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- Indústria 4.0: Rumo à sustentabilidade nos AçoresPublication . Bettencourt, Rui Miguel da Cunha Ataíde; Silva, Osvaldo Dias Lopes da; Rocha, André Dionísio Bettencourt da Silva ParreiraA Quarta Revolução Industrial tem impulsionado a digitalização e automação dos sistemas produtivos, transformando transversalmente todos os setores de atividade. Esta transformação, conhecida como Indústria 4.0, tem sido promovida na Europa e em Portugal através de estratégias que articulam inovação tecnológica e sustentabilidade, reconhecendo desigualdades territoriais e setoriais na sua implementação. Neste contexto, a transformação digital surge como uma oportunidade para os setores da Agricultura, da Agroindústria e do Mar e Crescimento Azul na Região Autónoma dos Açores, definidos como prioritários na RIS3-Açores. Esta dissertação analisa o estado de desenvolvimento da Indústria 4.0 nos Açores, nestes setores, através de uma abordagem mista, que integra inquéritos por questionário, entrevistas e referência a iniciativas-piloto em curso. Os resultados confirmam o papel central da consciência e perceção sobre a transformação digital como variável explicativa da maturidade digital. Conclui-se, assim, que a perceção estratégica da transformação digital é um fator mobilizador do desenvolvimento da organização. Verifica-se, ainda, que a liderança é determinante na integração de práticas de sustentabilidade e de responsabilidade social, confirmando-se o papel central destas na consciência digital, com vista à mobilização organizacional para a inovação e a sustentabilidade. No entanto, persistem constrangimentos estruturais, como a escassez de recursos humanos qualificados, dificuldades de acesso ao financiamento e limitações de planeamento estratégico, especialmente nas microempresas e nos setores primários. As trajetórias de transformação digital revelam-se heterogéneas, moldadas pela dimensão, setor e tempo de atividade das organizações. As iniciativas de colaboração e o reforço das políticas públicas constituem vetores estratégicos para acelerar a maturidade digital e promover a integração de práticas sustentáveis, sublinhando a importância de adotar abordagens flexíveis, adaptadas às especificidades e dinâmicas do contexto regional. Conclui-se que a Indústria 4.0 na região apresenta um percurso promissor, sobretudo se for apoiada por lideranças capacitadas, infraestruturas digitais adequadas e políticas públicas empreendedoras, orientadas para uma transição digital sustentável e alinhadas com os princípios emergentes de inovação, sustentabilidade e integração tecnológica.
- Determination of the chemical composition and in vitro activity of Laurus azorica against aging-related diseasesPublication . Lucas, Maria Francisca Fortuna Soares Albergaria; Seca, Ana Maria Loureiro da; Barreto, Maria do CarmoO processo de envelhecimento é caracterizado pelo declínio progressivo das funções fisiológicas, marcado por uma diminuição da capacidade do organismo para combater o stress oxidativo e os danos celulares. Esta vulnerabilidade aumenta o risco de desenvolver distúrbios metabólicos, incluindo diabetes mellitus e dislipidemia, e o aparecimento de doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer. A maioria das soluções farmacêuticas disponíveis para estas doenças tem como princípio ativo compostos encontrados na natureza, frequentemente produzidos por plantas. Laurus azorica, uma planta endémica do arquipélago dos Açores, está pouco caracterizada no que diz respeito ao seu potencial antienvelhecimento. Neste trabalho, foi realizado um estudo fitoquímico e do potencial antienvelhecimento dos extratos de L. azorica. Extratos de acetona, acetato de etilo e etanol das folhas desta planta, preparados por extração assistida por ultrassons utilizando diferentes tempos de extração, foram fracionados e analisados por técnicas espectroscópicas. Foram isoladas três lactonas sesquiterpénicas, costunolide, reinosina e 1β-hidroxi-arbusculina A, e as suas estruturas químicas foram elucidadas, sendo a última isolada pela primeira vez nesta espécie. No que diz respeito ao efeito antioxidante, os extratos etanólicos apresentaram o maior potencial antioxidante nos ensaios ABTS e DPPH, com valores de IC50 comparáveis ao controlo positivo (Trolox) para o ensaio ABTS. Quanto ao ensaio do radical superóxido, apenas o extrato etanólico (2-LA_3) do tempo de extração mais curto apresentou uma atividade antioxidante significativa (IC50 = 42,61 ± 2,06 μg/mL), cerca do dobro do valor IC50 do controlo positivo, ácido gálico (IC50 = 24,22 ± 1,98 μg/mL). Em geral, os resultados indicaram um aumento da atividade antioxidante com o emprego de um método de extração de tempo mais curto. O potencial antidiabético e antidislipidémico foi testado por ensaios de inibição da α-amilase, α-glicosidase e lipase, mas nenhuma das amostras testadas mostrou atividade à concentração máxima testada (250 μg/mL). Relativamente à atividade anticolinesterásica, foi avaliada a inibição da AChE e da BuChE. Dos extratos, apesar de não apresentarem a melhor atividade anticolinesterásica, apenas os extratos etanólicos foram inibidores duplos. O costunolide demonstrou o maior potencial neuroprotetor de todas as amostras testadas, não só por ser um inibidor duplo, mas também por apresentar o IC50 mais baixo para o ensaio da BuChE (IC50 = 25,38 ± 1,80 μg/mL), comparável ao padrão donepezil (IC50 = 17,77 ± 0,77 μg/mL). Esta investigação mostra resultados encorajadores para a utilização terapêutica de L.azorica.
- Volcanic environments and thyroid disruption – A review focused on As, Hg, and CoPublication . Coelho, Nádia; Bernardo, Filipe; dos Santos Rodrigues, Armindo; Garcia, Patrícia; Wei, OuyangABSTRACT: The purpose of this review is to explore the link between volcanic environments and thyroid disruption, with focus on the role played by As, Hg, and Co. Volcanoes are the most well-known source of natural pollution, enriching the environment in hazardous elements. It is estimated that about 10 % of world population lives near active volcanoes (Brown et al., 2015). There is evidence supporting a link between living in volcanic environments and thyroid cancer, but it is likely that other types of thyroid disruption are also exacerbated in the populations inhabiting volcanic areas. Arsenic (As) and mercury (Hg) are elements with toxic properties that are present in volcanic environments. Cobalt (Co), which is also present in these environments, is part of the essential cobalamin vitamin (B12). However, exposure to non-cobalamin Co can pose health risks. The effects of these three elements on the thyroid are understudied. A review of 125 publications retrieved from the Web of Science, PubMed, and Scopus databases, covering year 1955 to present, was performed. The known molecular mechanisms underlying thyroid disruption by these elements are discussed. It was found that thyroid cancer incidence, but also that of hypothyroidism are heightened in populations living in volcanic environments, particularly in Iceland, Hawaii, and Italy. Knowledge gaps regarding (i) thyroid disruption in areas with non-eruptive active volcanism, (ii) the toxic effects of As, Hg, and Co on the thyroid, and (iii) the incidence of hypothyroidism and other thyroid pathologies in volcanic environments are highlighted. The need to monitor the population of volcanic areas in terms of health is accentuated.
