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Repositório da Universidade dos Açores

Repositório Institucional da Universidade dos Açores

 

Entradas recentes

José Enes: vida e obra
Publication . Luz, José Luís brandão da; Universidade dos Açores; Centro de Estudos Humanísticos
Apresentação bibliográfica do filósofo açoriano, com referência aos seguintes aspetos: anos de formação inicial, atividade cívica e cultural nos Açores, fundação da Universidade dos Açores, poesia e crítica literária, obra filosófica e reconhecimento que lhe tem sido dispensado.
O tema da razão em José Enes
Publication . Luz, José Luís Brandão da; Centro de Estudos Humanísticos; Universidade dos Açores
A razão opera entre os sentidos e o intuito, elaborando um quadro conceptual que confere aos dados da sensibilidade a ordenação das suas qualidades. Ao mesmo tempo procura certificar-se da sua consistência ou realidade de ser. Esta última exigência ultrapassa o alcance do equipamento conceitual da razão, mas deixa transparecer o brilho de uma luz exterior que o intuito pode explorar.
Monitoring of potential invasive arthropod species in Azores Islands (Corvo, Flores, Faial, Pico, Terceira, São Miguel and Santa Maria): The PRIBES Project
Publication . Leite, Abrão; Canelas Boieiro, Mário Rui; Costa Miranda Soares, António Onofre; Ros Prieto, Alejandra; Costa, Ricardo; Pozsgai, Gabor; Oyarzabal da Silva, Guilherme; Coelho Teixeira, Mário; Calado, Hugo Renato; Lago, Alexandra; Vounatsi, Martha; Gabriel, Rosalina; Wallon, Sophie; Crespo, Luís Carlos; Gil de Gómez, Juan; Henriques Alves Ferreira, Maria Teresa; Lhoumeau, Sébastien Georges André; Borges, P.A.V.; Ruzzier, Enrico
ABSTRACT: Arthropods provide essential ecosystem services, yet multiple lines of evidence indicate widespread declines driven by habitat loss (degradation, fragmentation and reduction), biological invasions and climate change. Oceanic islands are particularly vulnerable to invasive alien species because of their isolation, small area and sensitivity to novel predators, competitors and pathogens. In the Azores, historical land-use change has greatly reduced native forest cover, while long-term monitoring indicates that introduced arthropod diversity is increasing even where total richness appears stable. However, ruderal coastal habitats (i.e. transitional, frequently disturbed environments often dominated by opportunistic exotic plants) remain comparatively under-sampled and may function as early “gateways” for new arthropod introductions. The PRIBES project intends to contribute to "The Regional Strategy for the Management of Terrestrial and Freshwater Exotic and Invasive Species in the Azores" (PRIBES-LIFE-IP- Estratégia regional para o controlo e prevenção de espécies exóticas invasoras - no âmbito do projeto LIFE IP AZORES NATURA, LIFE17 IPE/PT/000010). The PRIBES project addresses this gap by surveying arthropod assemblages associated with vascular plants in disturbed coastal ruderal habitats across multiple Azorean islands (Corvo, Flores, Faial, Pico, Terceira, São Miguel and Santa Maria) using a standardised time-based plant beating protocol, enabling comparisons of richness and colonisation status (endemic, native or exotic) amongst islands and vegetation contexts.
Contribution to real-time long-range erupting volcanoes monitoring based on infrasound
Publication . Matos, Sandro Branquinho de; Wallenstein, Nicolau Maria Berquó de Aguiar; Ripepe, Maurizio; Campus, Paola
De acordo com a base de dados do Global Volcanism Program (GVP) da Smithsonian InsAtuAon, existem atualmente 1 281 vulcões potencialmente aAvos e dezenas de milhares de vulcões dormentes no Planeta Terra. É importante destacar que apenas uma pequena parte dos vulcões aAvos e potencialmente aAvos do planeta é monitorizada em tempo real, e apenas uma minoria dispõe de redes mulAparamétricas instaladas. Para os vulcões situados em regiões remotas que carecem de sistemas locais de monitorização, as técnicas de deteção remota são os únicos recursos viáveis para a vigilância vulcânica. Diferentes esAlos de aAvidade erupAva representam disAntos Apos de perigos vulcânicos, com impacto numa escala local (na ordem de alguns quilómetros), até a uma escala regional ou global (superior a vários milhares de quilómetros). Do ponto de vista da miAgação de riscos, estudos recentes demonstraram que o uso da tecnologia com base em infrassons (uma técnica de deteção remota) pode contribuir significaAvamente para a deteção, localização e caracterização de erupções vulcânicas. As nuvens de cinzas geradas por grandes erupções explosivas podem ser transportadas pelos ventos a centenas ou milhares de quilómetros do vulcão emissor, atravessando fronteiras nacionais e internacionais, e representando uma ameaça séria para a aviação. Os Centros de Vigilância e Alerta que monitorizam nuvens de cinzas vulcânicas, (Volcanic Ash Advisory Centres-VAACs) fazem uso extensivo de imagens de satélite e interagem com observatórios vulcânicos em todo o mundo; no entanto, devido à semelhança entre nuvens vulcânicas e meteorológicas, e o possível atraso aos dados de satélite, é essencial encontrar uma alternaAva para se saber exatamente quando ocorre uma erupção com o potencial de injeção de cinzas na atmosfera. Com efeito, quando um vulcão entra em erupção, liberta energia sob a forma de ondas de pressão na atmosfera, geralmente em frequências muito baixas (< 20 Hz), abaixo do limiar audível para o ouvido humano. Erupções de grande escala podem gerar ondas de pressão atmosférica que se propagam à volta da Terra, sendo os infrassons uma ferramenta valiosa para a monitorização da aAvidade vulcânica, tanto a pequenas como a longas distâncias. O objeAvo deste trabalho foi o de avaliar a eficácia da deteção remota de aAvidade vulcânica explosiva através da monitorização com base em infrassons. Foi elaborado um algoritmo de deteção automáAca e aplicado a erupções registadas na base de dados do GVP no período de 2011 a 2020, com Índice de Explosividade Vulcânica (VEI) ≥ 3. A análise baseou-se em dados recolhidos de 43 estações de infrassons da rede do Sistema Internacional de Monitorização (Interna
"Image-Based Identification of Blue Sharks in the Mid-Atlantic: Evaluating a Standardized Methodology for Long-Term Monitoring"
Herrera, Andrea
O tubarão-azul (Prionace glauca), um predador pelágico-oceânico amplamente distribuído, enfrenta forte exploração apesar da sua importância ecológica, tornando urgente a sua boa gestão e conservação. O turismo de mergulho com tubarões-azuis está em ascensão, adquirindo crescente relevância social e económica nos Açores, o que possibilita uma plataforma informal e extensa de recolha de dados. Utilizando estes dados oportunísticos recolhidos por mergulhadores e cientistas locais, este estudo explora se uma metodologia padronizado e não-invasivo de foto-identificação (photo-ID) pode identificar de forma fiável indivíduos de tubarão ao longo do tempo, tanto dentro como entre anos. Foram analisados dados de 2019–2021 e 2024, focados na Pedra de Sousa, no Monte Submarino Condor e no Banco Princesa Alice, recorrendo a imagens e vídeos oportunísticos recolhidos por investigadores e mergulhadores locais durante expedições científicas e de mergulho com tubarões. As imagens selecionadas foram analisadas com base em três métricas de identificação: (i) morfologia da margem da barbatana dorsal, (ii) padrão dos poros das ampolas de Lorenzini e (iii) características complementares como marcas de mordidas, marcas de artes de pesca ou outros traços visíveis. Além disso, o comprimento total dos tubarões foi medido através de fotogrametria a laser sempre que possível. A metodologia desenvolvida neste estudo permitiu identificar 34 indivíduos únicos, tendo 4 deles sido reavistados em anos diferentes. O estudo sugeriu que a barbatana dorsal é o traço mais fiável a longo prazo entre as três métricas analisadas, sobretudo quando características adicionais estão disponíveis para confirmar a identidade do tubarão ao longo do tempo. O mapeamento manual dos poros das ampolas de Lorenzini revelou-se a métrica menos eficaz para ser aplicada ao material disponível, devido a problemas de visibilidade, elevado consumo de tempo e baixa qualidade das imagens. No entanto, esta característica pode ser de interesse se forem utilizados softwares avançados e sistemas de aprendizagem automática (IA) para o seu mapeamento. O facilmente reconhecível “Scarface” foi usado para validar a metodologia. A metodologia desenvolvida foi útil para identificar mais 4 indivíduos (todos juvenis ou machos adultos) que regressaram à área de estudo ao longo dos anos. Estes reavistamentos sugerem uma potencial fidelidade ao local, consistente com o conhecimento prévio sobre padrões sazonais de segregação sexual na região. A investigação sublinha o valor da colaboração intersectorial — entre investigadores, operadores turísticos e cientistas cidadãos — para maximizar coletivamente os esforços de investigação, reconhecendo ao mesmo tempo os desafios de utilizar dados oportunísticos. Estas limitações dificultam a identificação de tubarões individuais e devem-se principalmente à baixa qualidade das imagens em alguns registos, bem como à ausência de métricas de referência visíveis em determinados fotogramas. Tal deve-se frequentemente à presença simultânea de um elevado número de tubarões ou a posicionamentos subótimos da câmara em relação ao animal. Foram apresentadas recomendações para melhorar a qualidade dos dados disponíveis para esforços futuros e monitorização a longo prazo, resumidas no documento “Boas Práticas de Recolha de Dados”. Em última análise, o estudo demonstra que um método de foto-ID de baixo custo, replicável e baseado principalmente na morfologia única da barbatana dorsal, mas complementado com outros traços, pode ser utilizado de forma eficaz para identificar tubarões-azuis ao longo do tempo. A integração de outras tecnologias na monitorização do tubarão-azul pode automatizar o processo e melhorar a qualidade dos resultados. Este estudo pode ser usado como ferramenta para o avanço da investigação sobre fidelidade ao local, movimentos animais, residência, estrutura e abundância populacional, potenciais áreas de maternidade, bem como os possíveis impactos de uma indústria de mergulho com tubarões em crescimento.