DHFA - Livro / Book
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- O Admirável Horizonte da BioéticaPublication . Patrão Neves, Maria do CéuNo caso concreto do processo cientifico, é a consciência dos seus riscos potenciais que contribuirá para os prevenir e a bioética pode ser interpretada como essa consciência. Não uma consciência agourenta qual "velho do Restelo", mas também não uma consciência temerária, animada por uma esperança utópica. Será antes uma consciência da justa medida, prudente, entre as promessas da ciência e a precaução da ética, ao mesmo tempo que realista, no que pode realizar, e pragmática, no que deve ser realizado. É uma consciência lúcida.
- Arquivo dos Açores, 2ª série, vol. 5Publication . Viana, MárioO volume V da 2ª série do Arquivo dos Açores inclui transcrição, os sumários e os índices de mais 26 documentos do núcleo Açores do Arquivo Histórico Ultramarino. Bem vistas as coisas, até se apresentam aqui 69 novos documentos, considerando que um deles, o nº 16, uma carta do capitão general D. Antão de Almada ao secretário de estado Francisco Xavier Mendonça Furtado, inclui 43 longas listas de população das paróquias das ilhas Terceira, S. Jorge, Graciosa, Flores e Corvo, executadas sob a direção dos respetivos párocos, na base da averiguação de róis de confessados e livros de óbitos e de batismos, em conformidade com uma determinação do novo Governo Geral dos Açores, instituído em 1766. À exceção de uma representação de Manuel Furtado Teixeira de Mendonça, juiz de fora da Praia (Terceira), porventura do ano de 1780, a restante documentação respeita a um tempo curto, inferior a 3 anos, entre 11 de fevereiro de 1767 e 16 de dezembro de 1769, a certificar o acréscimo da burocratização, que decorre da aplicação das reformas pombalinas, eivadas de propósitos administrativos de uniformidade e de centralização.
- O Atlântico Revolucionário: circulação de ideias e de elites no final do Antigo RegimePublication . Rodrigues, José DamiãoA temática dos impérios conheceu nas últimas décadas um novo fôlego, bem patente na edição de importantes estudos de análise de um quadro imperial específico ou de âmbito comparativo; nas inúmeras edições relativas às independências ibero-americanas; mas também na publicação de artigos em revistas especializadas que pretendem interrogar quer a teoria e a história dos impérios, quer o próprio objecto "império". Este revigoramento da história dos impérios está, por certo, associada em parte ao surto da Atlantic history, da world history e da global history - e às críticas que lhes são dirigidas -, mas decorre igualmente da constatação de que não é possível pensar a história mundial sem uma referência às formações e às ideologias imperiais, pelo que importa analisar a emergência da ideia de "império", o conteúdo do conceito, as heranças culturais e as mútuas influências e a articulação entre a teoria e a prática políticas, sobretudo a partir do século XV, quando entraram em cena novos tipos de construções imperiais decorrentes da expansão ultramarina europeia, os impérios "marítimos", geograficamente descontínuos. Neste contexto historiográfico, uma das vertentes mais dinâmicas é aquela que, na esteira de obras pioneiras como as de Jacques Godechot e Robert Roswell Palmer, que chamaram a atenção para a necessidade de se pensar a unidade do mundo atlântico, tem colocado no centro da pesquisa e dos debates o "Atlântico das revoluções". De facto, inúmeros estudos dados à estampa em anos próximos têm interrogado e revisitado o impacto das reformas ensaiadas na centúria de Setecentos, sobretudo nos espaços ibéricos, das "frondas" e revoltas e das guerras napoleónicas na gradual transformação das relações entre os centros políticos europeus e as suas periferias, em particular as americanas, e na desagregação imperial no mundo atlântico na viragem para um novo século.
- Desigualdades no sistema educativo: percursos, transições, contextosPublication . Diogo, Ana Matias, Org.; Diogo, Fernando, Org.Nas últimas décadas o sistema educativo português foi palco de uma extraordinária evolução quantitativa, abrindo-se sucessivamente a novos grupos sociais e a faixas etárias mais alargadas. Esta evolução não se traduziu, contudo, numa redução significativa das diferentes formas de desigualdades sociais face à escola. Persistem elevados índices de insucesso e de abandono, particularmente concentrados em determinados momentos do percurso escolar, grupos sociais, regiões e escolas, registando-se, por outro lado, uma multiplicidade de trajetórias que condensam escolhas muito desiguais, no quadro de uma oferta de ensino crescentemente complexa. As comparações internacionais têm concorrido para consolidar a ideia de que as desigualdades educativas constituem um problema central e estrutural da realidade portuguesa, que urge melhor compreender de modo a sustentar políticas e intervenções neste domínio. Este fenómeno comporta, além disso, uma elevada complexidade, quer pela sua natureza multifatorial, quer porque se transfigura continuamente no tempo, sendo reconhecida, pelos especialistas, a necessidade de continuar a consolidar conhecimento neste domínio. O presente livro reúne um conjunto de textos, de vários autores, que dão a conhecer resultados de investigação e refletem sobre esta temática, a partir de uma diversidade de dimensões e perspetivas.
- Economia e instituições na Idade Média. Novas abordagensPublication . Solórzano Telechea, Jesús Angel; Viana, MárioNeste livro monográfico reúne-se a maior parte dos estudos apresentados no Workshop Internacional Economia e instituições na Idade Média. Novas abordagens, que teve lugar no dia 8 de Outubro de 2012, em Ponta Delgada, na Universidade dos Açores. A qualidade dos autores e os temas propostos proporcionaram uma experiência científica enriquecedora e gratificante, seja pela amplitude cronológica (percorrendo grande parte da vasta Idade Média), pela abrangência geográfica (fachada atlântica da Península Ibérica e Noroeste da Europa) e ainda pela diversidade de fontes e abordagens.
- escuto.te: vozes e infâncias políticasPublication . Costa Carvalho, Magda; Aguiar da Silva, Laurinda; Costa Carvalho, Magda; Aguiar da Silva, LaurindaO presente livro compõe um conjunto de variações em torno desta pergunta. Trata-se de uma inquietação só aparentemente simples, que nos últimos anos se tem insinuado e desdobrado nas conversas, reuniões, vídeos, artigos, mensagens de som e de texto, apresentações dos investigadores e colaboradores do projeto escuto.te. Atrás desta pergunta muitas outras vieram e nos foram habitando, fazendo-nos retornar vezes sem conta a um movimento que, de tão evidente e presente, parece que nem sempre recebe a devida atenção: escutar. escuto.te: vozes das infâncias entre a filosofia e a política (M1.1.C/C.S./031/2021/01) é o nome de um projeto de investigação do NICA: Núcleo Interdisciplinar da Criança e do Adolescente, da Universidade dos Açores, que contou com o apoio do Governo dos Açores e que aconteceu entre os anos de 2022 e 2024. Desenhado em plena pandemia COVID-19, este projeto acompanhou várias mudanças e alguns horrores do nosso mundo: impactos de um vírus imprevisível, conflitos e destruição em diferentes países, gritos de revolta e choros de morte de povos invadidos e expropriados, silêncios provindos do assombro e da estupefação do tanto que ainda há por fazer. Precisamos escutar os pássaros, diz-nos o palestiniano Marwan Makhoul, mas de quantas outras coisas necessitamos para os conseguirmos escutar? E quem são as pessoas que, por mais que o mundo mude, continuam votadas a um silenciamento forçado? Quem é que não escutamos? Mesmo nós, equipa de investigação de um projeto sedeado numa instituição académica? Mesmo nós, educadores interessados no mundo que nos rodeia?
- Estudos de história metrológica. Medidas de capacidade portuguesasPublication . Viana, MárioViana, Mário, Estudos de história metrológica. Medidas de capacidade portuguesas, Lisboa, Centro de História da Universidade de Lisboa, 2015, 180 p. Conteúdos principais: 1. A história metrológica portuguesa. Breve roteiro ideográfico 2. Medidas de capacidade medievais portuguesas. Uma revisão 3. As medidas de capacidade nas inquirições de 1258 4. Para a história da metrologia em Portugal: um documento de 1353 relativo a Bragança 5. Para a história da metrologia em Portugal: dois documentos de 1358-1360 relativos a Coimbra 6. A regulação metrológica em Portugal nos séculos XV e XVI 7. As medidas de capacidade nos Açores em 1868
- Filosofia para crianças : a (im)possibilidade de lhe chamar outras coisasPublication . Costa Carvalho, MagdaApresentamos um trabalho composto por um conjunto de reflexões nascidas em tempos e espaços distintos. A maior parte dos capítulos retoma textos já publicados, mas que foram repensados e reescritos a partir do que hoje vemos. Outros só agora se tornam dia. Paralelamente à escolha dos textos, à depuração da escrita e ao afinamento da redação, um outro exercício emergiu: pensar cada capítulo como evento de um processo cujo dinamismo próprio não se deixa fixar. Os textos mostraram-se, então, como inscrições provisórias, fotografias que captaram certos contornos de uma continuidade, formas instantâneas fotografadas numa transição permanente. O mesmo é dizer que, tendo nascido em tempos distintos e com espaços próprios, os textos são ações em processo, rastos de uma mudança: o estar-em-viagem que foi emergindo.
- História da ilha do Faial (das origens a 1833): Património ArquivísticoPublication . Viana, Mário; Costa, Susana GoulartA documentação incluída no terceiro volume da História da Ilha do Faial encontra-se fundamentalmente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta e é o registo de diferentes tipos de memórias institucionais. Do espólio da Câmara Municipal e até à época de elevação da Horta a cidade, apresentam-se, sob a forma de sumários, 20 Livros de Vereações, onde os sucessivos escrivães foram arquivando as decisões locais que afetaram a organização e o quotidiano da sede do concelho e da restante ilha, e 17 Livros de Registo das ordens e determinações emanadas de autoridades externas como o rei, o corregedor dos Açores ou o provedor da fazenda régia. Por outro lado, o pulsar das transações solenes entre particulares perpassa pelos sumários de 42 Livros de Notas dos Tabeliães.
- Histórias Atlânticas: os Açores na primeira modernidadePublication . Rodrigues, José Damião
