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- A formação de adultos, aquisição de competências e empregabilidadePublication . Duarte, André do Rego; Medeiros, Maria Teresa Pires deA formação de adultos constitui uma estratégia utilizada para colmatar as necessidades educativas dos cidadãos, dando uma forte contribuição para a aquisição de competências pessoais e profissionais com impacto na sua empregabilidade. Portugal atravessa uma situação económica muito difícil e, consequentemente, o desemprego tem vindo a aumentar, verificando-se uma taxa de desemprego de 13,9%, em 2014 e 11,3% na Região Autónoma dos Açores (Instituto de Emprego e Formação Profissional, 2015). A investigação desenvolvida emergiu do interesse em compreender se a sociedade portuguesa, em geral, e as Políticas de Educação, Formação e Emprego, em particular, estão a acompanhar e a preparar o nosso atual público desempregado. Neste seguimento, pretendeu-se avaliar o impacto do Programa de Aquisição Básica de Competências (ABC) da Rede Valorizar (do governo Regional dos Açores), nas competências de empregabilidade, na importância atribuída ao emprego, no bem-estar subjetivo e na autoestima dos adultos desempregados que o frequentam. Para tal, foi efetuada uma recolha de dados no momento prévio à frequência do programa e após o seu término, através dos seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, da Escala de Autoestima (Schmitt & Allik, 2005), da Escala de Afetividade Positiva e Afetividade Negativa (Galinha & Pais-Ribeiro, 2005), da Escala de Satisfação com a Vida (Simões, 1992), da Escala de Comprometimento com o Trabalho (Rowley & Father, 1987) e da Escala de Intensidade na Procura de Trabalho (Blau, 1994). A partir de uma amostra de 406 participantes, os resultados indicam a melhoria da empregabilidade e do bem-estar subjetivo, após a participação no Programa ABC, bem como a existência de uma associação estatisticamente significativa entre: (i) o comprometimento com o trabalho, a idade e o bem-estar subjetivo; (ii) a procura ativa de emprego, o nível de escolaridade e os afetos positivos; e (iii) a autoestima e o bem-estar subjetivo. Além disso, foi possível perceber que a formação de nível B3 (3º ciclo de escolaridade) tem um impacto mais positivo sobre a empregabilidade do que a formação de nível B2 (2º ciclo de escolaridade).
