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O tempo e o espaço : a errância na lírica camoniana

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Se n’«Os Lusíadas» a viagem representa o triunfo do homem sobre os elementos e permite aos heróis ultrapassarem a própria natureza humana, nas Rimas camonianas o tema ganha colorações muito diferentes. Camões opera poeticamente a confusão entre espaço e tempo que Jankélévitch considerou ser o fulcro da percepção nostálgica. “Peregrino vago errante”, Camões explora ecos de ressonância autobiográfica para exprimir em termos de espaço a desorientação introspectiva de índole lírica. No presente estudo, mostra‑se como os símbolos e os valores que se associam à viagem são reinterpretados e reelaborados nas «Rimas» de forma a dar amplidão universalizante à expressão de uma personalidade plurifacetada. Ao mesmo tempo, a análise operada permite concluir que não há contradição essencial no tratamento dado ao tema na epopeia e na poesia lírica, e que em ambos os casos se manifesta a sensibilidade típica do maneirismo, aliada à exploração de gêneros literários diferentes.

Descrição

Palavras-chave

Camões Lirismo Período Literário Viagem

Contexto Educativo

Citação

Fraga, Maria do Céu, «O tempo e o espaço: a errância na lírica camoniana», in "Floema: Caderno de Teoria e História Literária", Ano VI, n. 7, pp. 43-59, jul./dez. 2010. ISSN: 2177-3629.

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