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Orientador(es)
Resumo(s)
Partindo do pressuposto de que, ao contrário da ideia dominante no senso comum, de facto, a saúde e a doença representam sempre a articulação de realidades físicas com definições e representações sociais, sendo a doença uma realidade também socialmente construída, procuramos reflectir sobre a situação dos doentes de Machado-Joseph, na tentativa de apresentar os principais factores envolvidos na reconstrução identitária destes doentes que vivem um processo de erosão biográfica, na ilha de São Miguel, Açores, Pode-se concluir que a Doença de Machado-Joseph, vista como uma doença das classes mais desfavorecidas, com a sua degeneração corporal a um nível muito elevado e consequente redução das capacidades relacionais e de resposta às expectativas sociais, implica uma auto-imagem negativa, uma desestruturação do controlo sobre a vida e uma redução drástica da rede de contactos familiares, profissionais e sociais por parte do doente, a tal ponto intensa que podemos falar de isolamento social.
Descrição
Comunicação apresentada no V Congresso Português de Sociologia, "Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Acção" (Atelier: Exclusões), Universidade do Minho, Campus Gualtar, Braga em Maio 2004.
Palavras-chave
Doença de Machado-Joseph Identidade Construção Social da Doença
Contexto Educativo
Citação
Soares, D. & Serpa, S. (2004). "A doença e a exclusão social. Um contributo para a compreensão da experimentação e das representações dos doentes de Machado-Joseph numa situação de ruptura das dinâmicas e processos de estruturação identitária". In «Actas do V Congresso Português de Sociologia. Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Acção», 4-8. ISBN 978-972-95945-3-3. Lisboa: Associação Portuguesa de Sociologia. Disponível em http://www.aps.pt/cms/docs_prv/docs/DPR4628c40b38281_1.pdf.
Editora
Associação Portuguesa de Sociologia
