DPSI - Parte ou Capítulo de um Livro / Part of Book or Chapter of Book
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Recent Submissions
- Envolvimento dos estudantes no Ensino Superior e perfis de autodescriçãoPublication . Caldeira, Suzana Nunes; Silva, Osvaldo Dias Lopes da; Sousa, Áurea; Mendes, Maria; Martins, Maria José D.Enquadramento Conceptual: Existem ainda poucos estudos sobre o envolvimento no Ensino Superior, mas os resultados obtidos até ao momento indicam que esta variável tem um comportamento semelhante ao apresentado no ensino não superior. Isto é, o envolvimento dos estudantes é preditor do sucesso e da permanência no sistema de ensino, podendo, no entanto, ser afetado por variáveis pessoais e contextuais. Objetivos: Aferir a relação entre o envolvimento dos estudantes do Ensino Superior e algumas variáveis pessoais, académicas e familiares. Metodologia: Participaram no estudo 784 estudantes do Ensino Superior. O instrumento utilizado, além de questões Auto descritivas e sociodemográficos, continha a "Escala Quadridimensional de Envolvimento dos Alunos na Escola (EAE-E4D), de Veiga (2013) revista por Silva, Ribas e Veiga (2016), a qual é constituída por 20 itens distribuídos por quatro dimensões (Cognitiva, Afetiva, Comportamental e Agenciativa). Os dados recolhidos foram analisados utilizando diversos métodos estatísticos, de onde se destacam o método das K-médias, no âmbito da Análise Classificatória, e a Análise de Correspondências Múltiplas (ACm). Resultados: A aplicação do método das k-médias, considerando uma partição dos estudantes da amostra em três classes (clusters), com vista à maximização das diferenças entre as pontuações obtidas na EAE-4D, permitiu a identificação de três perfis de estudantes (os menos envolvidos, os moderadamente envolvidos e os mais envolvidos). O mapa percetual resultante da ACM fez sobressair estes três perfis, permitindo a rápida visualização das principais associações entre as categorias das variáveis em análise. Conclusão: O grupo de estudantes com um maior envolvimento, isto é, com pontuações mais altas na escala global e nas suas dimensões, carateriza-se, essencialmente, por se descreverem como mais pontuais, assíduos, empenhados e não distraídos, e cujo curso frequentado foi escolhido atendendo principalmente aos seus interesses e aptidões, comparativamente aos restantes grupos de estudantes. Os perfis identificados poderão ser úteis a nível da adoção de estratégias de ensino e aprendizagem suscetíveis de mobilizar os estudantes menos envolvidos.
- Health Perception, Travel Concerns, and Senior Tourist SatisfactionPublication . Medeiros, Maria Teresa Pires de; Silva, Osvaldo Dias Lopes da; Furtado, Sheila; Moniz, Ana; Vieira, Virgilio; Tomás, Licínio Manuel VicenteBased on a sample of tourists who visited the Azores (n = 697, ages 55 - 94), it was intended to understand the concerns about the trip; to analyze health perception in relation to satisfaction with travel and satisfaction with life. A Senior Tourism Questionnaire and the Life Satisfaction Scale were applied. The application of nonparametric tests that: (i) the location of accommodation differs according to sex; (ii) the flight duration, location of accommodation, medical care and mobility conditions vary according to age; (iii) the difficulty with language, cultural differences, medical care, travel prices and mobility conditions change according to the perception of health status; (iv) the destination security, comfortable accommodation, food supply, cultural differences, mobility conditions and hospitality of the residents change according to the satisfaction with life; (v) the satisfaction with the trip varies according to the satisfaction with life and the perception of health status.
- Violência nas relações de namoro : uma abordagem comparativa entre jovens açorianos e americanosPublication . Caldeira, Suzana Nunes; Soares, Sara MedeirosA violência nas relações de intimidade entre jovens tem vindo a constituir um campo de estudo autónomo da violência conjugal, situação que tem contribuído para evidenciar a amplitude e a severidade deste fenómeno na sociedade e para lhe conferir maior centralidade nos discursos sociais e educativos (Caridade & Machado, 2006; Matos, Machado, Caridade & Silva, 2006). Nas últimas décadas, a violência no namoro tem emergido como um problema social e de saúde pública, merecedor de atenção (e.g. O’Keefe, 2005) realçando-se a ideia de que “a existência de violência no namoro é contrária à crença de que esta fase da vida dos jovens é a melhor etapa da relação de um casal” (Dixe, Rodrigues, Freire, Rodrigues, Fernandes & Dias, 2010, p.1), para além de comprometer aspetos importantes do processo de desenvolvimento individual. Com efeito, é útil lembrar que os primeiros namoros acontecem, tendencialmente, na adolescência, um período da vida em que os indivíduos enfrentam desafiantes tarefas de desenvolvimento, como a adaptação emocional às mudanças físicas decorrentes das alterações hormonais da puberdade, as interpretações sobre si mesmo para a descoberta da própria identidade, a complexificação das relações com os pares, ou o ajustamento às expectativas sociais do encaminhamento para o papel de adulto (Oliveira, 2009). Estes anos da adolescência são, assim, eminentemente caracterizados pela procura e exploração, demandas que podem ser alcançadas, entre outros meios, através da participação em novas unidades de vida social. As situações de namoro, enquanto exemplo de unidades de vida social, podem, então, contribuir para que os jovens procedam à exploração de quem são, realizem a aprendizagem da convivência conjunta e do desempenho de papéis de adultos, tenham oportunidades de companheirismo, experimentação sexual e resolução de conflitos, pois, embora o grau de compromisso assumido seja inferior ao do casamento, existe um vínculo e uma partilha que exige mútuo ajustamento (Félix, 2012; Oliveira, 2009). Ou as situações de namoro podem comprometer todos esses aspetos, quando se definem pela vivência de sentimentos negativos, por um clima de inibição da expressão de sentimentos, pela coerção, severidade ou hostilidade, isto é, por um ambiente onde impera a violência.
- Praxes académicas : jovens e desafios de integração no ensino superiorPublication . Caldeira, Suzana Nunes; Silva, Osvaldo; Mendes, Maria; Botelho, Susana P.O mundo atual, caracterizado por mudanças contínuas e velozes, incertezas e risco, coloca desafios elevados ao jovem quando este equaciona e pretende tomar decisões referentes ao seu itinerário de vida. Neste aspeto é inegável a perceção de que a “educação é uma dimensão essencial da modernidade” (Rocha & Tomás, 2005, p. 52) e que a frequência, com aprovação, do ensino superior parece configurar um elemento protetor para uma adaptação mais consistente e saudável a novos e diversificados papéis. Por exemplo, as questões da transição para o mundo do trabalho e da empregabilidade afiguram-se menos difíceis para jovens detentores de um diploma (Marques, 1996). Todavia, a transição do ensino secundário para o ensino superior constitui um desafio nas vidas dos jovens, não só pelos desafios académicos, mas igualmente pelos desafios pessoais (ganho de autonomia).
- A violência sobre os idosos : “De pequenino se torce o pepino"Publication . Caldeira, Suzana Nunes; Soares, Sara MedeirosA violência sobre pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos tem sido apontada como uma das principais causas de morte em todo o mundo (Camargo, 2003), sendo encarada como um problema social e de saúde publica (Ashley & Foshee, 2005). Pode ser definida como a ameaça ou o uso efectivo e deliberado de força ou de poder sobre si mesmo ou contra o outro (pessoa singular, grupo ou comunidade), causando lesões físicas, danos psicológicos, alterações do desenvolvimento, privações diversas ou mesmo a morte (WHO, 2002). Em relação aos idosos, ainda existem poucas evidencias empíricas sobre o tema, devido a existência de diferentes interpretações e definições do conceito de violência relativamente a este grupo etário, a dificuldades de consensualização de critérios para delimitar o que se entende por idosos e, também, a dificuldades de acesso a situações reais de violência sobre os mais velhos, as quais têm sido deliberadas ou ingenuamente ocultadas até há pouco tempo atrás (Mysyuk et al., 2013). No entanto, actualmente já se pode afirmar que a violência sobre este grupo populacional se manifesta de modo transversal, isto é, em países ricos e pobres e em distintos níveis sócio-culturais, e que a vivência de situações de violência pelos idosos aumenta não só os casos de mortalidade, como também as situações de morbilidade (Mysyuk et al., 2013), dadas as graves implicações em termos de perda de qualidade de vida e privação da dignidade. […].
- Cyberbullying and students' engagement in school : a literature reviewPublication . Veiga, Feliciano Henriques; García, Fernando; Almeida, Ana; Caldeira, Suzana Nunes; Galvão, DianaBullying is one of today’s biggest problems. Bullying is the intentional repeated aggression directed at a target individual. There is substantial evidence of the negative psychological and health outcomes associated with bullying. It occurs very frequently, especially in adolescence, and action is needed to lessen its causes and alleviate its consequences. Research has shown that behavior problems usually interact with other risk and protection factors, as well as with factors of etiological development. This book discusses the prevalence, psychological impacts and intervention strategies of bullying.
- Perspetivas sobre o futuro em mulheres com experiência de violência conjugalPublication . Caldeira, Suzana Nunes; Freitas, GracieteA violência conjugal tem sido estudada, essencialmente, como a violência exercida pelo homem sobre a mulher, talvez por a maioria das vítimas ser do sexo feminino (85%) e a dos denunciados do sexo masculino (88%) (DGAI, 2011). Não obstante, tem sido definida como “qualquer tipo de violência, tentativa ou ameaça física perpetrada por um homem ou uma mulher contra a pessoa com quem ele/ela tem ou teve um relacionamento íntimo” (Baldry, 2003 in Almeida & Soeiro, 2010: 179). Em Dias (2004) encontra-se descrito um conjunto de outras definições de violência conjugal, de entre as quais se transcrevem a de Hampton e Coner-Edwards e a de Kaczmarek, por acrescentarem à definição anterior áreas de comportamentos violentos. Assim, para Hampton e Coner-Edwards (1993, in Dias, 2004: 119) a violência conjugal “é um padrão de comportamento que ocorre sob a forma física, emocional, psicológica, sexual e económica e que é desenvolvido com vista a perpetuar a intimidação, o poder e o controlo do agressor sobre o cônjuge maltratado”. Para Kaczmarek (1988, in Dias, 2004: 119) a violência conjugal consiste “numa acção directa destinada a atingir uma pessoa, e, mesmo, a destruí-la, quer ao nível da sua integridade física ou psíquica, quer ao nível das suas participações simbólicas”. […].