DHFA - Livro / Book
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Percorrer DHFA - Livro / Book por autor "Costa Carvalho, Magda"
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- escuto.te: vozes e infâncias políticasPublication . Costa Carvalho, Magda; Aguiar da Silva, Laurinda; Costa Carvalho, Magda; Aguiar da Silva, LaurindaO presente livro compõe um conjunto de variações em torno desta pergunta. Trata-se de uma inquietação só aparentemente simples, que nos últimos anos se tem insinuado e desdobrado nas conversas, reuniões, vídeos, artigos, mensagens de som e de texto, apresentações dos investigadores e colaboradores do projeto escuto.te. Atrás desta pergunta muitas outras vieram e nos foram habitando, fazendo-nos retornar vezes sem conta a um movimento que, de tão evidente e presente, parece que nem sempre recebe a devida atenção: escutar. escuto.te: vozes das infâncias entre a filosofia e a política (M1.1.C/C.S./031/2021/01) é o nome de um projeto de investigação do NICA: Núcleo Interdisciplinar da Criança e do Adolescente, da Universidade dos Açores, que contou com o apoio do Governo dos Açores e que aconteceu entre os anos de 2022 e 2024. Desenhado em plena pandemia COVID-19, este projeto acompanhou várias mudanças e alguns horrores do nosso mundo: impactos de um vírus imprevisível, conflitos e destruição em diferentes países, gritos de revolta e choros de morte de povos invadidos e expropriados, silêncios provindos do assombro e da estupefação do tanto que ainda há por fazer. Precisamos escutar os pássaros, diz-nos o palestiniano Marwan Makhoul, mas de quantas outras coisas necessitamos para os conseguirmos escutar? E quem são as pessoas que, por mais que o mundo mude, continuam votadas a um silenciamento forçado? Quem é que não escutamos? Mesmo nós, equipa de investigação de um projeto sedeado numa instituição académica? Mesmo nós, educadores interessados no mundo que nos rodeia?
- Filosofia para crianças : a (im)possibilidade de lhe chamar outras coisasPublication . Costa Carvalho, MagdaApresentamos um trabalho composto por um conjunto de reflexões nascidas em tempos e espaços distintos. A maior parte dos capítulos retoma textos já publicados, mas que foram repensados e reescritos a partir do que hoje vemos. Outros só agora se tornam dia. Paralelamente à escolha dos textos, à depuração da escrita e ao afinamento da redação, um outro exercício emergiu: pensar cada capítulo como evento de um processo cujo dinamismo próprio não se deixa fixar. Os textos mostraram-se, então, como inscrições provisórias, fotografias que captaram certos contornos de uma continuidade, formas instantâneas fotografadas numa transição permanente. O mesmo é dizer que, tendo nascido em tempos distintos e com espaços próprios, os textos são ações em processo, rastos de uma mudança: o estar-em-viagem que foi emergindo.
- Natureza criadora: o projecto bio-filosófico de Henri BergsonPublication . Costa Carvalho, MagdaEste estudo consiste na revisão de parte da nossa dissertação de doutoramento acerca da ideia de natureza no pensamento de Henri Bergson (1859-1941), apresentada em 2009 à Universidade dos Açores. O corpus bergsoniano nunca se propôs como uma filosofia da natureza tout court, tendo sido, sobretudo, um centro de problematização aberto aos vários domínios filosóficos e até a outros campos do saber, como se de ventos de diferentes quadrantes se tratassem, acolhidos pelo autor enquanto impulsos necessários ao movimento da grande roda da verdade. Por este motivo, a filosofia da natureza que eventualmente possamos reconstruir a partir das suas reflexões dialoga permanentemente com temáticas que extrapolam os limites mais estreitos que se possam atribuir a esta área, estendendo-se a questões como a interioridade psíquica do sujeito ou a concepção de temporalidade.
- A natureza em Antero de Quental: o projeto de uma «metafísica positiva»Publication . Costa Carvalho, MagdaAo longo da história do pensamento, a ideia de natureza tornou-se permeável a uma intrincada e até ambígua complexidade semântica. Esta é uma tendência que se revela na obra de Antero de Quental (1842-1891) e é nesse sentido que aí encontramos a interpretação da natureza em múltiplas perspectivas, num crescente de densidade especulativa. Poeta por vocação íntima e filósofo por opção convicta, Antero de Quental adoptou em todos os seus escritos a missão de abrir as fronteiras do pensamento. Ainda que não seja alvo de uma análise sistemática por parte de Antero, a ideia de natureza constitui-se como um dos núcleos temáticos essenciais da sua obra. O presente trabalho assume o propósito de reconstituir as diversas acepções e contextos explicativos em que se desenvolve o conceito de natureza no perímetro dos textos do poeta-filósofo açoriano, procurando justificar a existência de uma mundividência filosófica própria subjacente ao corpus anteriano.
