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  • Elementos para uma Filosofia da Religião
    Publication . Luz, José Luís brandão da
    A obra examina o fenómeno religioso na sua dimensão ontológica, distanciando-se das abordagens feitas pela teologia filosófica, a psicologia, a etnologia, a sociologia, a história e até a fenomenologia. Para determinar o em si do fenómeno religioso, o autor põe em evidência a importância da revelação, dos ritos, dos símbolos religiosos e dos mitos, tomando o tema na sua dimensão ontológica. Dispõe-se a olhar a religião a partir da relação do homem com o sagrado desvalorizando as abordagens que, como as da psicanálise, consideram o fenómeno religioso um produto da imaginação, desligado da realidade.
  • Ouvidos de ouvir crianças : escutar das crianças tudo o que ainda não sabemos
    Publication . Costa Carvalho, Magda; Berle, Simone
    Em 2021, Paulo Freire faz 100 anos. Cem anos. Um menino faz cem anos e a forma como suas palavras seguem nos ensinando (ou como ainda precisamos seguir aprendendo com elas) nos leva a perceber que Paulo Freire faz sem anos. E podíamos continuar brincando com as palavras (gesto tão distintivo dos escritos de Walter Kohan): tudo o que Paulo Freire faz hoje fá-lo sem anos. Em sua forma infantil de fazer nascer, sempre e outra vez, a educação como prática de liberdade, mesmo em tempos tão áridos e escassos de alegria e compaixão como os que agora vivemos, Freire escapa aos ciclos cronológicos e torna-se imortal. Continua em estado nascente, mesmo fazendo cem anos. Continua a fazer-nos nascer, sobretudo fazendo sem anos.
  • O porque traz coisas especiais e dá perguntas : a filosofia para crianças no jardim de infância
    Publication . Costa Carvalho, Magda; Santos, Ana Isabel
    Quando pedimos aos meninos de um Jardim de Infância que nos dessem razões para justificar o interesse da Filosofia para Crianças, eles insistiram na importância de usar a palavra “porque”. Após um ano letivo com sessões semanais em “comunidade de investigação filosófica” (a abordagem educativa à sala de aula utilizada na Filosofia para Crianças), os meninos disseram que aconteciam coisas especiais quando usávamos o “porque”. Para estas crianças de 4 e 5 anos, o “porque” era uma palavra especial porque era uma palavra generosa, uma palavra que... dava ideias às cabeças, dava perguntas e também dava respostas, permitia mudar essas respostas, levava-nos a pensar mais, a saber mais coisas, a pensar “mais uma nisquinha” (que, nos Açores, significa pensar mais um bocadinho...).