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- Contributo para o conhecimento dos problemas fitossanitários em diferentes espécies de cameleiras (Caméllia L.) na Ilha de São MiguelPublication . Costa, Carina Amaral; Lopes, David João Horta; Cabrera Pérez, RaimundoA cameleira é uma planta ornamental com longa tradição de cultivo em Portugal Continental e nos Açores, em particular na Ilha de São Miguel. Tal como acontece com a maioria das espécies vegetais, também a cameleira é hospedeira de inúmeras pragas e doenças que afetam negativamente o seu desenvolvimento fenológico. Como tal, torna-se fundamental ter conhecimento dos problemas fitossanitários que afetam as diferentes espécies de cameleiras, de modo a poder identificá-los antecipadamente e proceder da forma mais correta na sua proteção fitossanitária. Este estudo realizado no Parque Terra Nostra, com o intuito de contribuir para um maior conhecimento fitossanitário das cameleiras da Ilha de São Miguel, realizou-se entre Agosto de 2010 e Dezembro de 2012, e teve como principal objetivo a prospeção das pragas e doenças existentes em quatro espécies distintas de cameleiras: Camellia japonica Linnaeus (1753), Camellia reticulata Lindley (1827), Camellia sasanqua Thunb. (1784) e em híbridos (Camellia Híbrida). As pragas identificadas foram, o afídeo Toxoptera aurantii (Boyer Fonscolombe, 1841); as cochonilhas Chrysomphalus dictyospermi (Morgan, 1889), Fiorinia fioriniae (Targioni Tozzetti, 1867), Coccus hesperidium (Linnaeus, 1758) e Planococcus citri (Risso, 1813); e os tripes Heliothrips haemorrhoidalis (Bouché, 1833), Hercinothrips bicinctus (Bagnall, 1919) e Thrips flavus (Schrank, 1776). Embora tenham sido observados sintomas de ácaros fitófagos em algumas das cultivares de cameleiras em estudo, apenas foi possível identificar os ácaros fitoseídeos Amblyseius andersoni (Chant, 1957) e Amblyseius herbicolus (Chant, 1959), com particular importância pela sua utilização na limitação natural de ácaros fitófagos, prejudiciais às cameleiras. Os fungos encontrados, com interesse económico, foram: Glomerella cingulata (Stoneman) Spauld. & H. Schrenk, (1903), Glomerella acutata Guerber & J. C. Correll (2001), Phomopsis sp., Pestalotiopsis heterocornis (Guba) Y.X. Chen, Pestalotiopsis neglecta (Thüm.) Steyaert, Monochaetia camelliae Miles, 1926, Ciborinia camelliae L. M. Khon, Exobasidium camelliae Shirai, Armillaria sp. e Botrytis cinerea Pers. Quanto aos resultados, em relação às pragas encontradas, verificou-se, no mês de Maio, uma maior presença de afídeos nas cameleiras em estudo, e as espécies mais afetadas por esta praga foram a Camellia reticulata e a Camellia japonica. As populações de cochonilhas foram mais elevadas nos meses de Janeiro, Fevereiro e Abril e espécie Camellia reticulata foi, também, a mais atacada. As espécies Camellia reticulata e Camellia Híbrida foram mais atacadas por tripes no mês de Setembro, com médias de capturas mensais, nas placas cromotrópicas, de 18,67 e 20,17 respetivamente, enquanto que as espécies Camellia japonica e Camellia sasanqua foram mais afetadas em Outubro, com médias respetivas de 17,17 e 19,33. Agosto foi o mês que, no total, obteve uma maior percentagem de folhas ocupadas por ácaros (13,75%). Em relação aos fungos, a espécie Camellia sasanqua foi a que obteve uma maior incidência dos diferentes fungos encontrados, com interesse económico e, no geral, para todas as cameleiras em estudo, os fungos mais incidentes foram fungos do género Glomerella sp. e espécie Ciborinia Camelliae.
