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DME - Jornal ou Revista / Newspaper or Magazine

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Artigo publicado em jornal, revista (semanal ou mensal) ou noutro tipo de periódicos não académicos/científicos.
(Rascunho; Submetido; Aceite; Publicado; Actualizado).

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  • Quanto tempo demoraria a mover a Montanha do Pico?
    Publication . Teixeira, Ricardo Cunha
    Explora-se neste texto a relevância do raciocínio matemático na abordagem de problemas para os quais não existem respostas imediatas nem dados completos. A partir de questões célebres associadas aos processos de recrutamento da Microsoft, demonstra-se como a formulação de hipóteses, a utilização de estimativas e a construção de modelos simples permitem analisar desafios aparentemente impossíveis. Num contexto cada vez mais marcado pela inteligência artificial, destaca-se que competências como o pensamento crítico, a capacidade de questionar, interpretar informação e tomar decisões fundamentadas permanecem essenciais, tanto na ciência como no mundo profissional.
  • Os dados não falam sozinhos: Literacia estatística e pensamento crítico na era da inteligência artificial
    Publication . Silva, Osvaldo
    Vivemos na era da inteligência artificial. Uma época extraordinária em que um estudante consegue obter em poucos segundos um resumo de um artigo científico que não leu, uma análise de dados que não realizou e, em alguns casos, conclusões sobre fenómenos que nem sequer compreendeu. Nunca foi tão fácil parecer informado. E talvez por isso nunca tenha sido tão importante estar realmente informado. […]. Talvez esta seja a melhor definição de ensino superior na era da inteligência artificial o de não ensinar os estudantes a competir com as máquinas, mas ajudá-los a desenvolver aquilo que elas, pelo menos por enquanto, ainda não conseguem substituir, o julgamento, o discernimento e a sabedoria necessária para interpretar a realidade para além dos números. Já agora vá refletindo sobre isto, se possível, sem a ajuda da inteligência artificial!
  • Das partículas à galáxia: o poder das potências de base 10.
    Publication . Melo, Helena; Martins, Maria do Carmo; Coordenação e edição de Armindo Rodrigues (FCT-UAc)
    Na Matemática, as potências são uma forma elegante e rápida de representar multiplicações em que os fatores se repetem. Assim, usa-se uma notação própria que mostra quantas vezes esse número é multiplicado por ele próprio.
  • Por entre números, curvas e estrelas: a vida de Carl Friedrich Gauss
    Publication . Teixeira, Ricardo Cunha
    Neste texto, convida-se o leitor a descobrir a vida e obra de Carl Friedrich Gauss, um dos maiores matemáticos de todos os tempos, cuja influência ultrapassou largamente os limites da Matemática. Em particular, aponta-se para a importância de valorizarmos a Matemática enquanto ciência dos padrões.
  • Inteligência artificial no ensino superior: Atalho para o sucesso ou caminho para a dependência?
    Publication . Silva, Osvaldo; Gráfica Açoreana
    Num cenário cada vez mais digital, a inteligência artificial (IA) entrou no ensino superior à velocidade de uma promessa tecnológica que, como tantas outras, parece querer resolver tudo, depressa e sem grande esforço humano. Em poucos meses, passou de curiosidade de laboratório a ferramenta quotidiana de estudantes, docentes e investigadores. Produz resumos, sugere bibliografia, organiza ideias, redige rascunhos, gera código, traduz conteúdos e até simula raciocínios que, noutros tempos, exigiam horas de leitura, reflexão e, por vezes, algumas noites mal dormidas ou, pelo menos, uma boa dose de café. O problema é que, como sucede com muitas promessas tecnológicas, esta também vem acompanhada de um conjunto considerável de cautelas. […]. Pode até fingir que pensa. Mas continua a caber às pessoas a tarefa mais difícil e mais importante: julgar, verificar, interpretar e decidir. Em tempos de respostas instantâneas, talvez a verdadeira coragem académica seja esta: parar, ler melhor e desconfiar com elegância. Porque a inteligência artificial pode ajudar muito. Mas pensar continua a ser um trabalho que, felizmente, ainda não está automatizado. Use a inteligência artificial, mas não deixe de pensar por si.
  • A fita de Möbius: quando a Matemática desafia o senso comum
    Publication . Teixeira, Ricardo Cunha
    A fita de Möbius, nascida de um gesto tão simples como torcer uma tira de papel, revela‑se afinal uma porta aberta para mundos inesperados: inspira escultores e arquitetos, provoca reflexões profundas em matemáticos e até alimenta narrativas de ficção científica. Neste texto, apresentam-se algumas curiosidades sobre a fita de Möbius.
  • Ignorar a Estatística tem consequências: quem paga o preço?
    Publication . Silva, Osvaldo; Gráfica Açoreana
    Vivemos rodeados de números, mas isso não significa necessariamente que saibamos o que fazer com eles. Percentagens surgem nos noticiários como se fossem verdades absolutas, gráficos coloridos circulam nas redes sociais como provas irrefutáveis e são apresentadas com frequência previsões com uma confiança que deixam qualquer investigador, competente e honesto intelectualmente, boquiaberto e a corar de espanto perante as barbaridades que são relatadas como verdades inquestionáveis. Paradoxalmente, nunca tivemos tantos dados e nunca foi tão evidente a fragilidade da nossa literacia estatística coletiva. […]. Investir na formação em literacia estatística - desde o ensino básico até ao ensino superior e à educação ao longo da vida - é investir numa sociedade mais preparada para enfrentar riscos, tomar decisões informadas e construir futuros coletivos mais seguros e equitativos. Num tempo em que os dados moldam políticas e escolhas, compreender Estatística é, cada vez mais, compreender o mundo. Num mundo marcado por desafios globais e incerteza crescente, a capacidade de usar dados de forma crítica e responsável é uma condição essencial para a sustentabilidade, a justiça social e o bem comum. Reflita sobre isto: o momento de agir é agora, e depende apenas de si.
  • Um Natal com Matemática: das simetrias dos flocos de neve aos embrulhos económicos para presentes
    Publication . Teixeira, Ricardo Cunha
    Neste artigo, apresentam-se algumas curiosidades que mostram como podemos utilizar a Matemática na quadra natalícia, da análise das simetrias dos flocos de neve e de enfeites de Natal às técnicas que permitem poupar nos embrulhos para os presentes.
  • Quando os Dados Falam: Estatística ao Serviço da Sustentabilidade e da Gestão do Território
    Publication . Silva, Osvaldo; Gráfica Açoreana
    Vivemos numa sociedade em que o acesso imediato à informação evidencia — e torna indubitáveis — os efeitos das alterações climáticas: furacões, secas, cheias, incêndios, a subida do nível do mar e a erosão costeira são apenas alguns dos fenómenos que ocupam os noticiários. A estes juntam-se desastres agravados pela ação humana, como deslizamentos de terra e inundações em áreas urbanas, que continuam a provocar perdas humanas, danos ambientais e destruição de infraestruturas. Apesar das inúmeras promessas de governos e organizações internacionais, a resposta global permanece insuficiente. Por isso, é essencial que os cidadãos se tornem agentes informados e conscientes, capazes de exigir políticas públicas eficazes e de adotar práticas que contribuam para reduzir os impactos ambientais, tanto a nível local como global. A informação fiável é, assim, um recurso estratégico: permite-nos compreender melhor o meio em que habitamos, reconhecer os efeitos da atividade humana e identificar soluções sustentáveis que protejam a vida e os ecossistemas...[...]...O valor da Estatística depende do rigor ético na recolha e interpretação dos dados. Informação de má qualidade compromete decisões e distorce a realidade, tornando indispensável assegurar métodos sólidos e transparentes. É, por isso, cada vez mais importante uma colaboração estreita entre os investigadores das áreas ligadas ao ambiente e afins e os estatísticos, para que continuem a ser desenvolvidos métodos estatísticos e computacionais adequados, que permitam dar uma resposta continuada aos desafios presentes e futuros. O contributo de cada cidadão também é decisivo. Informar-se, participar e exigir políticas baseadas em evidência são passos essenciais para garantir um futuro ambientalmente equilibrado. A construção de um planeta sustentável começa com decisões conscientes, e cada ação conta. Agora não se esqueça de dar o seu contributo ativo nesse sentido! O planeta precisa de si. Vamos a isso!
  • Ser Professor universitário na era digital e da inteligência artificial
    Publication . Silva, Osvaldo
    Vivemos numa era marcada por avanços tecnológicos vertiginosos, que transformam continuamente a forma como as novas gerações se relacionam entre si e com a sociedade. Tudo parece estar a apenas um clique de distância, e temos a sensação de que podemos saber tudo o que desejamos em questão de segundos. O mundo assemelha-se a uma aldeia global, onde estamos a par de tudo e quase nada parece surpreender-nos. O acesso à informação tornou-se instantâneo, rápido e desprovido de esforço, o que alimenta a crença de que controlamos e moldamos o mundo conforme os nossos próprios caprichos. Esse "bichinho digital" está especialmente enraizado entre os mais jovens, e a pandemia de Covid-19 contribuiu significativamente para a propagação e intensificação dessa verdadeira overdose tecnológica. A dependência dos meios digitais é profunda, e os jovens estão hiperconectados ao seu “próprio mundo”, tornando-se extremamente difícil encontrar eventos ou atividades que consigam captar a sua atenção fora desse contexto. As transformações trazidas pela era digital e pela inteligência artificial já afetam, em larga escala, os estudantes que ingressaram no ensino superior nos últimos dois anos. Constata-se que esses alunos facilmente perdem a atenção e o foco durante as aulas, deixando os professores surpreendidos e, por vezes, alarmados com a aparente falta de interesse e de envolvimento nas aprendizagens. O professor interroga-se e questiona o seu papel perante essa mudança brusca, que ocorre de forma vertiginosa, independentemente do tema em discussão na sala de aula. A curiosidade e o espanto, outrora característicos do estudante no processo de descoberta do conhecimento, deram lugar a uma atitude de indiferença. Parece que nada os surpreende: sentem-se familiarizados com todos os assuntos, como se já tivessem ouvido falar de tudo e dominassem tudo.