DBIO - Livro / Book
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- Aspectos pouco comuns da morfologia das plantas superiores.Publication . Oliveira, José N. B.A importância do estudo da Morfologia das Plantas Superiores resulta, em grande parte, do facto do seu conhecimento estar na base da identificação das espécies, contribuir significativamente para a interpretação das relações filogenéticas e ainda constituir o ponto de partida para os estudos da morfo-funcionalidade. Muito embora a moderna Sistemática procure cada vez mais fundamentar-se também noutras áreas científicas, a Morfologia continua a ser o ramo científico mais importante para a Sistemática. Ao ocupar-se dos processos de adaptação dos órgãos a morfologia relaciona-se, por outro lado, de muito perto com a ecologia. Os estudos morfológicos iniciam-se já, em parte, no estudo da célula(Citologia) e dos tecidos (Histologia), mas só atingem uma dimensão e importância consideráveis quando se trata do arranjo dos tecidos internamente no corpo do vegetal (Anatomia ou Morfologia Interna) e das formas exteriores dos órgãos (Morfologia Externa ou Organografia). A experiência docente do autor permite-lhe reconhecer que o estudo da morfologia externa, pela riquíssima terminologia que comporta, exige um grande esforço cuja utilidade nem sempre é bem compreendida. Importa por isso no ensino da Morfologia, não menosprezar os aspectos evolutivos, aqueles que dizem respeito às inter-relações forma-função (embora estes muitas vezes sejam desconhecidos) e privilegiar a docência na forma de aulas teórico-práticas, aplicando os conhecimentos de Morfologia à identificação de espécimes vegetais. O presente trabalho insere-se sobretudo no âmbito da morfologia externa, mas sempre que possível, referem-se os aspectos morfo-funcionais relacionados com a adaptação do órgão e até o seu significado em termos evolutivos.
- Flora marinha do litoral dos AçoresPublication . Neto, Ana I.; Tittley, Ian; Raposeiro, Pedro M.“[…]. O principal objectivo deste livro é fornecer informação útil aos visitantes da zona das marés nos Açores e chamar a sua atenção para estas plantas muitas vezes ignoradas. Existem cerca de 400 espécies de macroalgas marinhas nos Açores. As maiores são fáceis de encontrar, mas muitas só são visíveis à lupa ou microscópio. Neste livro incluem-se descrições e ilustrações de 46 espécies (44 algas, 1 cianobactéria, 1 líquen) relativamente fáceis de encontrar e identificar. Os leitores são elucidados sobre a melhor forma de as encontrar, bem como sobre aspectos básicos da respectiva morfologia e valor natural e/ou comercial. Para os leitores interessados, são ainda sugeridas publicações mais especializadas sobre o assunto. O livro inclui um glossário com os termos técnicos utilizados nas descrições apresentadas.”
- Graciosa, Açores. A capital do mergulhoPublication . Neto, Ana I.; Azevedo, José M. N.Em qualquer mergulho na costa da Graciosa é visível a complexidade estrutural do ambiente, com pontas rochosas alternando com aglomerados de calhau ou de blocos, grutas, arcos e destroços de navios afundados. Mesmo a monotonia do fundo arenoso é quebrada por recifes e baixas. Esta multiplicidade de ambientes proporciona uma grande riqueza de nichos ecológicos. Os organismos estruturantes são as macroalgas marinhas, que exibem formas e cores luxuriantes, forrando a rocha na sua quase totalidade. Entre as algas podem encontrar-se muitas espécies de invertebrados: das vibrantes estrelas-do-mar vermelhas até aos minúsculos nudibrânquios, autênticas jóias submarinas. Sobre o fundo nadam inúmeros e coloridos peixes das várias espécies, a mansidão e abundância dos meros continuando a encantar hoje como o fizeram nos anos 60 ao Prof. Luiz Saldanha. Em zonas mais sombrias observam-se facilmente corais negros, raros noutras paragens. Nas numerosas baixas passam jamantas, tubarões e tartarugas. O litoral da Graciosa, cheio de vida, apresenta um padrão diversificado de cores e de formas que faz com que o mergulho seja sempre motivo de interesse e satisfação.
- Santa Maria - Zona SubmersaPublication . Neto, Ana I.; Wallenstein, Francisco; Álvaro, Nuno V.; Raposeiro, Pedro M.; Azevedo, José M. N.À semelhança das restantes ilhas do arquipélago dos Açores, em Santa Maria, predomina o substrato rochoso. Os fundos rochosos até aos 30 m de profundidade apresentam morfologias variadas, alternando entre calhau rolado, blocos e escoada lávica compacta, predominando esta última. Há apenas duas baías onde ocorre acumulação de substrato arenoso (Praia Formosa na costa Sul e São Lourenço na costa Leste), com afloramentos pontuais de escoada lávica. Este tipo de fundo ocorre em vários outros locais à volta da ilha, a profundidades que variam entre os 20 e os 30 m, e.g. Baía de Salto dos Cães e junto do Ilhéu das Lagoinhas (costa Norte), Baía do Aveiro e Baía da Maia (costa Leste).
- Santa Maria - Poças de MaréPublication . Neto, Ana I.; Wallenstein, Francisco; Silva, Tito; Álvaro, Nuno V.; Tittley, IanO litoral da ilha de Santa Maria apresenta formações geológicas mistas com predominância de línguas de escoada lávica. Nestes locais, devido à natureza compacta e estanque do substrato, formam-se poças litorais resultantes da retenção prolongada de pequenas massas de água em depressões de dimensão e forma variáveis. Existem locais com poças litorais em quase todos os quadrantes da ilha, nomeadamente na Baía dos Anjos e nos Emissores (costa Norte), na Baía de São Lourenço (costa Este), na Ponta do Castelo, na boca da Ribeira Seca e no Ilhéu da Vila (costa Sul). A costa Oeste apresenta-se como uma excepção, devido a processos de formação geológica que originaram uma faixa de arribas costeiras mergulhantes com declive acentuado, que não são favoráveis à ocorrência de poças litorais.
- Santa Maria - Peixes litoraisPublication . Azevedo, José M. N.; Álvaro, Nuno V.; Raposeiro, Pedro M.; Neto, Ana I."A zona litoral é a mais rica em espécies de peixe de todas as subdivisões do meio marinho. Este facto não é imediatamente perceptível pelas estatísticas: das 319 espécies de peixes marinhos existentes nos Açores menos de um terço (88) pode ser considerada litoral. No entanto, devemos ter em conta que a área oceânica correspondente à Zona Económica Exclusiva dos Açores é de 1 milhão de km2 e que a ausência de plataforma continental, faz com que a zona litoral compreenda apenas uma estreita faixa em torno das ilhas. Por isso, o número de espécies dividido pela área em que se encontram é proporcionalmente maior na zona litoral. Esta elevada densidade específica está relacionada com dois factores principais: a orrespondente muito elevada diversidade de ambientes, ampliada pela presença nesta zona de juvenis de espécies cujos adultos frequentam outros locais. […]"
- Manual de boas práticas laboratoriais : Universidade dos AçoresPublication . Ventura, Maria A.; Cunha, Regina Tristão da; Melo, Carla Sofia da Silva; Monteiro, SandraO manuseamento de produtos químicos, agentes biológicos, materiais radioactivos e equipamento de investigação em geral, existentes nos laboratórios de ensino e investigação, apresenta potenciais riscos associados à sua exposição para os investigadores, técnicos e alunos e requer formação e sensibilização adequada no que respeita aos requisitos mínimos de saúde e segurança nesta matéria. Neste contexto, o presente Manual de Boas Práticas Laboratoriais da Universidade dos Açores (MBPL - UAç), pretende constituir um guia de consulta rápida e prática relativamente aos principais procedimentos de segurança e em caso de acidente que devem ser implementados nos laboratórios desta instituição de ensino superior, mas com uma abrangência também suficientemente generalista para que possa ser adaptado e aplicado a outras instituições com laboratórios de ensino e investigação. Deverá, igualmente, ser facultado a todos os investigadores (professores, técnicos e alunos) que iniciem o seu trabalho num laboratório para que estes estejam conscientes dos procedimentos implementados, regras de segurança e potenciais riscos e perigos a que estão sujeitos. O MBPL – UAç surge no âmbito do Projecto de Gestão de Resíduos Laboratoriais da Universidade dos Açores – GeRLab, iniciado em 2004, em resultado de um protocolo entre a Fundação Gaspar Frutuoso e a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. Para além da elaboração do presente documento, o GeRLab constituiu-se como catalisador do processo de implementação de um sistema de gestão de resíduos laboratoriais na Universidade dos Açores. Ao longo de todo o período de execução (2004-2008), foram geridos os passivos de resíduos laboratoriais armazenados na universidade, instituídos procedimentos e criadas infra-estruturas para a correcta gestão e encaminhamento para tratamento e/ou eliminação ambientalmente certificada destes resíduos e ministrada formação e sensibilização para investigadores, técnicos e alunos dos Departamentos associados aos diversos laboratórios. Durante este período a Universidade dos Açores adoptou, também, uma Política Ambiental, na qual se compromete a eliminar ou mitigar os impactes ambientais resultantes das suas actividades, nomeadamente no que respeita às suas actividades laboratoriais de ensino e investigação. O MBPL – UAç proporciona, assim, uma ferramenta para atingir este objectivo, envolvendo todos os intervenientes na confluência para a conformidade ao nível quer da segurança nos laboratórios, quer para o ambiente.
- Santa Maria - Zona Entre-MarésPublication . Neto, Ana I.; Wallenstein, Francisco; Silva, Tito; Álvaro, Nuno V.; Tittley, IanSanta Maria é a ilha mais antiga (cerca de 8 Ma) e mais Oriental do arquipélago dos Açores (Fig. 1), situada a cerca de 430 km a Leste da Crista Média Atlântica. A ilha apresenta duas áreas com morfologias distintas: a parte Ocidental é achatada e apresenta extensas plataformas que atingem altitudes de aproximadamente 250 m acima do nível do mar; a parte Oriental é muito irregular e atinge altitudes na ordem dos 450 m. A faixa costeira estende-se ao longo de um perímetro de cerca de 64 km, correspondente a aproximadamente 7,5 % da extensão do litoral açoriano. A tipologia costeira actual resulta da antiguidade da própria ilha e de várias submersões, responsáveis pela aglomeração de rochas sedimentares marinhas (e.g. conglomerados marinhos, calcarenitos fossilíferos e arenitos) em vertentes e arribas costeiras da ilha, dotando-a de um valor geológico particular e inexistente no restante arquipélago.
- Ilha GraciosaPublication . Neto, Ana I.; Azevedo, José M. N.; Wallenstein, Francisco; Álvaro, Nuno V.Neste guia propomos ao leitor um passeio pelo litoral da ilha, iniciando o percurso pelos Paúis de Santa Cruz, situados no centro da vila do mesmo nome. No Rossio em frente à Câmara Municipal de Santa Cruz destacam-se hoje dois grandes tanques (Fig. 1), os designados Paúis de Santa Cruz. Estes tanques constituem o que resta de uma primitiva laguna, resultante do prolongamento para terra da Calheta das Fontaínhas, a qual estaria ainda rodeada de uma zona pantanosa com alguma extensão. A presença abundante de água doce terá sido uma das razões determinantes para a fixação de um povoado neste local, logo na década de 1470. Já o cronista Gaspar Frutuoso, cerca de um século mais tarde, refere que a água dos Paúis de Santa Cruz era utilizada tanto para consumo humano como para matar a sede ao gado. Mais tarde a laguna foi protegida das incursões do mar por muros, e escavada de forma a interceptar a nascente do aquífero basal. Este foi o início de uma redução em área e de uma artificialização que culminou no estado actual, em que o fundo foi impermeabilizado, sendo o respectivo abastecimento efectuado por águas pluviais. No entanto, até à data da última intervenção os Paúis continham ainda alguns valores naturais de interesse, como uma população residente de enguias.
- Guia para definição de biótopos costeiros em ilhas oceânicasPublication . Wallenstein, Francisco; Neto, Ana I.; Álvaro, Nuno V.; Tittley, Ian; Azevedo, José M. N.Este manual tem como finalidade a descrição de uma série de metodologias para a recolha e análise de dados a utilizar na definição de biótopos costeiros. Estas metodologias foram desenvolvidas para uso lato em ilhas oceânicas, como forma de ultrapassar a inaplicabilidade das abordagens existentes a comunidades de algas dominadas por musgos. A necessidade de comparar comunidades no espaço e no tempo requer que estas sejam monitorizadas de forma comparável, o que só é possível quando se aplicam métodos idênticos. Este manual foi concebido para ajudar a alcançar estes objectivos. O leitor é provido de informação de base sobre os habitats costeiros específicos de ilhas oceânicas, em particular dos Açores, cujas características influenciam a estrutura de comunidades algais e as espécies chave que as caracterizam no contexto da flora global. Ilucida-se o leitor sobre vários problemas taxonómicos que podem surgir aquando da implementação destas metodologias, nomeadamente no manuseamento das principais categorias algais características das comunidades costeiras. A distribuição vertical dos organismos, relativamente ao nível das marés e em profundidade é uma característica importante das costas das ilhas oceânicas e é brevemente abordada, enfatizando a principal forma de expressão das comunidades marinhas açorianas – o musgo algal. Há um vasto historial de estudos ecológicos costeiros, uns meramente descritivos, outros quantitativos, que recorrem a vários métodos estatísticos e numéricos para classificação de comunidades. A informação de base é complementada com a utilização prática da classificação de biótopos e a sua aplicação à gestão de conservação. A secção mais importante do manual expõe o método de levantamento de dados em campo, apresentado como um protocolo de prioridades, começando pela escolha do local, seguida do registo de propriedades físicas do meio ambiente e levantamentos estratificados com registo quantitativo de taxa ao longo de transeptos. Segue-se um protocolo para a análise numérica dos dados e as resultantes fichas técnicas dos biótopos identificados nas ilhas de Santa Maria e São Miguel, onde são listadas as espécies constituintes e apresentadas breves descrições ecológicas.