a avaliação da recetividade dos utilizadores do AVA foi feita através de questionários aos alunos e de entrevistas a docentes do mesmo grupo disciplinar.
- O papel do lúdico na aprendizagem das línguasPublication . Lima, Ana Maria Medeiros; Santos, Ana Isabel da Silva; Faria, Dominique Almeida RosaO presente Relatório de Estágio expõe, de forma crítica e fundamentada, a ação educativa levada a cabo pela Professora Estagiária ao longo da realização do Estágio Pedagógico em Línguas (Português e Inglês), inserido no Mestrado em Ensino de Português e Inglês no 2.º Ciclo do Ensino Básico, ministrado pela Universidade dos Açores. Neste trabalho, apresentam-se e analisam-se as potencialidades das estratégias, das atividades e dos materiais lúdicos utilizados como propulsores da aprendizagem quer de Português quer de Inglês, tendo em conta o preconizado nos documentos curriculares em vigor. No contexto de Estágio, a Professora Estagiária assumiu-se como Professora Titular de ambas as disciplinas a uma turma única de 5.º ano de escolaridade e contribuiu para a construção de aprendizagens ativas e significativas das crianças através das atividades com elas e para elas desenvolvidas. Todos os domínios das línguas (leitura, escrita, oralidade e gramática) foram trabalhados através de estratégias e de materiais lúdicos, o que permitiu a promoção de um ambiente de aprendizagem envolvente e motivador. A ludicidade facilitou a compreensão e a prática dos conteúdos a estudar, mas também estimulou o interesse e a participação dos alunos, promovendo uma aprendizagem mais dinâmica e eficaz das línguas. Com vista a complementar o Relatório e aprofundar conhecimentos, foi elaborado um estudo que recolheu opiniões de Professores de Português e de Inglês em relação à temática explorada. Os resultados dos inquéritos por questionário mostram que os docentes reconhecem o valor das atividades e dos materiais lúdicos como facilitadores da aprendizagem. Embora alguns Professores tenham apontado dificuldades associadas à implementação dessas metodologias, mencionando, entre outras questões, a falta de tempo e a existência de recursos limitados, a verdade é que a maioria dos participantes evidenciou que as estratégias lúdicas favorecem o envolvimento dos alunos, facilitam a compreensão de conteúdos complexos e proporcionam um ambiente de aprendizagem mais estimulante.
- Play with History: o lúdico no ensino de História no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no SecundárioPublication . Silva, Luís Filipe Medina; Fialho, Adolfo Fernando da Fonte; Costa, Susana Maria Goulart Pereira daO presente Relatório tem como principal objetivo apresentar, analisar e refletir sobre a ação educativa desenvolvida no âmbito do Estágio Pedagógico, integrado no Mestrado em Ensino de História no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário, da Universidade dos Açores. Em paralelo com a nossa reflexão em redor da globalidade das ações desenvolvidas no nosso Estágio, entendemos aprofundar um tema em específico, face àquele que consideramos ser o potencial do lúdico no ensino de História. Trata-se de uma disciplina que vem sofrendo com o crescente desinteresse dos alunos, sendo um dos desafios enfrentados pelos professores torná-la interessante. Assim, intitulamos este Relatório de “Play with History: o lúdico no ensino de História no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário”. Desta forma, para além de darmos a conhecer todo o trabalho realizado durante o nosso Estágio, apresentamos também os desafios do ensino de História e de que forma podemos, ou devemos, enquanto futuros docentes da disciplina, cativar os nossos alunos e tornar o processo ensino-aprendizagem mais interessante e eficiente, dando ênfase ao papel que os recursos lúdicos podem exercer neste contexto. De modo a cumprir os nossos propósitos, e para além da análise que fazemos à nossa ação educativa, recorremos ao inquérito por questionário para recolher as informações e conceções pretendidas. Foram questionados vinte docentes do 3.º Ciclo do Ensino Básico e/ou do Secundário de diversas escolas dos Açores. Numa fase em que é urgente repensar as estratégias e recursos utilizados em sala de aula, concluímos que o lúdico apresenta imensas potencialidades no ensino de História, tornando-se num valioso aliado para o professor, na procura por um processo ensino-aprendizagem mais eficiente. Em 1845, o célebre Almeida Garrett escreveu a peça “Falar verdade a mentir”. Pois bem, nós acreditamos que é possível “Ensinar História a brincar”.
- O Espaço Exterior como Recurso para a AprendizagemPublication . Melo, Eva César de; Santos, Ana Isabel da SilvaO presente relatório, desenvolvido nas unidades curriculares de Estágio Pedagógico I e II, do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, centra-se no potencial educativo dos espaços exteriores em contexto escolar, destacando a sua crescente relevância como um meio para promover uma aprendizagem diversificada e integradora tanto na Educação Pré-Escolar, como no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Tento em conta que o espaço exterior providencia experiências estimuladoras para além da sala de aula, pode ser visto como ferramenta que promove a interação aluno/natureza, podendo abranger um elevado leque de possibilidades de ensino. Assim, por meio de uma abordagem pedagógica globalizada, é possível valorizar o espaço exterior como ambiente propício ao desenvolvimento social, cognitivo e emocional das crianças, sendo fundamental o uso equilibrado entre espaço interior e exterior. Para organização das práticas pedagógicas desenvolvidas em ambos os contextos de estágios foram adotados como procedimentos metodológicos a observação direta participante, a consulta documental de referenciais curriculares e de escola, o diário de bordo para registo das observações, as produções das crianças/alunos e os registos fotográficos das intervenções educativas. Ainda, como abordagem metodológica de intervenção optou-se por considerar a criança como centro da sua aprendizagem, promovendo de forma integrada aprendizagens nos domínios de saber-fazer-estar/ser. Com o intuito de complementar o relatório, efetuamos um pequeno estudo sobre a forma como os Educadores de Infância e os Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico perspetivam a utilização do Espaço Exterior na sua prática educativa. Deste modo, o presente relatório parte da constatação de que este recurso educacional é, de facto, subutilizado num mundo cada vez mais voltado para a tecnologia, devendo os profissionais de educação encontrar, na sua prática educativa, soluções que integrem o espaço exterior no processo de aprendizagem ao longo de todo o percurso escolar.
