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Da eternidade à historicidade : traços das fundações pias setecentistas na ilha de São Miguel

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Orientador(es)

Resumo(s)

[...]. O exercício vincular no arquipélago dos Açores, tal como em muitas outras zonas da expansão portuguesa, manifestou-se desde os primórdios do povoamento insular. Na ilha de São Miguel, os registos fundacionais acompanham o decorrer de todo o Antigo Regime (1493-1822) num total superior a 1.200 fundações. Nos primeiros tempos do povoamento e durante o século XVI, o volume vincular corresponde a 33,8% das fundações. Este valor reflecte como, desde os primeiros tempos, a posse da terra foi relevante como elemento justificativo da hierarquia sócio-económica e, por consequência, em determinados círculos sociais, foi salvaguardada para os herdeiros de forma a garantir não só a sobrevivência material da casa como a dominância dos seus possuidores. Na centúria seguinte, atinge-se o auge da prática vincular, com 46,9% de novas fundações, resultado não só da consolidação das elites micaelenses que interferem cada vez mais na formação dos quadros político e económico, como do mimetismo desta prática por parte de alguns sectores de grupos sociais inferiores. O século XVIII apresenta uma quebra considerável, uma vez que se assiste apenas a 19,2% do total fundacional, o que corresponde aproximadamente a 228 novos vínculos – dado significativo se considerarmos o aumento demográfico insular deste período - cuja evolução pode ser visualizada no gráfico 16. [...]

Descrição

Palavras-chave

História dos Açores (séc. XVIII) Propriedade Vínculos

Contexto Educativo

Citação

"ARQUIPÉLAGO. História". ISSN 0871-7664. 2ª série, vols. 9-10 (2005-2006): 309-321

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