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Quando, em Fevereiro de 1279, Afonso III morreu, deixou um reino interdito e um corpo de bispos incompatibilizado, na sua grande maioria, com o monarca. Na verdade, jĆ” desde 1267 que muitos dos bispos portugueses
se encontravam em Roma, e aĆ apelavam para o Papa contra os abusos cometidos por um rei, cuja ascensĆ£o ao trono muito se tinha ficado a dever ao apoio episcopal. O insucesso da legacia de Frei Nicolau em 1277 apenas reforƧou um conflito a que nenhuma tentativa conciliatória parece ter procurado pĆ“r termo desde a visita do legado papal atĆ© Ć
morte do monarca, em Fevereiro de 1279. Coube, pois, a D. Dinis, seu herdeiro, o retomar normal das relações entre o poder régio e o episcopal e o levantamento do interdito. Para a obtenção destes objectivos o estabelecimento das chamadas Concordatas celebradas entre os procuradores do rei e os representantes do clero episcopal português em 1289 em Roma e normalmente conhecidas
como as Concordatas dos 11 e dos 40 artigos foi crucial. Da mesma forma, o acordo obtido em 1292 entre o rei e os bispos do Porto, Guarda, Lamego e Viseu parece ter vindo procurar dirimir as questƵes residuais
que permaneciam como pomo de discórdia. [...]
Description
Keywords
História de Portugal (sécs. XIII-XIV) Relações Igreja-Estado (sécs. XIII-XIV)
Pedagogical Context
Citation
"ARQUIPĆLAGO. História". ISSN 0871-7664. 2ĀŖ sĆ©rie, vol. 5 (2001): 581-603
