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- Contribuição para o planeamento de emergência no concelho da Praia da Vitória: caso de estudo na freguesia da Agualva (Terceira, Açores)Publication . Ourique, Mónica de Fátima Machado; Gaspar, João Luís Roque Baptista; Queiroz, Maria Gabriela Pereira da SilvaO enquadramento geodinâmico do arquipélago dos Açores no Atlântico Norte coloca esta região sob a ameaça de diversos perigos de origem natural, como sejam os geológicos e os hidrológicos, frequentemente relacionados no tempo e no espaço. Desde o povoamento da ilha Terceira, no século XV, que o concelho da Praia da Vitória tem sido fustigado por eventos sísmicos e por cheias rápidas com escoadas detríticas, originando grande destruição e perda de vidas e de bens. Considerando que o efeito domino pode aumentar ou agravar as consequências de uma ocorrência sísmica e/ou cheias rápidas, bem como de outros perigos, de origem natural e/ou tecnológica, caraterizou-se o concelho da Praia da Vitoria ao nível físico, socioeconómico e infraestrutural. De forma a compreender o efeito de tais fenómenos naturais no concelho da Praia da Vitória, analisaram-se diversos casos históricos de eventos sísmicos e de cheias rápidas que afetaram o concelho e, particularmente, a freguesia da Agualva. A fim de contribuir para a análise do perigo sísmico e do impacto que determinada ocorrência possa ter no concelho, foi efetuado o levantamento de todo o edificado presente na freguesia da Agualva. Considerando as classes de vulnerabilidade dos edifícios a ação sísmica, de acordo com a Escala Macrossísmica Europeia de 1998 (EMS-98), analisou-se o grau de perda habitacional, tendo-se, para tal, criado cenários com diversas intensidades sísmicas. Dado que a intensidade máxima histórica registada para a freguesia em estudo foi IX (EMS-98), na sequência do sismo de 24 de maio de 1614 (Primeira Caída da Praia), se tal se verificasse atualmente, com as mesmas caraterísticas, em termos de localização epicentral e magnitude, cerca de 48,6% das habitações (284 casas) ficariam destruídas ou com danos muito severos. Relativamente ao perigo de cheias rápidas, e atendendo a que o caudal de cheia desencadeia inundações, analisou-se o ultimo grande evento na freguesia da Agualva, que se denominou por Episódio Paroxismal do Dia 15 de Dezembro de 2009. Assim, foram reconstituídos os factos com a delimitação das áreas inundadas em 2009 e estudou-se a vulnerabilidade das habitações. Na sequência das obras de reabilitação na Ribeira da Agualva, após o episódio de 2009 e as inundações de 14 de outubro de 2011, admite-se que a ribeira garante o controlo do escoamento do caudal. Neste sentido, analisou-se a situação atual perante o perigo de cheias rápidas na freguesia da Agualva, com a delimitação das áreas suscetíveis ao perigo e o estudo da vulnerabilidade habitacional. Constatou-se que, atualmente, e menor a exposição do edificado ao perigo de cheias rápidas, com uma redução de cerca de 2,2% do edificado vulnerável (13 casas). Criou-se uma plataforma baseada em Sistemas de Informação Geográfica direcionada a atividade de proteção civil, ao nível municipal, para o auxílio na tomada de decisões operacionais. Por último, com a finalidade de contribuir para o planeamento de emergência do concelho da Praia da Vitória, esta dissertação enquadra-se na secção II, da parte IV, Informação Complementar, do instrumento de planeamento de emergência (Resolução nº 25/2008, de 18 de julho).
- Feasibility study on multifunctional artificial reefs for the AzoresPublication . Ng, Kiat; Gomes, Fernando Veloso; Calado, Helena Maria Gregório Pina; Borges, Paulo Alexandre VieiraLocalizados no Atlântico Norte o arquipélago dos Açores é constituído por 9 pequenas ilhas vulcânicas (PIVs) vulneráveis a vários perigos costeiros. Utilizando os dados disponíveis foi analisada a tendência de variação do nível do mar, o regime de agitação marítima regional (i.e. altura e direção da onda e tendências), com o intuito de identificar para a ilha de São Miguel (Açores), a extensão dos efeitos causados pela variação climática. Com base nos dados do marégrafo de Ponta Delgada a análise do nível do mar sugere um aumento da sua elevação (estatisticamente significante: 2.5 ± 0.4 mm yr-1; p = 0.000) entre 1970 e 2007 similar a outros estudos do nível de mar, globais e para o Atlântico norte. Estima-se que 60% da população da Ilha reside a 1 km do mar havendo uma correlação linear entre a percentagem da população total e a distância à costa. Neste contexto é previsível que no futuro próximo sejam necessárias mais intervenções de protecção costeira, a menos que haja uma deslocalização das comunidades costeiras. As soluções de engenharia do tipo pesado ("hard-engineering solutions") têm, em alguns casos, mostrado valor socioeconómicos preservando o estilo de vida das populações costeiras, aumentando os níveis de segurança com impactos negativos mínimos no ambiente. Embora as soluções de engenharia do tipo pesado, possivelmente continuem a ser uma opção válida para proteção costeira, um inventário de "surf breaks" (faixas de rebentação), a batimetria e as taxas de recuo da costa sugerem potencial para que os recifes artificiais multifuncionais (RAMFs) possam ser uma solução alternativa do tipo "soft-engineering". RAMFs são quebramares submersos construídos ao largo que para além da sua função de proteção costeira podem promover a melhoria das condições para a prática do surf ou potenciar o enchimento sedimentar da praia. Considerando um "critério de conceção ideal" dos RAMFs, pela sua multifuncionalidade e pelas suas características foi selecionado o recife de São Roque para caso de estudo. Foi recolhida a informação possível para uma abordagem multifuncional para o desenvolvimento do RAMF (i.e. geomorfologia costeira, ecologia marítima, aspetos socioeconómicos, projeto e construção, aspetos legais e de planeamento). Através de uma avaliação qualitativa, modelação numérica das ondas e análise SWOT, uma pequena alteração do perfil morfológico do recife de São Roque, sugere existir um potencial para promover a proteção costeira, melhorar as condições para a prática do surf e da vida marinha, bem como o alargamento transversal da praia, conseguindo que o impacto negativo no ambiente em redor seja mínimo. Com a crescente ênfase em incorporar valores de comodidade em trabalhos de protecção costeira, este estudo de viabilidade pode ser adotado a outras PIVs, particularmente em outras ilhas dos Açores e da Macaronésia.
