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- Stresse, burnout e estratégias de coping nos guardas prisionais da Região Autónoma dos AçoresPublication . Arruda, Paulo Fernando Medeiros; Peixoto, Ermelindo ManuelA síndrome de burnout que advém do stresse profissional na fase considerada crónica, sobressai cada vez mais no mundo de trabalho, ganhando destaque em diversas profissões, sendo uma destas a guarda prisional, que é mencionada como uma das ocupações laborais com maior propensão ao burnout. Perante esta realidade, torna-se relevante perceber os níveis de vulnerabilidade ao stresse, stresse profissional e burnout existentes nos guardas prisionais ao serviço na Região Autónoma dos Açores, ampliando, nesse particular, o conhecimento existente sobre esta classe de profissionais em Portugal. Importa também, entender as estratégias de coping utilizadas por estes profissionais e perceber as dificuldades decorrentes da descontinuidade geográfica em relação ao restante território português. Participaram neste estudo 76 guardas prisionais que trabalham nos estabelecimentos prisionais da RAA e pertencem ao quadro da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. Como medidas de avaliação foram utilizadas, um questionário sociodemográfico, uma classificação contendo itens que incidem sobre as fontes de stresse no trabalho, a escala de Stresse Profissional para Guardas Prisionais (ESPGP), a escala da Vulnerabilidade ao Stresse (QVS), o inventário de Burnout (MBI) e o questionário de Estratégias de Coping (QEC). Em termos gerais, os resultados indicam a incidência de stresse e burnout entre os guardas prisionais da RAA. Relativamente às estratégias de coping os guardas prisionais são congruentes na utilização de diversos tipos de coping, contudo nas variáveis sociodemográficas idade e anos de serviço existiram diferenças significativas neste particular. Por último os resultados sugerem vulnerabilidade ao stresse e ocorrência de stresse profissional entre os guardas prisionais, pelo facto de exercerem funções em ilhas (descontinuidade geográfica).
