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DHFA - Dissertações de Mestrado / Master Thesis

URI permanente para esta coleção:

Dissertação de Mestrado. Nível intermédio de uma dissertação (4 ou 5 anos de estudo). Contempla também dissertações do período pré-Bolonha para graus académicos que agora são reconhecidos como grau de mestre.
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  • Figuras e funções do humor no diálogo filosófico em comunidade de investigação
    Publication . Gomes, Sandra Sousa; Carvalho, Magda Costa; Silva, Rui Jorge Sampaio da
    Esta dissertação aborda o humor, realçando a sua relevância como meio de comunicação e promoção do pensamento na comunidade de investigação filosófica com crianças. Nesse sentido, abre o caminho para refletirmos e compreendermos a complexidade e a importância do humor, na dimensão cognitiva, filosófica e também nas interações humanas com contexto do diálogo filosófico em comunidade. Inicia-se com uma retrospetiva histórica do conceito de humor, dando destaque à Poética de Aristóteles e à comédia enquanto expressão da mímesis, valorizando assim o seu valor cognitivo. Seguidamente, estuda-se as perspetivas de Nietzsche e de Gadamer, que atribuem ao humor uma dimensão de sabedoria. Neste contexto, dá-se ênfase ao humor na promoção de um pensamento crítico e reflexivo. De forma a complementar a compreensão do humor, incidiu-se nas figuras e funções do humor com foco no seu carácter subversivo e criativo, nomeadamente as suas implicações para a prática do diálogo filosófico. A este respeito, salienta-se as três principais Teorias do humor, a saber, Incongruência, Superioridade e Alívio, que apresentam diferentes perspetivas, mas que se complementam acerca da dinâmica do humor. Por conseguinte, exploram-se algumas ideias do filósofo Henri Bergson sobre o tema, particularmente no que concerne à compreensão da função social do riso, considerado como um mecanismo de correção e união social. De natureza teórico-prática, esta dissertação inclui ainda registos de momentos práticos de diálogo com crianças, com pertinência humorística, enquanto meio da construção colaborativa do conhecimento na comunidade de investigação filosófica. Procura-se, assim, explorar os efeitos do humor como ferramenta pedagógica e filosófica capaz de enriquecer o diálogo e promover uma participação crítica na comunidade de investigação filosófica.
  • Conceções Filosóficas do Jogo e a Comunidade de Investigação Filosófica
    Publication . Rodrigues, Rui Alberto Pinto; Silva, Rui Jorge Sampaio da
    A presente dissertação, intitulada “Conceções Filosóficas do Jogo e a Comunidade de Investigação Filosófica”, pretende investigar o conceito de jogo e aferir as conceções filosóficas do mesmo, percebendo como estas se repercutem na Comunidade de Investigação Filosófica. De modo a contextualizar este estudo, partimos de uma análise de quatro autores de referência, a saber: Huizinga, Schiller, Nietzsche e Gadamer, investigando o modo como concebem o jogo. Revisitamos as suas conceções, salientando aquilo que pode contribuir para a prática filosófica com crianças. Pretendemos perceber os contributos dessas conceções filosóficas de jogo para que possam ser objeto de experiência em Comunidade de Investigação Filosófica. Seguidamente, daremos conta das principais características da Comunidade de Investigação Filosófica, discorrendo sobre as que nos parecem primordiais para o encetar de uma ligação entre jogo e Comunidade de Investigação Filosófica, percecionando o papel do jogo no seu seio. De igual modo, pretende-se avaliar a dimensão do jogo como modelo de compreensão e funcionamento na Comunidade de Investigação Filosófica. Analisaremos a categoria do jogo com o propósito de verificar a sua importância para a promoção do diálogo. Serão também objeto de estudo os contributos que o conceito de jogo protagoniza, como a liberdade e criatividade que lhe são inerentes. Por fim, analisa-se o jogo da arte como estímulo que visa o desenvolvimento de um pensamento reflexivo, num assumir da reflexão filosófica como ato de compreensão e interpretação. Aqui, ressalvamos as experiências de Gadamer (1999) nos processos de jogo como interpelação que têm lugar na Comunidade de Investigação Filosófica.
  • Contributos da comunidade de investigação filosófica para o reconhecimento e valorização das crianças enquanto "agentes epistémicos"
    Publication . Borghetti, Fernanda Collares; Carvalho, Magda Costa
    O presente estudo pretende dar luz à importância de reconhecer as crianças enquanto agentes epistémicos, como indivíduos que habitam um momento da vida onde é possível a participação cívica a partir de uma atitude curiosa e criativa. Mas vamos enfatizar uma perspetiva que tem sido desvalorizada pelas organizações sociais e políticas: o reconhecimento das crianças enquanto cidadãs legítimas, portadoras de uma voz política que, por sua vez, contempla ideias e entendimento de mundo e que precisa de ser ouvida e respeitada pelos adultos. Com esta investigação pretendemos pensar a comunidade de investigação filosófica como abordagem que permite evidenciar o quão importante será reconhecer o espaço das crianças como agentes epistémicos, com consequências para a forma como são politicamente consideradas, isto é, como indivíduos que estão aptos para atuar nos espaços públicos políticos de uma forma deliberada, consistente e original. As crianças são compreendidas, muitas vezes, como inaptas, pela sua idade cronológica, para exercer o direito de decisão consciente e este entendimento condena-as à exclusiva condição de dependentes que precisam de terceiros para pensar e decidir o melhor para elas. A nossa investigação irá partir de um questionamento desta visão adultista, incidindo no reconhecimento da importância de as crianças serem incluídas como epistémica e politicamente ativas e de terem a sua voz garantida no espaço público. Para tal, vamos estudar possíveis formas de promover os seus desejos e preocupações, a começar em alguns espaços educativos (formais e informais). Para aprofundar esta abordagem, vamos procurar alicerces de empoderamento das vozes das crianças no exercício da comunidade de investigação filosófica e na sua relação orgânica com as conceções da democracia deliberativa. Portanto, nesta Dissertação pretendemos observar os contributos da comunidade de investigação filosófica para o reconhecimento e valorização da agência epistémica das crianças.
  • Entre silêncios e outros gestos vocais: que lugar para o não-verbal no diálogo da comunidade de investigação filosófica?
    Publication . Teves, Ana Patrícia Câmara; Carvalho, Magda Costa
    A presente Dissertação surge da necessidade de expandir a compreensão do diálogo filosófico em comunidade de investigação, indo além das palavras proferidas para se considerar as pausas preenchidas por sons, como “humm”, “hmm”, “mm” e as pausas não preenchidas acusticamente – os silêncios. Considera-se que o diálogo filosófico não se reduz à dimensão discursiva baseada na linguagem verbal, admitindo-se a existência de uma multiplicidade de formas de expressão que acolhem o não verbal como parte da sua dinâmica. Esta investigação partiu de um simples som – “hmm”, proferido por uma criança durante uma sessão de diálogo filosófico em comunidade de investigação e que deu origem à pergunta que orienta o nosso trabalho: será que os sons e os silêncios podem, nalguns momentos, fazer as vezes das palavras? Numa tentativa de explorar possíveis caminhos para essa questão sobre o lugar do não-verbal no diálogo da comunidade de investigação filosófica, estruturou-se a investigação em 3 linhas principais. A primeira parte do conceito de comunidade de investigação filosófica, explorando o diálogo como um espaço e um lugar de encontro e construção coletiva do pensamento, aberto a uma multiplicidade de formas de expressão. Defendemos, numa segunda linha de investigação, a escuta atenta como a disposição para habitar esse lugar. Além disso, considera-se a escuta, como uma atitude ética e relacional, uma condição fundadora do diálogo em comunidade de investigação filosófica, tornando possível acolher não só o que se diz, mas o que se deixa ouvir mesmo quando não há palavras – gestos vocais (sons) e silêncios. Por isso, para explorar o que nos permite navegar nas camadas sonoras e silenciosas do diálogo, fomos interpeladas pelo conceito de voz enquanto acontecimento relacional e sensível — mas o que é, afinal, esta voz que escapa à mera função da fala e nos convoca a escutar de outro modo? Assim, a terceira linha de investigação desdobra-se na análise de 3 conceitos: voz, gestos vocais e silêncios. A voz também se faz de pausas, de balbucios, murmúrios e de silêncios que falam. A investigação foi pensada com os textos e os autores, mas também com as vozes das crianças. Por isso mesmo, reservamos um capítulo para escutar de perto os seus diálogos — não apenas o que dizem, mas como dizem, como hesitam, como se interrompem ou se deixam atravessar pelo silêncio na tentativa de compreender como a filosofia se dá a ouvir na infância.
  • Serviço Educativo do Museu do Parlamento dos Açores: Um Estudo de Caso sobre Pedagogia Política
    Publication . Silveira, Hélio Bruno da Rosa; Medeiros, Pilar Sousa Lima Damião de
    Num mundo imerso em profundas mudanças, o avanço tecnológico e digital tornou-se omnipresente no “tempo em movimento” dos cidadãos, e a alteração de paradigma causado pela Nova Museologia – o holofote foi direcionado para o público em detrimento do objeto e coleções – contribuíram para a assunção da função educativa dos museus. Esta nova forma de pensar e agir impulsionou a instituição a reajustar-se à sociedade, transformando-a num organismo social, aberto e dinâmico. O Museu transformou-se num interlocutor privilegiado de aprendizagens, ao ser um lugar inclusivo, plural e propício ao desenvolvimento de conhecimentos individuais e de atividades educativas. O Museu do Parlamento dos Açores, inaugurado em 2023, valência da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), permitiu dotar a instituição de um espaço vocacionado para preservar e celebrar a memória autonómica, a história parlamentar, reconhecendo, registando figuras e factos da sua implantação e evolução, o que resultou de uma pretensão ambiciosa antiga e formalmente instituída em 2015, através da Resolução ALRAA n.º 24/2015/A. A inexistência de reflexões e trabalhos académicos sobre o Museu do Parlamento dos Açores, decorrente da sua abertura em 2023, tipologia e projeto pioneiro de musealização no contexto insular português, bem como a escassa literatura sobre a educação museal em museus parlamentares, a importância do público escolar na prática e no discurso museológico destas instituições, constituíram razões motivacionais para a escolha do tema. Este trabalho teve como propósitos contribuir para a prática educativa com uma proposta lúdico-pedagógica para o Serviço Educativo, promovendo a pedagogia da autonomia política, a cultura democrática e a cidadania participativa mediante uma relação dialógica entre museu, escola e comunidade, em contextos de aprendizagens não formais.
  • Quem nós somos na Infância: Um caminho de autodescoberta
    Publication . Clementino, Margarida de Jesus Ferreira dos Santos Sousa; Silva, Rui Jorge Sampaio da; Mendonça, Dina Serra da Luz
    Ao longo da dissertação, pretende-se comprovar que é possível trabalhar filósofos como Ricoeur na comunidade de investigação filosófica, recorrendo a jogos de perguntas filosóficas através do diálogo colaborativo. Assim, definiram-se três vértices do triângulo da questão da identidade: primeiramente, apresenta-se a escuta, questionando-se se os professores tendem a ver-se como autoridades epistémicas, o que, desde o início, cria uma barreira para escutar as vozes infantis, mesmo que o ambiente de sala de aula esteja organizado para acolher as suas ideias. De seguida, aborda-se o tema da voz infantil, a qual anseia ser verdadeiramente escutada e pretende obter destaque num espaço como a CIF. Por fim, desenvolve-se a questão da identidade da filosofia Ricoeuriana, considerando-se que a identidade narrativa se constrói entre o passado e o futuro. A partir deste triângulo invertido, pretende-se realçar a necessidade da criança, na comunidade de investigação filosófica se reencontrar e atribuir (re)significações a Si Própria, aos Outros e ao mundo, o qual escolhe construir ao longo do tempo, questionando-se: O que fui? (um enigma), O que sou? (à descoberta ainda) e Quem serei no futuro? (uma (in)finitude de hipóteses).
  • A emigração do concelho da Ribeira Grande (ilha de São Miguel – Açores) para os Estados Unidos da América e o Canadá nos anos 1950 a 1974
    Publication . Sousa, Marco Henrique Ferreira de; Silva, Susana Paula Franco Serpa
    Os fluxos migratórios no arquipélago dos Açores sucedem desde o período do povoamento. Tal como o nosso arquipélago, o Continente português também foi desde cedo alvo de vários movimentos emigratórios para terras mais longínquas, como o Brasil. Entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, o Brasil deixou de ser o destino favorito dos açorianos, uma vez que estes passariam a escolher os EUA como seu destino de eleição. Ainda no final do século XIX, verificou-se um movimento significativo para as Ilhas de Sandwich devido à necessidade de mão-de-obra que este arquipélago tinha no setor agrícola, nomeadamente na cultura do açúcar. Já na primeira metade do século XX, assistiu-se a uma forte emigração para os EUA que, por sua vez, só seria condicionada quer durante a Grande Guerra quer na década de 1920 devido à restrição das leis de imigração norte-americanas. Porém, a difícil entrada nos Estados Unidos fez com que os ilhéus elegessem neste período territórios como a Républica Dominicana, Curaçau, Venezuela, Argentina, Bermuda, entre outros, para reerguer as suas vidas assim como para enviar o sustento às suas famílias que se encontravam no arquipélago dos Açores. Na segunda metade do século XX, o movimento emigratório açoriano, para os Estados Unidos da América e o Canadá, foi bastante significativo, quer devido à conjuntura social, económica e política que o país enfrentava, com o regime do Estado Novo, quer na sequência de cataclismos, como a erupção do vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial. Em contrapartida, os fluxos migratórios de Portugal Continental ocorreram neste período, essencialmente, para países europeus, como França, Alemanha, entre outros, não descurando outros territórios situados na América do Sul (Brasil) ou em África (África do Sul) os quais receberam dezenas de emigrantes do continente. As sucessivas saídas proporcionadas quer por açorianos quer por continentais estiveram na origem de fortes condicionalismos impulsionados pelas autoridades portuguesas, as quais adotaram várias políticas de emigração com vista a restringir a emigração continental e insular. Aliadas a estas políticas limitativas esteve a Junta Nacional de Emigração que foi fundada durante o Estado Novo com a responsabilidade de tratar, organizar, orientar, entre outros, todos os fluxos migratórios de Portugal, com vista a dar uma boa impressão do regime Salazarista aos países que acolhiam os nossos emigrantes. A emigração açoriana, para a América do Norte, seria facilitada, neste período, pelo levantamento das restrições das leis de imigração que tinham sido impostas pela administração norte-americana e também pela implementação de leis imigratórias mais liberalistas, como foi o caso do Hart-Celler Act de 1965. No final da década de 1950 aprovou-se no Congresso norte-americano o Azorean Refugee Act de 1958, lei que marcaria a história da emigração açoriana. Ademais, no início da década de 1950, originaram-se várias negociações levadas a cabo pelos governos de Portugal e do Canadá. Esta abertura vai estar na origem da terceira grande vaga da emigração insular que teria uma forte contribuição de centenas de indivíduos do concelho da Ribeira Grande que procuraram melhores condições de vida face à árdua conjuntura socioeconómica que se vivia no arquipélago e em particular no concelho da Ribeira Grande durante a ditadura de Oliveira Salazar.
  • Diálogos entre a Infância e a Filosofia da Diferença
    Publication . Ganço, Carla da Conceição Jorge; Carvalho, Magda Costa; Almeida, Tiago
    A presente Dissertação de Mestrado posiciona-se como uma análise crítica a alguns modelos dominantes de discurso sobre a infância, adultistas e normocentrados, com o objetivo de caracterizar e problematizar o conceito de childism. Propõem-se como objetivos investigar o projeto subjacente à proposta contemporânea designada por childism, enquanto projeto crítico, assim como os conceitos de idade, normalização, desenvolvimento, diferença, agência e cidadania, questionando como pode o conceito de childism estimular e proporcionar outras e diferentes perspetivas sobre a(s) criança(s) e a(s) infância(s). Para além disso, pretende-se refletir sobre como e de que forma a Filosofia para/com Crianças e o childism podem interligar-se em prol do empoderamento infantil. A análise pretende constituir-se como uma problematização filosófica que tenha ressonância a nível político e educativo, ao propor considerar as possibilidades decorrentes do afastamento da dicotomia adulto-criança e de sistemas de matriz representacional que possam constituir-se como obstáculo à ideia de criança como agente no seu mundo e cidadão por direito próprio. Pretendemos pensar nas possibilidades das crianças e dos jovens para fazerem a diferença (em vez de se constituírem como uma diferença) e nas várias formas como poderão contribuir para a remodelação do mundo social e político. Destacamos que a leitura do conceito de childism adotada é a defendida por John Wall (2016, 2019, 2022), fundador e co-diretor do Childism Institute, por se tratar de uma abordagem que problematiza as relações entre os chamados estudos da infância e outras áreas do conhecimento. Nesta dissertação, e de acordo com a abordagem de John Wall, perspetiva-se o childism como um conjunto de movimentos e esforços que visam legitimar as experiências das crianças através da crítica às normas educativas, sociais e políticas. Consideramos, assim, que uma reflexão filosófica da infância poderá contribuir de forma significativa para os propósitos da nossa investigação, ao permitir questionar e repensar a profunda história de dominação adulta da infância, no contexto ocidental, e propor considerar a agência infantil enquanto espaço político.
  • O Convento de Nossa Senhora da Conceição em Ponta Delgada. Intervenções arquitetónicas em função das alterações de uso.
    Publication . Franco, Paulo André da Luz; Albergaria, Isabel Soares de
    Este trabalho debruça-se sobre o mosteiro de Nossa Senhora da Conceição, o último mosteiro feminino construído em Ponta Delgada e o único da Ordem da Imaculada Conceição. Após a extinção do mosteiro, os edifícios continuaram a ser utilizados, sofrendo várias intervenções para albergar o Governo Civil do Distrito de Ponta Delgada e os diversos serviços públicos que aí se instalaram. A cerca e alguns edifícios de origem conventual foram sacrificados para dar resposta às novas necessidades da cidade, com a abertura da Rua Formosa no final do século XIX, criando uma frente sul, que deu origem ao Palácio da Conceição. As transformações ocorridas e a importância dos usos instalados fizeram esquecer a memória das suas funções conventuais. Essa memória só foi recuperada com as intervenções do século XXI. Na sequência dessas intervenções, foi realizado este estudo que permitiu, através de análise histórica, concluir sobre a utilização continuada do edifício, o que garantiu que boa parte da estrutura primitiva conventual fosse preservada, apesar das transformações que o edifício sofreu. A mesma análise permitiu perceber como a cerca conventual foi decisiva na dinâmica urbanística de crescimento da cidade no final do século XIX.
  • A expressão e a comunicação verbal na espiral da comunidade de investigação filosófica
    Publication . Silveira, Margarida Rodrigues Viegas da; Silva, Maria Madalena Marcos Carlos Teixeira da; Carvalho, Magda Costa
    Esta Dissertação intitula-se “A expressão e a comunicação verbal na espiral da comunidade de investigação filosófica” e é o resultado do trabalho final elaborado para a conclusão do Mestrado em Filosofia para Crianças da Universidade dos Açores. “Como é que a realização de sessões em comunidade de investigação filosófica que têm como ponto de partida obras de Literatura Infantil pode promover a expressão e a comunicação verbais das crianças?” – foi a pergunta inicial que deu origem à investigação. Esta pergunta foi motivada pelo nosso trabalho enquanto professora do 1.º Ciclo do Ensino Básico numa escola dos Açores (Portugal) e por termos vivenciado a metodologia da comunidade de investigação filosófica, pela primeira vez, quando iniciámos este Mestrado. Essa experiência acrescentou à nossa prática educativa a suspeita de que a Literatura se pode constituir como uma inestimável aliada da Filosofia, na promoção de um ambiente propício à verbalização conjunta de pensamento, e levou-nos a querer investigar alguns dos benefícios que podem ocorrer aquando da junção de ambas. Para tentar dar resposta à pergunta inicial, aprofundámos os nossos conhecimentos de como, quando e onde surgiu o termo comunidade de investigação filosófica, o método escolhido para implementar o Programa original da Filosofia para Crianças. Com as características da comunidade de investigação filosófica identificadas, procurámos situá-las no movimento da chamada Filosofia para/com Crianças e explorámos algumas das implicações da adoção deste método na Educação. Numa tentativa de compreender a possível relação entre a realização de sessões em comunidade de investigação filosófica e a promoção da verbalização, ressaltamos a ligação existente entre a expressão e a comunicação verbais e a leitura de obras de Literatura Infantil no Ensino Básico. Ao longo deste trabalho, procurámos aprofundar os nossos próprios conhecimentos sobre os conceitos relacionados com o tema que escolhemos, recolhendo as informações necessárias no trabalho de alguns dos autores que já se debruçaram sobre o assunto e tentando aplicar esses conhecimentos na prática com a nossa própria comunidade de investigação filosófica. Concluímos que a exploração de obras de carácter literário pode promover um exercício de verbalização imaginativa que permite aos membros da comunidade de investigação, sobretudo quando são crianças, uma disponibilidade e um envolvimento crescentes com os temas do diálogo, fundamental para a exploração filosófica dos mesmos.