Publicação
Spider vertical stratification in addressing colonization and ecology of Macaronesia islands forest communities
| datacite.subject.fos | Ciências Naturais::Ciências Biológicas | |
| dc.contributor.advisor | Borges, Paulo Alexandre Vieira | |
| dc.contributor.advisor | Cardoso, Pedro Miguel Bondoso | |
| dc.contributor.advisor | Rigal, François | |
| dc.contributor.author | Costa, Ricardo Pires da | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-27T11:02:11Z | |
| dc.date.available | 2026-07-27T11:02:11Z | |
| dc.date.issued | 2026-05-12 | |
| dc.description | Tese de Doutoramento, Biologia, 12 de maio de 2026, Universidade dos Açores. | |
| dc.description.abstract | As ilhas oceânicas são laboratórios naturais, onde os cientistas têm vindo a testar várias hipóteses sobre biodiversidade, ecologia e evolução. Estes sistemas são conhecidos por serem desproporcionalmente ricos em biodiversidade endémica que não existe em mais nenhum lugar. O dinamismo natural destes arquipélagos aquando a sua formação e desenvolvimento e o seu isolamento conduz à formação de ecossistemas únicos, muitas vezes muito distintos dos observados nos continentes. No entanto, estas mesmas características tornam as suas comunidades nativas altamente afetadas pelas atividades humanas, pelas alterações climáticas e pela propagação de espécies introduzidas direta ou indiretamente pelo ser humano. As florestas húmidas nativas dos arquipélagos da Macaronésia, que se podem encontrar nos Açores, Madeira e Ilhas Canárias são um bom exemplo de um desses sistemas. Nas últimas duas décadas, as suas comunidades de artrópodes endémicos (especialmente as aranhas) têm sido utilizadas como organismos modelo para estudar muitos aspetos da macroecologia, evolução e conservação das espécies insulares que se podem encontrar nestes sistemas. Estes organismos são abundantes e diversos entre os muitos microhabitats que se encontram ao longo do gradiente vertical das florestas nativas, o qual é conhecido por afetar grande parte da sua ecologia. Esta tese tem como objetivos: i) investigar a diferença na verticalidade entre aranhas adultas e juvenis; ii) compreender a relação entre o estrato preferido das linhagens endémicas de aranhas e a colonização destes sistemas insulares; iii) compreender como os fatores regionais e locais podem afetar a diversidade local das aranhas em diferentes microhabitats ao longo do gradiente vertical; e, finalmente, iv) como as espécies de diferentes origens de colonização (endémicas, nativas não endémicas e introduzidas) diferem nos seus padrões verticais entre os arquipélagos da Macaronésia. Este trabalho demonstrou que a verticalidade média das aranhas insulares é relevante em termos de dispersão a grandes distâncias, num contexto de colonização insular por taxas mais arborícolas, na dispersão entre ilhas por espécies nativas não endémicas que tendem a ser arborícolas, e na tendência de grupos conhecidos por serem piores dispersores se deslocarem para microhabitats na copa das árvores, especialmente quando jovens. Apesar deste filtro de colonização favorecer os habitantes arbóreos na chegada às ilhas, os arquipélagos ainda diferiam muito nas suas comunidades de aranhas. As comunidades de aranhas dos Açores parecem as mais pobres na sua diversidade taxonómica, filogenética e funcional em comparação com os demais arquipélagos, embora os padrões pareçam ser dependentes do estrato considerado. Isto pode ser devido ao isolamento e idade dos Açores, assim como pela sua história recente de colonização humana. Devido a este último ponto as florestas nativas dos Açores são as mais ricas em aranhas introduzidas, que ocorrem em todo o gradiente vertical estudado. Este estudo destaca a importância de considerar o micro-habitat ao longo do gradiente vertical das florestas das aranhas insulares quando tentamos compreender diferentes aspetos da sua diversidade, ecologia e evolução. Este mostra que a posição das aranhas no gradiente vertical parece depender da sua ecologia, tais como a sua propensão para a dispersão por dispersão por fios de seda (‘ballooning’), as suas estratégias de caça, a fase de vida e também se são nativas das ilhas estudadas ou não. O presente trabalho propõe então que esta dimensão vertical seja tida em conta quando os estudos tentam compreender os padrões macro ecológicos encontrados nas comunidades de aranhas. Além disso, este estudo mostra a importância da aplicação de protocolos padronizados na recolha de dados de biodiversidade, onde é adotada uma abordagem em várias camadas para coletar diferentes tipos de informações sobre a diversidade da comunidade. | por |
| dc.description.abstract | ABSTRACT: Oceanic islands are natural laboratories where hypotheses about biodiversity, evolution, and ecological processes can be rigorously tested. These systems are known to be disproportionately rich in endemic biodiversity, with their natural dynamism and isolation leading to unique ecosystems often very distinct from those observed in continental areas. However, these same characteristics make their native communities highly affected by human activities and the associated climate change and spread of introduced species. The native humid forests found in the Macaronesian archipelagos of the Azores, Madeira, and the Canary Islands are a good example of one such system. Over the last two decades, their endemic arthropod communities (especially spiders) have been used as model organisms to study many aspects of macroecology, evolution, and conservation supported by extensive knowledge on taxonomy, phylogeny, and functional traits. These organisms are abundant and diverse among the many microhabitats available along the vertical gradient found in native forests, along the forest vertical gradient, a key driver of their ecology. This thesis aims to: i) investigate the difference in verticality between adult and juvenile spiders; ii) understand the relationship between preferred stratum and island colonization by island endemic spider lineages; iii) understand how regional and local factors might affect spiders' local diversity in different microhabitats along the vertical gradient; and finally, iv) how do species of different colonization origin (endemic, native non-endemic and introduced) differ in their vertical patterns among Macaronesian archipelagos. This work demonstrates that mean verticality is integral to island spider dispersal: colonization is dominated by more arboreal taxa, native non-endemics spanning several archipelagos are mostly arboreal, and taxa with poor ballooning ability shift upward into higher microhabitats, particularly as juveniles. Despite this colonization filter that seems to favor arboreal dwellers in arriving on islands, the archipelagos still differed greatly in their spider communities. The Azorean spider communities seem to be influenced by the archipelago's characteristics, being much poorer in their taxonomic, phylogenetic, and functional diversity compared with the remaining archipelagos, although the patterns seem to be stratum-dependent. Moreover, the Azores’ recent history of human colonization has led to native forests being rich in introduced spiders across the entire vertical gradient. This study highlights the importance of island spiders’ vertical microhabitat in understanding different aspects of their diversity, ecology, and evolution. We show that their position in the vertical gradient seems to be dependent on different aspects of their ecology, such as dispersal propensity, hunting strategy, lifestage, and also if they are native to the studied islands or not. It is then proposed that this vertical dimension is considered when studies try to understand macroecological patterns found in spider communities. Furthermore, this study shows the importance of the application of standardized protocols over many different areas, where a multi-layered approach is taken to collect different types of information about community diversity. | eng |
| dc.description.sponsorship | University of Azores CE3C - Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes Azorean Biodiversity Group & CHANGE - Global Change and Sustainability Institute, School of Agricultural and Environmental Sciences | |
| dc.identifier.citation | COSTA, Ricardo Pires da. (2025). Spider vertical stratification in addressing colonization and ecology of Macaronesia islands forest communities. Angra do Heroísmo: Universidade dos Açores, 2025. 296 p. Tese de Doutoramento em Biologia. Disponível em http://hdl.handle.net/10400.3/9018 | |
| dc.identifier.tid | 101720653 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.3/9018 | |
| dc.language.iso | eng | |
| dc.relation | MACRISK, FCT-PTDC/BIA-CBI/0625/2021 | |
| dc.rights.uri | N/A | |
| dc.subject | Laurisilva | |
| dc.subject | Functional Traits | |
| dc.subject | Long-distance dispersal | |
| dc.subject | Lifestage | |
| dc.subject | Island endemics | |
| dc.title | Spider vertical stratification in addressing colonization and ecology of Macaronesia islands forest communities | por |
| dc.type | doctoral thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.name | Doutoramento |
Ficheiros
Principais
1 - 1 de 1
Miniatura indisponível
- Nome:
- TeseDoutoramento_Ricardo Pires da Costa.pdf
- Tamanho:
- 6.36 MB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
Licença
1 - 1 de 1
Miniatura indisponível
- Nome:
- license.txt
- Tamanho:
- 1.73 KB
- Formato:
- Item-specific license agreed upon to submission
- Descrição:
