Percorrer por autor "Andrade, Luís Manuel Vieira de"
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- Os Açores e a defesa comum europeiaPublication . Andrade, Luís Manuel Vieira deNo final do século XX, houve a coincidência de terem ocorrido duas importantes quedas de muros : um muro físico, o de Berlim, em Novembro de 1989, significando o fim de uma era dos pontos de vista político e ideológico mais conhecida por guerra fria; e outros mais pequenos, menos físicos, mas nem por isso menos importantes e que poderiamos relacionar com o Uruguay Round do GATT e com a globalização e a mundialização da nossa economia. As tranformações tecnológicas ocorridas que revolucionaram o mundo são, de facto, notáveis. Obviamente que as implicações de todos estes factores no âmbito da segurança e da defesa do Velho Continente foram e são apreciáveis. No que concerne aos Açores e ao seu papel no âmbito da defesa comum europeia, é necessário, antes de mais, tecermos algumas considerações relativamente ao que se convencionou chamar a nova arquitectura de segurança europeia. [...]
- Os Açores e os desafios da política internacional : uma entrevista com Luís de AndradePublication . Fontes, Paulo Vitorino; Andrade, Luís Manuel Vieira deLuís Manuel Vieira de Andrade é um especialista nas Relações Internacionais que tem acompanhado o desenvolvimento das relações transatlânticas, principalmente entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA), mantendo sempre como foco principal a posição geoestratégica dos Açores. Num quadro de acelerada mudança global, no seio da Pandemia causada por Covid-19, a temática regional e atlântica ganha nova preponderância. Nesse contexto lançámos o desafio ao Doutor Luís de Andrade, de realizarmos esta entrevista por meios digitais, para revisitarmos a vasta problemática das Relações Internacionais que marcam a História a partir da Região Autónoma dos Açores, antecipando também novos desafios que se colocam ao nível da política Internacional e em particular da comunidade atlântica.
- Os Açores no século XX : um contributo para a sua história militarPublication . Andrade, Luís Manuel Vieira deEste trabalho visa, sobretudo, analisar o importante papel desempenhado pelo arquipélago dos Açores, no âmbito da política externa portuguesa, ao longo do século XX. Daremos, contudo, especial realce, aos períodos referentes à Segunda Guerra Mundial e ao pós-guerra na medida em que são, em nosso entender, aqueles que se revestiram de especial importância nos planos geopolítico e geoestratégico. Através do estudo da historiografia portuguesa, designadamente na sua componente militar, não restam dúvidas de que o arquipélago dos Açores, ao longo dos séculos, tem prestado um inegável serviço não apenas ao país, como é evidente, mas também às potências ocidentais, nomeadamente à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos da América assim como, de uma forma geral, à própria Aliança Atlântica após 1949. [...]
- Alguns tópicos sobre as relações entre os Açores e a Grã-Bretanha (durante a Segunda Guerra Mundial).Publication . Andrade, Luís Manuel Vieira deNeste artigo analisa-se, de uma forma necessariamente sucinta, as relações, nomeadamente de natureza geoestratégica, entre os Açores e a Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Podemos constatar, que, durante este período, o interesse da maior potência marítima pelo arquipélago dos Açores, assentava na sua relevante situação geográfica quase a meio do Atlântico Norte, o que contribuiu também para a derrota da Alemanha.
- Os direitos humanos e a actual conjuntura internacionalPublication . Andrade, Luís Manuel Vieira dePode-se afirmar que a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 26 de Agosto de 1789, constituiu, de facto, um marco fundamental no que concerne à defesa dos direitos inalienáveis e imprescritíveis de todos os homens, independentemente da sua condição económica, social, da sua religião, etc. [...]
- A importância geoestratégica dos Açores na política externa portuguesa durante a Segunda Guerra MundialPublication . Andrade, Luís Manuel Vieira deO arquipélago dos Açores ocupa uma posição privilegiada no Atlântico Norte, na medida em que fica situado entre a América do Norte e a Europa, facto que o torna ponto de passagem obrigatório para os navios e aeronaves que circulam não só entre aqueles dois continentes, como também destes para África, a América do Sul e o Médio Oriente. […]. Desde essa altura até aos nossos dias, a sua importância aumentou consideravelmente, atingindo o seu auge durante a Segunda Guerra Mundial, muito embora continuasse aquele arquipélago a desempenhar importante papel após o termo daquele conflito. Com a aparecimento das armas nucleares e a bipolarização das relações internacionais durante o período geralmente conhecido por “guerra fria”, através nomeadamente da formação de dois pactos antagónicos de natureza militar - NATO e Pacto de Varsóvia -, os Açores mantiveram, pelo menos em alguns aspectos, essa importância, proveniente primordialmente da sua situação geográfica que originou e determinou o seu valor geopolítico e geoestratégico. É, portanto, fundamental, ao iniciar este trabalho, ter em consideração vários conceitos, os quais em nosso entender são imprescindíveis a fim de melhor compreendermos a problemática referente à importância geopolítica e geoestratégica do arquipélago, que se prendem essencialmente com várias teorias desenvolvidas nos finais do século dezanove e nos primórdios do século vinte, sem as quais não seria possível uma compreensão efectiva no âmbito desta matéria. […].
- A neutralidade e os pequenos estados : o caso de Portugal (1939-1945)Publication . Andrade, Luís Manuel Vieira de"Em termos genéricos, a neutralidade pode ser definida como sendo uma atitude de imparcialidade por parte de um ou mais estados durante um conflito armado. Isto é, um estado que declare a sua neutralidade durante uma guerra não pode apoiar nenhuma das partes que estão em conflito. Por outro lado, e com base no Direito Internacional, a neutralidade implica necessariamente determinados direitos e deveres por parte do país que adoptou essa conduta para com os países beligerantes. Para além disso, o estado neutral, no que concerne especificamente ao seu relacionamento com os estados beligerantes, e à luz da lei tradicional da neutralidade, tem que se pautar por uma estrita imparcialidade. [...]"
- Uma perspectiva açoriana das relações entre Portugal e os Estados Unidos da AméricaPublication . Andrade, Luís Manuel Vieira deEste trabalho tem como objectivo analisar o relacionamento entre os Estados Unidos da América e Portugal, nos últimos anos, nomeadamente no que se refere ao Acordo de Cooperação e Defesa, assinado em 1995, entre aqueles dois países. Ao iniciá-lo, é importante, pensamos nós, tecer algumas considerações preliminares, por forma a podermos enquadrar o caso português numa perspectiva global do actual sistema de Relações Internacionais. A fim de que possamos ter uma percepção, o mais correcta possivel, relativamente a este assunto, temos que ter em atenção, em primeiro lugar, o facto de que o relacionamento entre uma grande potência, ou mesmo, como é o caso presente, uma superpotência, como os Estados Unidos da América, e uma pequena potência, como Portugal, assenta, designadamente no que concerne às perspectivas militar e de defesa, em interesses muito bem definidos. Apenas para nos reportarmos ao passado recente, é sabido que durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, a nação norte-americana necessitou da colaboração de Portugal no que concerne sobretudo à utilização de facilidades militares nos Açores, mais concretamente na base das Lajes, a fim de poder implementar a sua política de defesa nacional. Não iremos abordar a problemática acerca das facilidades de natureza militar que foram concedidas aos Estados Unidos da América no período que vai de 1939 a 1989, na medida em que existem vários estudos sobre o assunto. Aquilo que mais nos interessa, neste momento, é analisarmos a forma como decorreu, nos últimos anos, esse relacionamento. [...]
- Uma perspectiva atlântica das relações entre a Europa e os Estados Unidos da AméricaPublication . Andrade, Luís Manuel Vieira de"Desde há séculos que a política externa portuguesa tem sido caracterizada por ser euro-atlântica. Isto é, Portugal, de uma forma geral, tentou sempre evitar envolver-se nas querelas continentais europeias o que explica, por exemplo, a aliança luso-britânica, que foi, desde o século XIV, um dos vectores mais importantes dessa política externa. A aliança com a potência marítima dominante constituiu sempre uma preocupação essencial dos governantes portugueses ao longo dos séculos. No final do segundo conflito mundial, os Estados Unidos da América surgem como a grande potência marítima, e é em Setembro de 195 I, que se efectiva, de facto, o primeiro acordo de defesa bilateral entre Portugal e aquele país. Durante a Segunda Guerra Mundial, e uma vez que não existia qualquer acordo bilateral entre Portugal e os Estados Unidos da América, o quid pro quo encontrado para a concessão de facilidades de natureza militar a este país assentou na ajuda a prestar a Portugal no sentido de se expulsar os Japoneses de Timor. É importante referir, todavia, que, antes da invasão Japonesa, foram tropas Holandesas e Australianas que entraram em Timor, colocando, desta forma, em risco a neutralidade portuguesa. Por outro lado, ao longo da Guerra Fria, foi evidente o interesse por parte dos Estados Unidos da América nos Açores, particularmente no que concerne ao acesso à base das Lajes. […]."
- A política internacional e as operações de apoio à pazPublication . Andrade, Luís Manuel Vieira deEm primeiro lugar, e por forma a atingirmos o nosso objectivo, é indispensável iniciarmos este trabalho com uma referência à Organização das Nações Unidas que, desde o final da Segunda Guerra Mundial, tem sido, bem ou mal, a instituição internacional que tem competência e pode, de facto, tentar dirimir os conflitos que têm vindo a ocorrer um pouco por todo o mundo. Como é sabido, a ONU pode ser e tem sido, na realidade, olhada numa dupla perspectiva: por um lado, é vista como representando o exercício do governo mundial sem governo (perspectiva idealista), por outro, tem sido entendida como constituindo uma prática de futilidade de cooperação entre Estados soberanos (perspectiva realista). De uma forma geral, há quem defenda a tese de que o desempenho da ONU ao longo da última década, no que concerne à contenção de conflitos no seio dos Estados, não tem sido muito satisfatório. No que diz respeito à prevenção de conflitos e ao designado peacemaking, os resultados foram, em geral, frustrantes. Por outro lado, no que se refere ao peacekeeping, os sucessos coexistiram com os fracassos. Neste contexto, pensamos poder afirmar que as operações de apoio à paz, que é o tema central desta reflexão, constituem, de facto, a ultima ratio para tentar evitar aquilo que nos parece ser, infelizmente, muitas vezes inevitável, isto é, a guerra. [...]
