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Eficiência da taxa de juro no controlo da inflação

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Resumo(s)

Nos últimos anos, uma das grandes preocupações dos bancos centrais tem sido a elevada inflação que se tem assistido em diversos setores da economia. A taxa de inflação agravou-se no período pós-pandémico devido a estrangulamentos na oferta de produtos (produção), à guerra na Ucrânia e à adoção de medidas de estímulo económico, como os subsídios de layoff. Perante este cenário macroeconómico, os bancos centrais recorreram ao aumento das taxas de juro para conter a inflação e assegurar a estabilidade dos preços. Esta dissertação tem como propósito analisar a eficácia da taxa de juro como instrumento de controlo da inflação, bem como o seu impacto sobre outras variáveis macroeconómicas, nomeadamente na inflação do mercado imobiliário, na taxa de desemprego, no Produto Interno Bruto (PIB), e no desempenho do mercado acionista. Os países alvo de análise são Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica e Estados Unidos da América (EUA). Esta seleção permite comparar os efeitos de uma política monetária comum na zona euro com os de um modelo monetário independente, de uma grande potência económica, neste caso a norte americana. O modelo selecionado para a análise foi o modelo do vetor autorregressivo (VAR) e o teste de causalidade Granger utilizando dados trimestrais entre 2009 e 2023. Os resultados obtidos evidenciam que a relação entre a taxa de juro e inflação é distinta entre países. Concretamente, na Alemanha e Bélgica, foi possível observar uma relação bidirecional, ao contrário de Portugal e Espanha, onde a política monetária revela menor eficácia. Nos EUA verifica-se a adoção de uma atitude reativa, sem evidência de causalidade inversa. No que respeita à inflação do setor imobiliário, a taxa de juro apresenta influência significativa na Alemanha e nos EUA, não sendo, contudo, significativa nos restantes países alvos de análise. Por outro lado, não se encontrou evidência estatística de uma relação entre a taxa de juro e os seguintes indicadores: taxa de desemprego, o PIB e índices bolsistas de cada país. Estes resultados reforçam a ideia de que a taxa de juro, embora importante, não é um instrumento isoladamente eficaz e deve ser articulada com outras políticas económicas adaptadas ao contexto de cada país.
ABSTRACT: Nos últimos anos, uma das grandes preocupações dos bancos centrais tem sido a elevada inflação que se tem assistido em diversos setores da economia. A taxa de inflação agravou-se no período pós-pandémico devido a estrangulamentos na oferta de produtos (produção), à guerra na Ucrânia e à adoção de medidas de estímulo económico, como os subsídios de layoff. Perante este cenário macroeconómico, os bancos centrais recorreram ao aumento das taxas de juro para conter a inflação e assegurar a estabilidade dos preços. Esta dissertação tem como propósito analisar a eficácia da taxa de juro como instrumento de controlo da inflação, bem como o seu impacto sobre outras variáveis macroeconómicas, nomeadamente na inflação do mercado imobiliário, na taxa de desemprego, no Produto Interno Bruto (PIB), e no desempenho do mercado acionista. Os países alvo de análise são Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica e Estados Unidos da América (EUA). Esta seleção permite comparar os efeitos de uma política monetária comum na zona euro com os de um modelo monetário independente, de uma grande potência económica, neste caso a norte americana. O modelo selecionado para a análise foi o modelo do vetor autorregressivo (VAR) e o teste de causalidade Granger utilizando dados trimestrais entre 2009 e 2023. Os resultados obtidos evidenciam que a relação entre a taxa de juro e inflação é distinta entre países. Concretamente, na Alemanha e Bélgica, foi possível observar uma relação bidirecional, ao contrário de Portugal e Espanha, onde a política monetária revela menor eficácia. Nos EUA verifica-se a adoção de uma atitude reativa, sem evidência de causalidade inversa. No que respeita à inflação do setor imobiliário, a taxa de juro apresenta influência significativa na Alemanha e nos EUA, não sendo, contudo, significativa nos restantes países alvos de análise. Por outro lado, não se encontrou evidência estatística de uma relação entre a taxa de juro e os seguintes indicadores: taxa de desemprego, o PIB e índices bolsistas de cada país. Estes resultados reforçam a ideia de que a taxa de juro, embora importante, não é um instrumento isoladamente eficaz e deve ser articulada com outras políticas económicas adaptadas ao contexto de cada país.

Descrição

Dissertação de Mestrado, Ciências Económicas e Empresariais, 24 de novembro de 2025, Universidade dos Açores.

Palavras-chave

Bancos centrais Inflação Política monetária Taxa de juro

Contexto Educativo

Citação

RAPOSO, Beatriz Santos. (2025). "Eficiência da taxa de juro no controlo da inflação". Ponta Delgada: Universidade dos Açores, 2025, 29 p. Dissertação de Mestrado em Ciências Económicas e Empresariais. Disponível em http://hdl.handle.net/10400.3/8864

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