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Publicação

Development and characterisation of edible films and coatings with antimicrobial properties

datacite.subject.fosCiĂȘncias AgrĂĄriaspt_PT
dc.contributor.advisorSilva, Célia Costa Gomes da
dc.contributor.advisorTeixeira, José António Couto
dc.contributor.authorSilva, Sofia PatrĂ­cia Meneses da
dc.date.accessioned2024-07-31T10:57:52Z
dc.date.available2024-07-31T10:57:52Z
dc.date.issued2024-01-24
dc.descriptionTese de Doutoramento, CiĂȘncias AgrĂĄrias, 24 de janeiro de 2024, Universidade dos Açores.pt_PT
dc.description.abstractNos Ășltimos anos, as embalagens convencionais de alimentos produzidas com materiais sintĂ©ticos tĂȘm despertado inĂșmeras preocupaçÔes ambientais. A conscientização dos consumidores sobre esse problema tem forçando a indĂșstria alimentar a procurar alternativas para estas embalagens. Os revestimentos e filmes comestĂ­veis sĂŁo embalagens sustentĂĄveis feitas de biomateriais biodegradĂĄveis e que podem ser consumidos juntamente com o alimento, reduzindo o desperdĂ­cio. Nos Ășltimos anos tem tambĂ©m ganhado notoriedade a incorporação de bactĂ©rias do ĂĄcido lĂĄctico (BAL), bem como os seus metabolitos, como forma de biopreservação dos alimentos contra a contaminação microbiana. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de novos revestimentos e filmes edĂ­veis contendo bacteriocinas e/ou BAL com propriedades antimicrobianas que possam ser utilizados na conservação de queijos. No primeiro estudo, as estirpes produtoras de bacteriocinas Lactococcus lactis L3A21M1 e Lactococcus garvieae SJC17, previamente isoladas de queijos artesanais dos Açores, foram incorporadas num revestimento edĂ­vel de queijo fresco composto por alginato, maltodextrina e glicerol. A imobilização de cĂ©lulas de Lactococcus no revestimento nĂŁo teve efeito negativo sobre sua viabilidade e atividade antibacteriana ao longo de 10 dias de armazenamento a 4 °C e 10 °C. No entanto, a aplicação no queijo fresco, do revestimento contendo cĂ©lulas imobilizadas de Lactococcus, reduziu significativamente (p < 0,05) a contaminação por Listeria monocytogenes na superfĂ­cie e impediu o crescimento de bactĂ©rias mesĂłfilas no 6Âș e 8Âș dia de armazenamento a 4 °C. AlĂ©m disso, o revestimento reduziu as perdas de humidade e o peso dos queijos frescos durante o armazenamento, sem afetar o pH e a acidez titulĂĄvel. O revestimento tambĂ©m impediu a migração de L. monocytogenes da superfĂ­cie para os queijos. Estes resultados indicam que a formulação de alginato-maltodextrina-glicerol forneceu uma excelente matriz para sustentar a viabilidade das cĂ©lulas de Lactococcus e a produção da respectiva bacteriocina. Este revestimento bioativo pode assim atuar como barreira antimicrobiana protetora em queijos frescos, reduzindo a contaminação bacteriana apĂłs o processamento. No segundo estudo, o soro de queijo fresco foi utilizado como substrato para o crescimento de Enterococcus faecalis L2B21K3 e E. faecalis L3A21K6, e produção de bacteriocinas (enterocinas). O soro fermentado contendo estas enterocinas (EWS) foi incorporado em filmes de gelatina-glicerol para avaliação no controle do crescimento de L. monocytogenes. Os filmes contendo enterocinas produzidos por ambas as estirpes (filmes EWS L2 e EWS K6) demonstraram uma boa capacidade para a liberação de enterocinas, alĂ©m de preservarem a atividade anti-listĂ©ria durante 90 dias. No revestimento de queijos modelo (tipo cheddar), os filmes EWS L2 e EWS K6 foram capazes de reduzir a contaminação por L. monocytogenes a nĂ­veis abaixo do limite de deteção, apĂłs 20 ou 30 dias, respetivamente, alĂ©m de funcionarem como barreira Ă  migração deste patĂłgeno para o queijo. A incorporação de EWS em filmes nĂŁo afetou (p < 0.05) o teor de humidade, solubilidade, permeabilidade (vapor de ĂĄgua e limoneno) e alongamento na rotura, em comparação com os filmes controlo (sem EWS). No entanto, a espessura, inchamento e resistĂȘncia Ă  tração foram mais elevados (p < 0.05) nos filmes EWS. Estes resultados sugerem que os filmes ativos de gelatina-glicerol e EWS podem constituir uma aplicação eficaz e segura para controlar L. monocytogenes no queijo. Acresce ainda, que a utilização do soro de queijo como meio de cultura para a produção de bacteriocinas, bem como a sua incorporação na formulação dos filmes, apresenta-se como uma alternativa sustentĂĄvel para o reaproveitamento deste subproduto. No terceiro estudo, o soro de queijo fermentado por BAL foi usado para desenvolver um filme comestĂ­vel com propriedades antifĂșngicas. Cinco estirpes de BAL isoladas de queijos artesanais foram avaliadas quanto Ă  atividade antifĂșngica e incorporadas num filme de gelatina e soro de leite. Das estirpes testadas, a Levilactobacillus brevis SJC120 mostrou uma atividade mais elevada contra cinco fungos filamentosos isolados de queijos ou ambiente de fabricação de queijo, tanto a 10°C quanto a 20 °C. O sobrenadante livre de cĂ©lulas de L. brevis inibiu o crescimento fĂșngico em mais de 80%. A incorporação de cĂ©lulas bacterianas nĂŁo alterou o teor de humidade, a permeabilidade ao vapor de ĂĄgua ou as propriedades mecĂąnicas e Ăłticas do filme. O filme de soro-gelatina tambĂ©m foi capaz de manter a viabilidade das cĂ©lulas de L. brevis (107 UFC/g) apĂłs 30 dias de armazenamento a 10 °C. Nos queijos envolvidos com o filme contendo L. brevis, o crescimento dos fungos diminuiu em 55% a 76%. NĂŁo foram tambĂ©m observadas diferenças significativas (p > 0.05) na proteĂłlise ou no teor de humidade, gordura e proteĂ­na do queijo embalado com os filmes. Os resultados mostraram que o filme de gelatina-soro, com a incorporação de L. brevis SJC120, pode reduzir a contaminação do queijo com fungos filamentosos, podendo ser usado como uma alternativa Ă  embalagem e preservação convencional dos queijos. No geral, o presente trabalho propĂ”e trĂȘs novas formulaçÔes para revestimentos e filmes comestĂ­veis com a incorporação de BAL ou soro de leite fermentado com BAL com atividade antimicrobiana, com resultados promissores na proteção do queijo contra microrganismos deteriorantes e patogĂ©nicos.pt_PT
dc.description.abstractABSTRACT: Conventional food packaging made of synthetic materials has caused numerous environmental concerns in recent years, and consumer awareness of this problem is forcing the food industry to look for alternatives. Edible films and coatings are sustainable packaging made from biomaterials that are biodegradable. As they are an integral part of the food, they can be consumed together with the food, reducing waste. In addition, the incorporation of lactic acid bacteria (LAB) and their metabolites as a biopreservation approach against microbial contamination has gained attention in recent years. Therefore, the main objective of this thesis was to develop new edible coatings and films containing bacteriocins and/or lactic acid bacteria (LAB) with antimicrobial properties that can be used for cheese preservation. In the first study, the bacteriocin-producing strains Lactococcus lactis L3A21M1 and Lactococcus garvieae SJM17 isolated from artisanal Azorean cheeses were incorporate into an edible fresh-cheese coating composed of alginate, maltodextrin and glycerol. The immobilization of Lactococcus cells into the coating had no negative effect on their viability and antibacterial activity throughout 10 days storage at 4 °C and 10 °C. The application of coating with immobilized Lactococcus cells on fresh cheese reduced significantly (p < 0.05) the contamination by Listeria monocytogenes on surface and prevented the growth of mesophilic bacteria by the 6th and 8th day of storage at 4 °C. Moreover, the coating reduced moisture and weight losses of fresh cheeses during storage, without affecting the pH and titratable acidity. The coating also prevented the migration of L. monocytogenes from the surface into the cheeses. These findings indicate that alginate-maltodextrin-glycerol formulation provided an excellent matrix to support Lactococcus cells viability and bacteriocin production. This bioactive coating can act as protective antimicrobial barrier in fresh cheeses by reducing bacterial contamination after processing. In the second study, an enterocin whey solution, obtained by growing Enterococcus faecalis L2B21K3 and E. faecalis L3A21K6 in sweet whey (enterocin whey solution-EWS), was incorporated into gelatin-glycerol films that were tested for the control of L. monocytogenes. The films containing enterocins produced by either strain (EWS L2 and EWS K6 films) were shown to serve as a suitable matrix for bacteriocin release and preserve the anti-listerial activity for up to 90 days. When applied in cheese (cheddar), EWS L2 and EWS K6 films were able to reduce L. monocytogenes contamination to undetected levels after 20 or 30 days, respectively, and prevented the migration of this pathogen from the films to cheese. The incorporation of EWS into films did not affect (p < 0.05) moisture content, solubility, permeability (water vapor and limonene), and elongation at break compared to control films (without EWS). However, thickness, swelling index and tensile strength were higher (p < 0.05) in EWS films. These results suggest that active EWS gelatin-glycerol films could be an effective, and safe application to control L. monocytogenes in cheese. In addition, the use of cheese whey as a culture medium for the production of the bacteriocins complemented with the incorporation in films formulation as a packaging material represents an alternative approach to reuse this by-product of cheese production. In the third study, cheese whey fermented by LAB was used to develop an edible film with antifungal properties. Five LAB strains isolated from artisanal cheeses were screened for antifungal activity and incorporated into a whey–gelatin film. Of the strains tested, Levilactobacillus brevis SJC120 showed the strongest activity against five filamentous fungi isolated from cheese and cheese-making environment, at both 10 °C and 20 °C. The cell-free supernatant from L. brevis inhibited fungal growth by more than 80%. Incorporation of bacterial cells into the film did not alter the moisture content, water vapor permeability, or mechanical and optical properties. The whey– gelatin film was also able to maintain the viability of L. brevis cells at 107 CFU/g after 30 days at 10 °C. In cheeses wrapped with L. brevis film, the size of fungal colonies decreased by 55% to 76%. Furthermore, no significant differences (p > 0.05) were observed in cheese proteolysis or in the moisture, fat, and protein content of the cheese wrapped with films. The results showed that whey– gelatin film with L. brevis SJC120 can reduce the contamination of cheese with filamentous fungi and could be used as an alternative to conventional cheese preservation and packaging. Overall, the present work proposes three new formulations for edible coatings and films with the incorporation of LAB or LAB fermented whey with antimicrobial activity, which showed promising results in protecting cheese from spoilage and pathogenic microorganisms.pt_PT
dc.identifier.citationSilva, Sofia PatrĂ­cia Meneses da. (2023). "Development and characterisation of edible films and coatings with antimicrobial properties". 130 p. (Tese de Doutoramento em CiĂȘncias AgrĂĄrias). Angra do HeroĂ­smo: Universidade dos Açores, 2023. DisponĂ­vel em http://hdl.handle.net/10400.3/7112
dc.identifier.tid101606869pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.3/7112
dc.language.isoengpt_PT
dc.relationSFRH/BD/139525/2018pt_PT
dc.rights.urirestricted access
dc.subjectEdible Coatingspt_PT
dc.subjectEdible Filmspt_PT
dc.subjectLactic Acid Bacteriapt_PT
dc.subjectAntilisteriapt_PT
dc.subjectAntifungalpt_PT
dc.subjectBiopreservationpt_PT
dc.subjectCheesept_PT
dc.subjectWheypt_PT
dc.titleDevelopment and characterisation of edible films and coatings with antimicrobial propertiespt_PT
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameDoutoramento em CiĂȘncias AgrĂĄriaspt_PT

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