Percorrer por data de Publicação, começado por "2026-06-08"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Antecipando o Futuro: VUCA, strategic foresight e as Relações InternacionaisPublication . Teixeira, Margarida Pereira Couto Cabral; Pimentel, Berta Maria Oliveira; Fontes, Paulo VitorinoEsta dissertação de Mestrado em Relações Internacionais: O Espaço Euro-Atlântico revelou-se o momento oportuno para estudar dois conceitos de elevado potencial para a disciplina: o conceito de VUCA (acrónimo inglês de volátil, incerto, complexo e ambíguo) e o de strategic foresight. A investigação iniciou-se com a identificação das origens e definições de ambos. No caso do VUCA, verificou-se que este conceito teve dois momentos fundamentais: a sua formulação teórica por Warren Bennis e Burt Nanus no livro Leaders: Strategies for Taking Charge, e a sua formalização pelo Major-General Thompson no Colégio de Guerra dos Estados Unidos da América, em pleno contexto da Guerra Fria. Foi ainda analisada a interligação entre as palavras que compõem o acrónimo, bem como a sua utilização por outras áreas científicas. A situação da pandemia do COVID-19 foi utilizada como exemplo ilustrativo da insuficiência do uso isolado de cada palavra, demonstrando que o acrónimo permite ultrapassar as abordagens tradicionais de caracterização. Quanto ao strategic foresight, concluiu-se que também este conceito teve duas origens: a sua aplicação indireta por Herman Kahn, estratega militar norte-americano, no período pós-Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria, e a sua formalização e consolidação através do meio académico por Richard Slaughter. Foi igualmente estudada a aplicação prática do strategic foresight, nomeadamente através de três dos seus métodos fundamentais para esta investigação, o future triangle, o scenario planning e o horizon scanning, e foi dado particular destaque para o exemplo da Comissão Europeia e de como este organismo tem integrado esta perspetiva estratégica no seu processo de decisão. Por fim, foram sistematizadas as informações recolhidas ao longo do trabalho que evidenciaram a relação entre os dois conceitos e que possibilitou uma análise da sua integração na disciplina das Relações Internacionais. Nessa fase final da investigação considerou-se que a teoria construtivista apresentou maior potencial de compatibilidade com os conceitos estudados, sem que, num momento inicial da investigação, fosse assumido qualquer compromisso definitivo quanto à sua aplicação. No entanto, concluiu-se que, no atual contexto científico, essa integração ainda não é plenamente possível.
