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- Avaliação de resíduos em "azeitonas de mesa" resultantes dos tratamentos fitossanitários aplicados no combate à mosca-da-azeitona (Bactrocera oleae gmelin), ilha Terceira, AçoresPublication . Meneses, Carla Maria Gonçalves; Lopes, David João Horta; Correia, Maria Manuela BarbosaA mosca-da-azeitona (B. oleae) é umas das principais pragas da oliveira em Portugal, sendo considerada também um dos principais inimigos da cultura na ilha Terceira. Para uma proteção eficaz contra esta praga é necessário um acompanhamento quase diário aplicando os princípios da proteção integrada, apostando na estimativa do risco, mas, infelizmente abusando das aplicações com inseticidas, de forma a reduzir as populações da mosca-da-azeitona. A luta química, que, nalguns casos, é a única forma de limitar os prejuízos resultantes da ação dos inimigos da cultura, apesar das suas vantagens, apresenta também graves inconvenientes, entre os quais se destacam, a possibilidade de ocorrência de resíduos na produção. Assim sendo, faz todo o sentido o presente estudo, que teve como principais objetivos: perceber em que altura a mosca-da-azeitona apresentou uma maior população e avaliar o impacto desta através da determinação da percentagem de frutos afetados; perceber se os tratamentos efetuados contra esta praga diminuíram a sua população e avaliar a presença de resíduos de produtos fitofarmacêuticos nas azeitonas aquando da colheita e depois da salmoura. Para este estudo colocaram-se armadilhas em sete pomares de oliveiras do Porto Martins, onde se procedeu à sua leitura e registo das populações da mosca-da-azeitona, assim como observação dos frutos e facultou-se fichas de campo aos produtores para registarem todas as aplicações efetuadas. A análise de resíduos dos produtos fitofarmacêuticos utilizados no combate de B. oleae, realizou-se em quatro pomares de oliveiras. Selecionou-se um produtor para testar duas concentrações de sal e avaliar a sua influência na quantidade de resíduos presentes. Após a análise dos resultados verificou-se a existência de dois momentos onde a mosca-da-azeitona apresentou os maiores níveis populacionais, agosto e outubro. Os resultados indicam também que os produtores realizam ainda um número excessivo de tratamentos, não cumprindo as regras definidas pelo processo de homologação e que constam do guia dos produtos fitofarmacêuticos, mas diminuindo deste modo as populações dos adultos da mosca-da-azeitona. Quando avaliados os prejuízos causados por B. oleae observou-se que o pomar sem tratamentos apresentou maiores prejuízos quando comparado com os pomares tratados. Após a análise de resíduos obteve-se níveis elevados de resíduos em dois pomares, em que após a salmoura estes foram eliminados. Assim verificou-se o impacto negativo dos tratamentos efetuados pelos produtores, mas torna-se necessário arranjar soluções eficazes e menos prejudicais ao ambiente, à cultura e ao próprio consumidor pois, como se observou, durante a realização do presente estudo, alguns dos produtos fitofarmacêuticos utilizados no combate de B. oleae poderão ter alguma persistência no produto final, sendo a adoção da proteção integrada no olival uma solução eficaz e coerente para este problema.
