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- Paul da pedreira do Cabo da Praia : contributo das percepções ambientais para a sua preservaçãoPublication . Leal, António Carlos Alcobia; Gabriel, Rosalina Maria de Almeida; Martins, António Manuel de FriasO paul da pedreira do Cabo da Praia é um ecossistema que teve origem aquando da construção do porto da Praia da Vitória (1983), e constitui uma zona húmida costeira sujeita ao ciclo da maré. Presentemente é visitada por inúmeras espécies de avifauna aquática, destacando-se as aves migratórias provenientes da América do Norte, que atraem ornitólogos, especialmente do Norte da Europa. Em 2000 foi implantado um parque de combustíveis que reduziu a metade a área do paul. Com o intuito de melhor caracterizar o conhecimento e as percepções da população face ao paul, efectuou-se uma revisão bibliográfica, e definiram-se como principais dimensões deste estudo: a percepção acerca da utilidade e estado de conservação do paul; responsabilidade de gestão; acções necessárias para a sua protecção; riscos e expectativas futuras. Foram ainda pesquisadas quais as fontes de informação mais confiáveis e a disponibilidade de participação por parte dos inquiridos em estudos ou programas futuros. Estes aspectos foram posteriormente analisados a partir de 214 inquéritos por questionário (88% da amostra efectuada na Ilha Terceira), e por entrevistas a representantes de nove instituições de algum modo relacionadas as zonas húmidas do concelho da Praia da Vitória. Entre os inquiridos, o paul é bem conhecido mas, devido à predominância de respondentes com habilitações académicas elevadas, é possível que este ainda seja pouco conhecido pela população em geral. A amostra revelou que o paul parece estar degradado actualmente, por via do seu desconhecimento, abandono por parte das autoridades e depósito de resíduos. Os inquiridos revelaram-se mais preocupados com o parque industrial, esgotos, maus cheiros e eventuais acidentes da indústria do que com os problemas causados pelo próprio paul. A importância da área é defendida com base em argumentos de utilidade ecológica e de fruição humana, da qual se destacam, potencialmente, o turismo; a educação ambiental e estudos científicos, uma vez que o local é considerado um “laboratório vivo”. Entre os inquiridos é consensual a ideia de que há necessidade de gestão e regulamentação do local. Algumas medidas já foram iniciadas, como a remoção de resíduos sólidos através de ONGAs e da entidade concessionária do parque de combustíveis. Há diferentes opiniões no que concerne à melhor forma de proteger o espaço: i) divulgando-o nos media ou, ii) restringindo-o para educação ambiental e estudos científicos. Este espaço necessitaria ainda de um incremento de segurança e eventualmente (dados do questionário) de infraestruturas de apoio como sinalização e ordenamento de acessos. Com relativamente poucos custos será possível assegurar o futuro deste hotspot, como uma mais-valia açoriana em termos de espaços naturais.
