Browsing by Author "Medeiros, Carlos"
Now showing 1 - 8 of 8
Results Per Page
Sort Options
- Avifauna da Ilha GraciosaPublication . Medeiros, Fátima; Pranto, Ana; Medeiros, Carlos; Teixeira, BrunoOs ecossistemas insulares são extremamente vulneráveis perante mudanças, de natureza biótica ou abiótica, quer naturais quer antrópicas. No que diz respeito às diferentes espécies de aves que nidificam nos Açores os efectivos populacionais, de muitas destas, sofreram reduções drásticas após a colonização, deste arquipélago, pelo homem. Cite-se os dois exemplos seguintes. A espécie Puffinus puffinus (Estapagado), de acordo com Frutuoso (1926), era uma ave marinha nidificante quase tão abundante como Calonectris diomedea borealis (Cagarro), logo após a chegada do homem a estas ilhas, ao passo que actualmente é extremamente rara. A observação de alguns indivíduos no mar leva a supor que ainda nidifique nestas ilhas. Sabe-se que a redução de efectivos populacionais desta ave ocorreu devido à sua utilização na alimentação humana, à extracção de óleo e de penas. Por outro lado, a predação por parte de animais exóticos trazidos pelo homem, aquando da colonização destas ilhas, também contribuíram para a mesma redução (Frutuoso, 1926). [...]
- Breve caracterização da flora vascular picoensePublication . Pereira, Maria João; Furtado, Duarte; Gomes, Sandra; Medeiros, Carlos; Câmara, Helena; Ogonovsky, Mathias; Arruda, Rafael; Cordeiro, Adriano; Telhado, Elisa; Coelho, DavidUma breve caracterização da flora vascular da ilha do Pico é feita a partir da análise do seu catálogo de plantas vasculares (Pereira et al., 2006). A flora vascular Picoense fora de cultivo compreende no momento 642 unidades taxonómicas diferentes (taxa) representadas por 634 espécies, 375 géneros e 118 famílias. O número de taxa introduzidos representa 70,5% do total dos taxa presentes, enquanto a percentagem de taxa nativos se cifra apenas pelos 26,0%. No entanto 43,1% dos taxa nativos que ocorrem no Pico são endémicos dos Açores ou da Macaronésia. A distribuição das espécies nos grandes grupos taxonómicos (Pteridophyta, Gymnospermae, Dicotyledoneae e Monocotyledoneae) difere com significado estatístico entre as espécies nativas e introduzidas. A contribuição das espécies introduzidas é maior a nível das dicotiledóneas e menor a nível dos pteridófitos quando comparada com a distribuição das espécies nativas.
- Catálogo das plantas vasculares da Ilha do CorvoPublication . Pereira, Maria João; Arruda, Rafael; Medeiros, Carlos; Saramago, João; Domingues, Pedro; Furtado, Duarte; Cabral, NatáliaFoi construído um catálogo das plantas vasculares citadas para a ilha do Corvo com base nas obras de síntese de Trelease (1897), Palhinha (1966), Franco (1971, 1984), Franco & Afonso (1994, 1998, 2003), Hansen & Sunding (1993), Silva et al. (2005), Schäfer (2003, 2005) e nos relatórios das expedições efectuadas àquela ilha em 1987 e 2007 pelo Departamento de Biologia da Universidade dos Açores. Nesta compilação utilizou-se a nomenclatura aceite pela Flora Europaea (Tutin et al., 2001) ou as alterações nomenclaturais entretanto publicadas (IPNI, 2005). Para maior clareza no reconhecimento das unidades taxonómicas, são também indicados os sinónimos nomenclaturais mais importantes. No catálogo são também indicados alguns nomes vulgares, cujo uso na ilha, foi possível confirmar. O presente catálogo assinala para a ilha do Corvo 353 taxa distribuídos por 94 famílias, acrescentando 19 novos registos para esta ilha.
- Catálogo das plantas vasculares da ilha do PicoPublication . Pereira, Maria João; Furtado, Duarte; Gomes, Sandra; Cabral, Natália; Medeiros, Carlos; Câmara, Helena; Ogonovsky, Mathias; Arruda, Rafael; Cordeiro, Adriano; Telhado, Elisa; Coelho, DavidFoi construído um catálogo das plantas vasculares fora de cultivo citadas para a ilha do Pico, com base nas obras de síntese de Trelease (1897), Palhinha (1966), Franco (1971, 1984), Franco & Afonso (1994, 1998, 2003), Hansen & Sunding (1993), Silva et al. (2005), Schäfer (2003, 2005) e nos relatórios das expedições efectuadas àquela ilha em 1991 e 2005 pelo Departamento de Biologia da Universidade dos Açores. Nesta compilação utilizou-se a nomenclatura presente na Flora Europaea (Tutin et al., 2001), com indicação das alterações nomenclaturais publicadas e referência a outras nomenclaturas utilizadas para os mesmos taxa em catálogos publicados em data posterior a 2000. O presente catálogo regista 642 taxa distribuídos por 118 famílias e acrescenta 11 novos registos para a ilha do Pico.
- Contributo para o estudo da fauna e flora da Ilha GraciosaPublication . Medeiros, CarlosComo princípios da participação nesta expedição foi considerado que: Actualmente, a informação é um elemento essencial na comunicação e tomada de decisões na área da conservação da natureza; A expedição científica Graciosa 2004 envolveu equipas com objectivos diferentes, debruçadas sobre diferentes áreas da biologia. Como tal, esta constituiu uma oportunidade de aquisição e reciclagem de conhecimentos. Estes princípios acima delineados constituíram, portanto, a base do estabelecimento dos objectivos considerados na realização do trabalho de campo, nomeadamente: Recolha de informação; Formação adicional.
- Diversidade da fauna de insectos fitófagos e de inimigos naturais em culturas frutícolas da ilha Terceira, Açores: a importância do maneio e da heterogeneidade ambientalPublication . Santos, Ana M. C.; Borges, Paulo A. V.; Hortal, Joaquín; Rodrigues, Ana C.; Medeiros, Carlos; Azevedo, Eduardo B.; Melo, Catarina; Lopes, David João Horta"A evidência mostra que os artrópodes constituem uma fracção importante da biodiversidade estrutural e funcional dos habitats terrestres (Kim, 1993). Por outro lado, só é possível conservar os processos ecológicos associados aos artrópodes promovendo a gestão correcta dos seus habitats. Para tal, é necessária uma correcta identificação e caracterização das suas comunidades de forma a promover a sua boa gestão. Durante os últimos anos têm sido realizados nos Açores vários estudos de inventariação e caracterização ecológica dos artrópodes em alguns dos habitats mais importantes destas ilhas: i) habitat cavernícola (Borges & Oromí, 1994); ii) pastagens semi-naturais e intensivas (Borges & Brown, 2001, 2003, 2004); iii) florestas nativas dos Açores (Borges et al., 2000, 2005a, b, 2006; Ribeiro et al., 2005). No entanto, na diversidade de usos do solo das ilhas açoreanas, as fruteiras constituem um habitat mal estudado em termos da cadeia trófica de artrópodes (contudo ver Oliveira, 2002). […]" (da Introdução).
- Ensaio de caracterização biofísica dos cursos de água da ilha de Santa Maria através da aplicação do River Habitat SurveyPublication . Medeiros, Carlos; Gonçalves, VitorO River Habitat Survey (RHS) foi desenvolvido pela Environment Agency britânica como metodologia de avaliação morfológica dos rios (RAVEN et al., 1998), tendo em vista a obtenção de informação indispensável à adequada gestão dos recursos hídricos no âmbito da aplicação da Directiva-Quadro da Água (Directiva 60/2000/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro de 2000). Esta metodologia tem vindo a ser testada de forma consistente em vários países (RAVEN et al., 2009), revelando-se bastante útil em diferentes linhas de investigação, desde a avaliação de habitats para estabelecimento de diversas espécies (CASWELL & APRAHAMIAN, 2001), até à avaliação de risco de erosão (NEWSON, 2002). Em Portugal, o Instituto da Água, I.P., na qualidade de Autoridade Nacional da Água, desenvolveu parcerias no sentido de adoptar e adaptar o River Habitat Survey como método de caracterização morfológica dos rios, aproveitando o facto de em algumas universidades nacionais já haver alguma experiência de investigação com este método (RAVEN et al., 2009). Este trabalho realiza uma avaliação prévia da aplicabilidade do método de caracterização biofísica “River Habitat Survey” (RHS) às ribeiras dos Açores, tendo por base as ribeiras da Ilha de Santa Maria.
- Levantamento da flora vascular em diferentes habitats da ilha do Pico (Açores)Publication . Medeiros, Carlos; Câmara, Helena; Pereira, Maria João; Furtado, Duarte; Gomes, Sandra; Ogonovsky, Mathias; Arruda, Rafael; Cordeiro, Adriano; Telhado, Elisa; Coelho, DavidO presente trabalho constituiu a vertente prática de amostragem realizada na ilha do Pico durante a Expedição Científica do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, em Junho de 2005 e forneceu nova informação que foi integrada no catálogo das plantas vasculares citadas para a ilha do Pico também publicado neste volume. A flora vascular do arquipélago dos Açores tem sofrido, desde a colonização, um aumento considerável no número de espécies, fruto da sua introdução intencional, para os mais variados fins, ou simplesmente de forma acidental. Das espécies introduzidas, muitas naturalizaram-se, disseminando-se também para outras ilhas, e algumas assumiram um carácter invasor preocupante, competindo directamente com a vegetação nativa e cultivada.