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A tradição administrativa insular dos séculos XIX e XX - consubstanciada na divisão do arquipélago em três distritos, entre 1836 e 1976, mas igualmente na repartição do poder político por três ilhas, após a institucionalização da autonomia constitucional em 1976 - constitui a motivação e o sustentáculo da tripolaridade da Universidade dos Açores, que se acha repartida por Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, os centros urbanos de maior significação política. Porém, até o carácter da geografia e o sentido da história convertem a organização tripolar em inevitabilidade e em solução, o mesmo é dizer, em modelo obrigatório e justo, que garante o desenvolvimento regional em harmonia, por facultar a promoção do avanço e a salvaguarda do equilíbrio, contribuindo para a construção do progresso do todo, que é o arquipélago, e para a redução das assimetrias das partes, que são as ilhas.
Nos Açores, a acção universitária contribui para o progresso de todas as ilhas sem excepção. Todavia, mais do que uma universidade tripolar, importa a construção de uma universidade multipolar, isto é, mais do que a defesa da tripolaridade, importa a defesa da multipolaridade, que corresponde à
omnipresença. Com efeito, se é certo que o carácter do arquipélago desaconselha a concentração dos serviços numa só ilha, também é certo que não obriga à sua repartição por três ilhas, nem à sua acomodação nos três centros urbanos tradicionais. Aliás, o que mais urge é a aproximação da actividade universitária a mais ilhas e a mais lugares, porque os Açores são o império da diversidade, porque só assim avulta verdadeiramente a utilidade da Universidade, enquanto meio de desenvolvimento regional. A concretização de um tal desiderato não implica a construção de novas infraestruturas, nem o acréscimo de despesas de funcionamento, mas obriga à obtenção do apoio dos poderes locais e à
utilização de novas tecnologias, que são conjuntamente agentes indispensáveis da extensão universitária hodierna. A 11ª expedição científica do Departamento de Biologia, realizada em 2004 à Graciosa, desempenha um papel fundamental, no propósito de aproximação da Universidade dos Açores a mais ilhas e a mais lugares. Além disso, fruto do dinamismo do Doutor João Tavares, corresponde à retoma de uma tradição louvável, que se iniciou em 1977, com uma ida ao Pico, que se interrompeu em 1997, depois de uma viagem à Madeira, mas que conheceu uma época de ocorrência contínua entre 1988 e 1994, com incursões na Graciosa, Flores, Santa Maria, Formigas, Pico, S. Jorge, Faial e Terceira. Quer
isto dizer que, após sete anos de suspensão, se recupera uma prática meritória, que oxalá reconquiste a regularidade. Quer isto dizer que, após dezasseis anos de ausência, acontece o regresso à Graciosa que, na acepção científica, constitui uma oportunidade de reanálise e de comparação.
Description
XI Expedição Científica do Departamento de Biologia - Graciosa 2004.
Keywords
Expedição Científica Departamento de Biologia Universidade dos Açores Arquipélago dos Açores Fauna Flora
Pedagogical Context
Citation
Meneses, A.F.M. (2005). O Significado de uma Expedição. "Relatórios e Comunicações do Departamento de Biologia", 32: 9-10.
