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- Diálogos entre a Infância e a Filosofia da DiferençaPublication . Ganço, Carla da Conceição Jorge; Carvalho, Magda Costa; Almeida, TiagoA presente Dissertação de Mestrado posiciona-se como uma análise crítica a alguns modelos dominantes de discurso sobre a infância, adultistas e normocentrados, com o objetivo de caracterizar e problematizar o conceito de childism. Propõem-se como objetivos investigar o projeto subjacente à proposta contemporânea designada por childism, enquanto projeto crítico, assim como os conceitos de idade, normalização, desenvolvimento, diferença, agência e cidadania, questionando como pode o conceito de childism estimular e proporcionar outras e diferentes perspetivas sobre a(s) criança(s) e a(s) infância(s). Para além disso, pretende-se refletir sobre como e de que forma a Filosofia para/com Crianças e o childism podem interligar-se em prol do empoderamento infantil. A análise pretende constituir-se como uma problematização filosófica que tenha ressonância a nível político e educativo, ao propor considerar as possibilidades decorrentes do afastamento da dicotomia adulto-criança e de sistemas de matriz representacional que possam constituir-se como obstáculo à ideia de criança como agente no seu mundo e cidadão por direito próprio. Pretendemos pensar nas possibilidades das crianças e dos jovens para fazerem a diferença (em vez de se constituírem como uma diferença) e nas várias formas como poderão contribuir para a remodelação do mundo social e político. Destacamos que a leitura do conceito de childism adotada é a defendida por John Wall (2016, 2019, 2022), fundador e co-diretor do Childism Institute, por se tratar de uma abordagem que problematiza as relações entre os chamados estudos da infância e outras áreas do conhecimento. Nesta dissertação, e de acordo com a abordagem de John Wall, perspetiva-se o childism como um conjunto de movimentos e esforços que visam legitimar as experiências das crianças através da crítica às normas educativas, sociais e políticas. Consideramos, assim, que uma reflexão filosófica da infância poderá contribuir de forma significativa para os propósitos da nossa investigação, ao permitir questionar e repensar a profunda história de dominação adulta da infância, no contexto ocidental, e propor considerar a agência infantil enquanto espaço político.
