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- Salários e desigualdade de género em PortugalPublication . Rodrigues, Sofia Elisabete Melo; Lopes, Fernando Rosa RodriguesEm Portugal o emprego feminino tem crescido paulatinamente atingindo uma taxa de atividade feminina com um valor de 48,3% em 2010 e diminuindo para 46,6% em 2014. Os setores de atividade com as taxas de participação mais baixa e mais alta são setor da construção com 9% e da saúde com 87%. É nos setores de serviços como a Educação, Saúde, Pessoal Doméstico, Alojamento e restauração que as mulheres são a maioria da força de trabalho. Mesmo nestes setores o gap salarial bruto entre homens e mulheres tem valores acima da média. Verificamos que o processo de seleção se verifica ao nível das profissões. Medindo o grau de feminilidade para os nove grupos profissionais dos Quadros de Pessoal constatamos um elevado grau de feminilidade em profissões associadas a atividade do setor terciário. Por exemplo no grupo Pessoal Serviços e Vendedores (69%), no Pessoal Administrativo (62%), e nos Especialistas em Profissões Cientificas (50%). A decomposição salarial pelo método de Oaxaca aponta para um nível médio do gap salarial de género de 21%, com uma componente principal atribuível à discriminação salarial de 25%. Conclui-se assim que as mulheres têm hoje em dia um nível de qualificação e experiência que contribui para diminuir o gap salarial, mas outros efeitos como os processos de recrutamento e seleção e a promoção dentro das empresas contribuem para um efeito de discriminação salarial líquido extremamente elevado.
