Browsing by Author "Furtado, Renato Carlos de Medeiros"
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- Deportação e criminalidade nos AçoresPublication . Furtado, Renato Carlos de Medeiros; Diogo, Fernando Jorge AfonsoA presente dissertação tem como objetivo central a determinação do impacto na criminalidade açoriana, decorrente do fenómeno da deportação de cidadãos naturais dos Açores, emigrantes, sobretudo, nos Estados Unidos da América e no Canadá. Para alcançar este desiderato foi selecionada a criminalidade condenada a pena de prisão efetiva, fletindo o estudo para os açorianos presentes no sistema prisional português no dia 01 de janeiro de 2014. Desta população foram constituídos dois conjuntos. No primeiro agruparam-se todos os repatriados e no segundo os restantes reclusos naturais deste arquipélago. Com base teórica nas perspetivas da anomia, da análise estratégica e da rotulagem, as quais apresentam explicações de certo modo complementares sobre a etiologia do desvio em geral e do crime em particular, foram construídas as nossas hipóteses. Na primeira projetamos que os repatriados e os restantes reclusos açorianos partilham as mesmas origens sociodemográficas, sendo ambos os conjuntos provenientes das classes sociais desfavorecidas. A segunda preconiza que os repatriados são tendencialmente condenados em crimes mais graves e apresentam maiores níveis de reincidência. A terceira prevê que os crimes cometidos em Portugal pelos repatriados são, essencialmente, da mesma natureza e gravidade dos que motivaram a expulsão do país de acolhimento. Estas enunciações foram submetidas à verificação empírica, tendo por base uma metodologia quantitativa, materializada através de uma grelha de recolha de dados, estribada nos conceitos, dimensões e indicadores construídos através do processo de operacionalização das hipóteses. O tratamento dos dados recolhidos nas bases documentais da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais; Direção Regional das Comunidades; Polícia Judiciária e Polícia de Segurança Pública permitiram confirmar as primeiras duas hipóteses e infirmar a terceira, na exata medida em que se verificou que os repatriados presos praticaram em Portugal crimes, tendencialmente, mais graves dos que motivaram a deportação.