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- Comparison of discrete and continuum community models : insights from numerical ecology and Bayesian methods applied to Azorean plant communitiesPublication . Pavão, Diogo Cláudio; Silva, Luís Filipe Dias; Elias, Rui Miguel Pires Bento da SilvaA nossa visão da ecologia de comunidades tem evoluído ao longo do tempo, partindo de duas visões extremas das comunidades vegetais, uma em que foram consideradas como associações de espécies, conduzidas por coincidências aleatórias, e outra em que foram consideradas como organismos complexos com claras interdependências. A abordagem fitossociológica está principalmente ligada à última abordagem, incluindo o desenvolvimento da sintaxonomia. Mais recentemente, as comunidades biológicas tendem a ser vistas como um conjunto de comunidades locais ligadas através da dispersão de múltiplas espécies que, potencialmente, interagem entre si (i.e., uma metacomunidade). Este conceito de metacomunidade, tem sido usado para explicar dinâmicas espácio-temporais. Têm sido propostos diversos modelos para explicar os padrões de distribuição das espécies e comunidades ao longo de gradientes ambientais, que incluem desde tipos de comunidade individuais e discretas, até um continuum de comunidades vegetais. A vegetação natural dos Açores é um bom modelo de estudo para testar essas hipóteses, pois tem sido descrita em detalhe por diversos autores, possibilitando a abordagem de questões teóricas, no âmbito dos conceitos ligados às metacomunidades. O presente estudo avaliou se os dados relativos às comunidades vegetais naturais do arquipélago dos Açores apoiam a existência de "tipos de comunidades discretas" ou um "continuum de comunidades", através da aplicação de métodos na área da ecologia numérica e de análises bayesianas. Foram usados métodos de aglomeração hierárquica (distância de Hellinger e UPGMA) e não-hierárquica (kmeans cluster), bem como um modelo multinomial num contexto bayesiano para determinar o número de grupos de comunidades vegetais. Foram amostradas um total de 139 comunidades vegetais e 85 espécies em cinco ilhas. O número ótimo de grupos de comunidades vegetais variou entre 4 e 6 para os métodos de aglomeração hierárquicos, aproximou-se de 43 para os métodos de aglomeração não hierárquicos, e foi de cerca de 70 para a análise multinomial. As curvas de distribuição em função da altitude, estimadas para as espécies de plantas vasculares, sugerem que a respetiva distribuição é determinada pelos limites fisiológicos nos extremos e pela competição em condições intermédias, mas com uma possível partição de nichos entre as espécies dominantes. Os nossos resultados estão mais de acordo com uma visão ecológica das comunidades ao longo de um continuum, do que com a existência de tipos de comunidades discretas. A compreensão destes padrões é essencial na gestão sustentável da vegetação, especialmente neste laboratório natural único, os Açores.
- A reinterpretação da ética aristotélica na ética ambiental das virtudes de Ronald SandlerPublication . Dias, Carolina Ferreira; Carvalho, Magda CostaEsta investigação assume a teoria da ética aristotélica e, partindo dela, pretende-se reinterpretar alguns conceitos clássicos gregos no contexto da contemporânea Ética Ambiental, de modo a compreender o modo como o ser humano deve ser e agir relativamente ao ambiente. Deste modo, a revitalização da Ética das Virtudes, com inspiração em Aristóteles, terá como foco principal a análise da constituição do caráter do ser humano, bem como a associação do conceito de virtude para o seu desenvolvimento, de modo a que se torne um ser virtuoso e feliz. Será importante, então, repensar e reavaliar os resultados que as ações humanas trazem para a natureza, não focando a ideia de que se deve agir apenas pelo cumprimento de deveres ou obrigações, mas também a partir da boa constituição de disposições de caráter virtuosas no ser humano. Para tal, iremos debruçar-nos, essencialmente, no pensamento de Ronald Sandler, que apresenta uma proposta pluralista moderada associada à Ética Ambiental das Virtudes. É uma proposta que permite conduzir o ser humano a comportar-se de modo a que o seu caráter seja beneficiado, bem como enriquecer a sua forma de ser e agir bem ambientalmente.
- A função catártica da experiência estética : uma visão contemporâneaPublication . Homem, Paulo Rui Mendes; Castro, Maria Gabriela Couto Teves de AzevedoA função catártica da experiência estética é o tema que nos propomos trabalhar, por incidir sobre uma dimensão essencial da condição humana: a artística. O que se pretende é tentar encontrar respostas para os problemas que se levantam na contemporaneidade com a afetação do homem perante algo de novo, que emerge das novas conceções artísticas e das novas considerações estéticas, no quadro concetual da atualidade. Estando a arte desde sempre ligada à estética, na formação da cópula arteestética, há a necessidade de compreender as problemáticas contemporâneas de modo a incutir inteligibilidade às reflexões onto-estéticas que emergem dos novos paradigmas artísticos. Neste sentido abre-se um novo campo de estudo que incide, não só sobre a experiência estética, como ainda sobre a emoção, o sentimento, a criatividade e a inovação, numa abertura ao campo dos possíveis facilitado pela imaginação. Há várias tendências que emergem ecleticamente e visam contestar tudo o que está instituído; assiste-se a uma pulverização de movimentos que pretendem afirmar-se numa desconstrução da arte, promovendo formas radicais e inimagináveis de desempenho artístico que radicalizam a fuga a qualquer definição. Ao acoplar-se ao domínio artístico-performativo, a dimensão estética deve ser filtrada pelo crivo filosófico para não resvalar para um campo meramente psicológico. O momento da criatividade humana instaura uma linguagem onde a significação é transmitida para além de uma dimensão lógica. Por outro lado, a criatividade, base fundamental da produção artística, sofre influência de fatores que a condicionam e que tem a ver com a época, a cultura, o lugar, a origem, a ideologia e os paradigmas coetâneos.
- Visões da justiça : libertarismo, liberalismo e comunitarismoPublication . Costa, José Manuel Teixeira; Amaral, Carlos Eduardo Pacheco; Miúdo, Berta PimentelTodos pertencemos a uma qualquer sociedade, todos somos governados dentro de um qualquer quadro político, pelo que, sem exceção nos questionamos se estamos ou não integrados numa sociedade que, sem qualquer reserva, possamos apelidar de justa. Nesse sentido, o trabalho aqui proposto leva-nos a centrar a atenção no Estado soberano moderno e na sua origem. Estado, comunidade e indivíduo serão analisados à luz desta realidade.