Percorrer por autor "Pinto, Rita Fernandes"
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- As Expressões Artísticas na infância: Uma viagem entre o Estágio Pedagógico e as vivências artísticas da Ilha MontanhaPublication . Pinto, Rita Fernandes; Fialho, Adolfo Fernando da FonteO presente Relatório tem como principal intuito apresentar, analisar e refletir acerca das práticas educativas que decorreram em contexto dos Estágios Pedagógicos em Educação Pré-escolar (Estágio Pedagógico I) e em Ensino do 1º. Ciclo do Ensina Básico (Estágio Pedagógico II), integrados no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, promovido pela Faculdade de Ciências Socais e Humanas da Universidade dos Açores. Neste sentido e em consonância com a análise acerca dos nossos estágios, decidimos investigar um tema que nos é muito caro, que se prende com o potencial das Expressões Artísticas na Infância. Considerando o nosso percurso escolar, bem como as memórias que guardamos dos nossos tempos de menina, entendemos aprofundar tal estudo considerando os contextos formais e informais de aprendizagem, no caso, tendo por base as vivências artísticas da Ilha do Pico, lugar onde vivemos a nossa infância. Baseado neste pressuposto, o nosso trabalho tem por título “As Expressões Artísticas na infância: uma viagem entre o Estágio Pedagógico e as vivências artísticas da Ilha Montanha”. Neste contexto, complementamos a análise realizada à ação educativa dos nossos estágios pedagógicos com um estudo efetuado na nossa ilha natal, que teve com primordial técnica de recolha de dados a entrevista, realizada a 10 picarotos: 2 Educadores de Infância, 2 Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, 2 Professores reformados, 1 Professor de Música do 2.º Ciclo, 1 elemento de uma Filarmónica, 1 elemento de um Grupo Folclórico e 1 formadora da Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro. Cruzando as nossas experiências de estágio com os resultados do estudo que realizamos na ilha do Pico, estamos em condições de realçar o potencial das Expressões Artísticas no desenvolvimento da criança, tanto no contexto escolar, como em contextos informais de aprendizagem, nos quais as mesmas ganham múltiplos sentidos e significados e se cruzam com a identidade cultural do local onde vivem. Os dados recolhidos permitem-nos ainda concluir que a cultura e a arte picarota se têm vindo a desvanecer ao longo dos anos; que o vasto currículo e que os alargados horários escolares têm vindo a tirar lugar às Expressões Artísticas e que a avançada tecnologia tem vindo ocupar os mais pequenos de forma desmedida afastando-os dos cenários lúdicos tradicionais. Ainda assim, realçamos a importância dos contextos não formais de aprendizagem que continuam a ter um poder transformador na vida da criança.
