Repositório da Universidade dos Açores
Repositório Institucional da Universidade dos Açores
Entradas recentes
Regionalismo e Estado das Autonomias
Publication . Amaral, Carlos Eduardo Pacheco; Rocha, Acílio da Silva Estanqueiro
No próprio momento em que o modelo estatal moderno de organização política atinge uma dimensão universal, alastrando-se por todo o planeta, do Ocidente que o gerou surge uma sér5ie de desafios que o atingem nas suas características mais nucleares, atirando-o para uma crise profunda e apontando para a sua substituição por um modelo alternativo. O período que se seguiu às duas guerras mundiais que neste século abalaram a Europa tem vindo a demonstrar, até à saciedade, que o Estado não é mais capaz de assegurar as tarefas que lhe estavam reservadas, nem mesmo as mais fundamentais, de garantia da ordem e da segurança, internas e externas, de fornecimento dos quadros político e jurídico responsáveis pela regulamentação da convivência social, e de implementação das condições de solidariedade e de justiça adequadas para a construção ética de uma boa sociedade.
A importância Geopolítica dos Açores para a União Europeia
Publication . Furtado, Pedro Renato Balança; Fontes, Paulo Vitorino
Este trabalho pretende demonstrar que os Açores, uma região ultraperiférica da União Europeia, são mais do que uma moeda de troca na relação Atlântica. A perspectiva histórica demonstrará como no passado os Açores foram importantes para a relação Euro-Atlântica, e para a afirmação de Portugal. Analisaremos a atualidade deste território, e realçaremos os pontos que atualmente o tornam importante, na vertente securitária, cientifica e espacial. Através de entrevistas de pessoas que no passado e/ou atualmente, estejam e/ou estiveram ligados ao tema, pretendemos analisar como os Açores podem ser importantes para Portugal, e para a União Europeia do ponto de vista geopolítico, importância esta que poderá ser fundamental para a definição da política externa da União Europeia para o Atlântico. Analisaremos o Conceito Estratégico de Defesa Nacional e relacionaremos o mesmo com a política externa, e de segurança, da União Europeia, com o intuito de compreendermos como se desenvolve, e perceber que papel desempenham os Açores, e Portugal, nesta política. Este trabalho pretende responder à pergunta de partida, “que papel pode desempenhar os Açores no futuro da geopolítica portuguesa e da União Europeia do ponto de vista da sua política externa?”, sob a perspectiva realista das Relações Internacionais. Utilizaremos como metodologia a pesquisa documental baseada em documentos escritos que nos permitirá ter acesso a um vasto leque de informação e assim fazer uma análise dedutiva e indutiva do tema, assim como recorreremos a entrevistas de algumas pessoas relevantes para este trabalho. Pretendemos concluir que os Açores foram, são e serão um dos territórios importantes da Europa devendo ser reconhecidos como tal. Esperamos ainda que este trabalho possa contribuir para o ressurgir do papel geoestratégico e geopolítico dos Açores, como ativo de Portugal na União Europeia. O território açoriano é acima de tudo europeu e a fronteira ocidental com a América do Norte e do Sul, e é neste contexto que o pretendemos analisar.
O Impacto da Inteligência Artificial nas Relações Internacionais – Povo e Poder
Publication . Silva, Patrícia; Fontes, Paulo Vitorino; Silva, Rui Jorge Sampaio da
A emergência da Inteligência Artificial (IA) representa, simultaneamente, a maior promessa de progresso da História e a mais significativa ameaça existencial à civilização humana. Este estudo investiga o impacto da IA na soberania individual e dos Estados, questionando se o controlo algorítmico, que progressivamente antecipa e molda a tomada de decisões, está a transformar a sociedade em meros indivíduos alienados dos verdadeiros pilares da soberania política. O impacto da IA transcendeu o plano potencial para se manifestar como uma força determinante na geopolítica e na política doméstica. A investigação foca-se na mitigação dos riscos que esta tecnologia representa para as Relações Internacionais, com particular ênfase na propagação massiva de desinformação, na manipulação da opinião pública e na alteração do comportamento eleitoral. A ausência de uma entidade reguladora global criou um vácuo ético que ameaça a dignidade, a privacidade e os direitos fundamentais em democracias tidas como sólidas. Através da Teoria Crítica da Esfera Pública de Jürgen Habermas e pela sua Ação Comunicativa compreenderemos a evolução da comunicação e o seu impacto social. Este enquadramento é complementado pela análise de Jason Stanley que demonstra como as plataformas digitais — através das "bolhas de filtro" e "câmaras de eco" — exacerbam a polarização ideológica e subvertem o pluralismo político, aproximando as sociedades de discursos autoritários e populistas. Para evidenciar a instrumentalização da IA por agentes políticos, serão analisados dois casos de estudo cruciais: as Eleições Presidenciais dos EUA, de 2016 (e o papel da Cambridge Analytica) e o Referendo do Brexit, de 2016. Estes eventos demonstram a enorme capacidade que a IA tem em moldar perspetivas e alterar o curso da história através da manipulação informacional direcionada, alertando para a gravidade dos riscos. O estudo visa, assim, fornecer uma análise minuciosa do panorama atual, sublinhando a imperiosa necessidade de estudar o passado para salvaguardar o futuro da ordem democrática contra a repetição de erros históricos de manipulação e propaganda, propondo uma clara regulamentação da IA.
Micro-hábitos: pequenas ações que fazem a diferença
Publication . Branco, Carlota; Miranda, Daniela; Cimbron, Mariana; Silva, Nina; Pereira, Rita; Pavão, Rute; Coordenação e edição de Ana Teresa Alves (FCSH-UAc)
Já reparaste que em diversos lugares e situações (estar à espera de um autocarro ou dos teus pais), ou seja, em momentos de tédio, dás por ti a mexer no telemóvel?
A isto chamamos “hábito”. No entanto, quando esse comportamento se torna compulsivo e passa a ter consequências negativas para a nossa vida, pode ser considerado um vício.
Os determinantes da estrutura de capital: Uma análise às empresas cotadas em Portugal.
Publication . Rego, Vitor Miguel Raposo Cabral; Couto, Gualter Manuel Medeiros do; Pimentel, Pedro Miguel Silva Gonçalves
O presente trabalho tem como objetivo analisar as características da estrutura de capital das empresas cotadas no mercado de capitais português, com especial enfoque nas sociedades que integram o índice PSI-20. A relevância do tema decorre da importância das decisões de financiamento na criação de valor e da necessidade de compreender os fatores que condicionam o endividamento no contexto nacional. Recorre-se a um estudo empírico baseado em dados em painel, que examina a relação entre o nível de endividamento e um conjunto de variáveis identificadas pela literatura financeira como determinantes da estrutura de capital, nomeadamente a dimensão da empresa, as oportunidades de crescimento, o risco do negócio, a rendibilidade do ativo, as vantagens fiscais não resultantes do endividamento, a tangibilidade do ativo, a política de distribuição de dividendos (dividend payout) e a performance do preço das ações. Os resultados indicam que a dimensão, a rendibilidade do ativo, as vantagens fiscais não resultantes do endividamento, a tangibilidade do ativo e o dividend payout se mostraram determinantes na estrutura de capital e no nível de endividamento das empresas analisadas. O estudo contribui para uma melhor compreensão dos fatores que influenciam as decisões de financiamento das empresas portuguesas, fornecendo evidência empírica relevante para gestores, investidores e académicos.
