Honneth ao reconectar educação e democracia por meio da teoria do reconhecimento, em diálogo com Kant, Hegel e Dewey, defende uma educação emancipatória que vá além da transmissão técnica, promovendo formação moral, cultural e política. O desenvolvimento humano exige reconhecimento mútuo em três esferas – amor, direito e estima social – que sustentam autoconfiança, autorrespeito e autonomia. Honneth distingue autonomia de liberdade, ressaltando a importância da liberdade social, construída pelo diálogo e cooperação. Critica a ênfase atual na empregabilidade e competitividade, que desvirtua o carácter democrático da educação, e aponta desafios como digitalização, multiculturalismo e pandemia, que ampliam desigualdades, reforçando a urgência de resgatar a tradição democrática para a renovação das democracias.