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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Num cenĂĄrio cada vez mais digital, a inteligĂȘncia artificial (IA) entrou no ensino superior Ă velocidade de uma promessa tecnolĂłgica que, como tantas outras, parece querer resolver tudo, depressa e sem grande esforço humano. Em poucos meses, passou de curiosidade de laboratĂłrio a ferramenta quotidiana de estudantes, docentes e investigadores. Produz resumos, sugere bibliografia, organiza ideias, redige rascunhos, gera cĂłdigo, traduz conteĂșdos e atĂ© simula raciocĂnios que, noutros tempos, exigiam horas de leitura, reflexĂŁo e, por vezes, algumas noites mal dormidas ou, pelo menos, uma boa dose de cafĂ©.
O problema Ă© que, como sucede com muitas promessas tecnolĂłgicas, esta tambĂ©m vem acompanhada de um conjunto considerĂĄvel de cautelas. [âŠ]. Pode atĂ© fingir que pensa. Mas continua a caber Ă s pessoas a tarefa mais difĂcil e mais importante: julgar, verificar, interpretar e decidir. Em tempos de respostas instantĂąneas, talvez a verdadeira coragem acadĂ©mica seja esta: parar, ler melhor e desconfiar com elegĂąncia. Porque a inteligĂȘncia artificial pode ajudar muito. Mas pensar continua a ser um trabalho que, felizmente, ainda nĂŁo estĂĄ automatizado.
Use a inteligĂȘncia artificial, mas nĂŁo deixe de pensar por si.
Descrição
Palavras-chave
InteligĂȘncia Artificial Ensino UniversitĂĄrio Literacia digital e estatĂstica Vantagens e riscos
Contexto Educativo
Citação
Silva, Osvaldo (2026). âInteligĂȘncia artificial no ensino superior: Atalho para o sucesso ou caminho para a dependĂȘncia?â «Correio dos Açores: matemĂĄtica», 30 abril de 2026, p. 10.
Editora
GrĂĄfica Acoreana
