DGEO - Teses de Doutoramento / Doctoral Thesis
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Percorrer DGEO - Teses de Doutoramento / Doctoral Thesis por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente"
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- Avaliação dos perigos geológicos na Ilha Brava (Cabo Verde) : implicações para o planeamento de emergênciaPublication . Alfama, Vera Isabel Barros; Queiroz, Maria Gabriela Pereira da Silva; Gaspar, João Luís Roque BaptistaO arquipélago de Cabo Verde é frequentemente afetado pela ocorrência de sismos e erupções vulcânicas, o que o torna um laboratório de excelência para o estudo de perigos associados a estes eventos geológicos. Neste contexto, foi selecionada a ilha Brava, caracterizada pela ocorrência frequente de sismos sentidos pela população local e pela existência de vulcanismo considerado ativo, apesar de não ter ocorrido nenhuma erupção histórica desde o seu povoamento. Com este trabalho pretendeu-se contribuir para o estudo da avaliação dos perigos sísmico e vulcânicos numa perspetiva de planeamento de emergência. Foi feita a caracterização geomorfológica da ilha incidindo-se sobre as estruturas vulcânicas e tectónicas, bem como o estudo da rede hidrográfica, das cicatrizes de movimentos de vertente e da orla costeira, o que culminou com a elaboração da carta morfoestrutural da Brava. [...].
- Avaliação dos perigos vulcânicos e fenómenos associados na Ilha do Fogo (Cabo Verde) : implicações para o planeamento de emergência e ordenamento do territórioPublication . Cabral, Jeremias Alves; Gaspar, João Luís Roque Baptista; Ferreira, Teresa de Jesus LopesO arquipélago de Cabo Verde é composto por 10 ilhas e vários ilhéus de origem vulcânica, sendo a ilha do Fogo a única onde se registaram erupções históricas. É neste contexto que o presente trabalho se debruça sobre a avaliação dos perigos vulcânicos e fenómenos associados nesta ilha, e nas respetivas implicações em termos de planeamento de emergência e ordenamento do território. Para se compreender melhor o vulcanismo da ilha do Fogo, fez-se o enquadramento geotectónico do arquipélago e da ilha, foi analisada bibliografia especializada e cartografadas as principais formas e produtos vulcânicos relacionados com a atividade mais recente. Foram também analisados e calculados os parâmetros morfométricos dos cones de escórias, comparando-se os resultados obtidos com os determinados para outras regiões vulcânicas. Paralelamente, fez-se a pesquisa, revisão e análise de todos os relatos encontrados sobre erupções vulcânicas e sismos históricos ocorridos na ilha do Fogo. Constatou-se que desde o ano de 1500 ocorreram cerca de 31 erupções vulcânicas localizadas no interior da caldeira do Vulcão do Fogo e no Pico do Fogo, cujos estilos eruptivos foram essencialmente havaiano e estromboliano e que tiveram significativos impactes económicos, sociais, ambientais e culturais. Com base na caracterização da história eruptiva desde 1500 identificaram-se os diversos perigos vulcânicos diretos e indiretos. Os primeiros correspondem às escoadas lávicas e piroclastos de queda de natureza basáltica, e gases vulcânicos. Os segundos são, sobretudo, os sismos que antecederam os vários episódios eruptivos. Para se efetuar a análise da suscetibilidade ao desenvolvimento de escoadas lávicas, realizaram-se vários ensaios utilizando o modelo de simulação “Grapel 4”, incluído na ferramenta de SIG designada por VORIS, para se determinarem os valores mais adequados para os parâmetros da modelação. Concluiu-se que o modelo numérico de elevação de terreno com células de 50 metros era o mais indicado. As áreas fonte consideradas são as diretamente relacionadas com a distribuição dos centros emissores pré-existentes e com as estruturas tectónicas. Foram assim produzidas duas cartas de suscetibilidade a escoadas lávicas, uma ao nível da ilha e outra considerando apenas as áreas fonte situadas no interior da caldeira. Ambas foram posteriormente utilizadas nos estudos de vulnerabilidades. [...]
- Definição de metodologia de gestão do património geológico : aplicação ao arquipélago dos AçoresPublication . Lima, Eva Melo Cunha de Almeida; Nunes, João Carlos; Brilha, José Bernardo Rodrigues; Calado, Helena Maria Gregório PinaO arquipélago dos Açores, com um enquadramento geodinâmico singular e importante património geológico, tem nas suas paisagens vulcânicas o principal palco de desenvolvimento socioeconómico, quer do quotidiano dos seus habitantes, quer como local idílico e cada vez mais apetecível para turistas. Dada a sua condição geográfica, com territórios exíguos, ricos em recursos naturais, mas frágeis e vulneráveis a mudanças globais e antrópicas, torna-se, então, necessária a integração harmoniosa das políticas de conservação da natureza e de planeamento ambiental, contribuindo para uma gestão racional dos seus recursos. Este é um processo complexo, pois atende a caraterísticas naturais, abordadas de uma perspetiva científica, e a aspetos legais, culturais, económicos, educacionais e recreativos. O presente trabalho de doutoramento pretende dar resposta a uma lacuna existente no domínio da geoconservação, ao nível do estabelecimento de princípios e diretrizes para a gestão do património geológico, tendo em conta a diversidade dos geossítios e a variedade de ameaças que enfrenta. Estando estabelecidas as primeiras etapas de geoconservação, nomeadamente a inventariação, caracterização e avaliação dos geossítios, estão criadas as bases para a sua gestão. Urge passar-se à ação que, para ser eficaz, deve envolver diversos intervenientes no território. Assim, estabelece-se uma estratégia de monitorização dos geossítios, como forma de averiguar a sua qualidade, uso e evolução; e a análise funcional ambiental como ferramenta de apoio à decisão para a sua gestão. Esta é a base proposta para a gestão do património geológico dos Açores, que deve ser aplicada diferenciadamente a várias escalas. Com a implementação do Geoparque Açores, Geoparque Mundial da UNESCO, e com a crescente demanda turística no arquipélago, importa agir proativamente, para manter a qualidade dos geossítios do arquipélago, afinal parte do nosso património natural científico, popular e cultural. Traçam-se algumas medidas para o futuro, mas que necessitam da sua aplicação hoje!
- Gaseous emanations from Azores volcanic lakes : geochemical characterizationPublication . Andrade, César Cristóvão Costa; Cruz, José Virgílio de Matos Figueira; Viveiros, Maria de Fátima Batista[…]. Com o objetivo de proceder a uma caracterização e quantificação da desgaseificação difusa através dos lagos vulcânicos existentes no arquipélago dos Açores, foi realizado um estudo em 45 destas massas de água, dispersas por seis ilhas. No decurso dos trabalhos de campo foram efetuadas amostragens de água através de perfis verticais, a várias profundidades, assim como medições do fluxo de dióxido de carbono libertado à superfície destes lagos. Sempre que possível, e por forma a compreender o efeito da sazonalidade sobre os resultados obtidos, realizaram-se pelo menos duas campanhas de amostragem, uma no período de inverno e outra no período de verão. A caracterização hidrogeoquímica permitiu constatar que alguns lagos apresentam um comportamento monomítico, com estratificação da coluna de água no período mais quente do ano, implicando a ocorrência de concentrações de dióxido de carbono mais elevadas no hipolimnion e sendo a neutralização da acidez da água promovida pela interação água-rocha, o que acarreta um enriquecimento também em bicarbonato. Já durante o inverno este processo não é observável, o que permite, assim, que ocorra uma mistura da água ao longo de toda a coluna de água, não ficando, desta forma, o CO₂ retido em profundidade. Nestas condições, registam-se concentrações de CO₂ dissolvido na água significativamente mais reduzidas em profundidade. A eutrofização, processo que afeta muitos lagos no arquipélago dos Açores, também contribui para o incremento das emissões de CO₂ de origem biogénica. Em particular, a presença de áreas cobertas por massas densas de algas e macrófitas em alguns lagos também é responsável pelo incremento nas concentrações de alguns parâmetros físico-químicos, em especial de dióxido de carbono. Para além da contribuição do CO₂ livre a partir da degradação da matéria orgânica acumulada nos lagos, foi ainda identificada, em alguns casos, uma componente claramente associada à contaminação da água por fluidos de origem magmática, nomeadamente na lagoa das Furnas e de Santiago (São Miguel) e na Lagoa da Furna do Enxofre (Graciosa). […].
- História eruptiva do sistema vulcânico fissural dos picos e avaliação da susceptibilidade a escoadas lávicas (ilha de S. Miguel - Açores)Publication . Gomes, Ana Isabel Mendes Morais; Gaspar, João Luís Roque Baptista; Ferreira, Teresa de Jesus LopesAs erupções vulcânicas, não sendo, regra geral, dos perigos geológicos que ocorrem com maior frequência provocam, normalmente, significativos impactes sociais, económicos, culturais e ambientais em função do local onde ocorrem, do tipo de evento e sua magnitude. O arquipélago dos Açores, localizado no Oceano Atlântico Norte, foi palco de várias erupções históricas, de natureza e magnitudes variadas. A ilha de São Miguel, a maior tanto em área (aproximadamente com 746 km2) como em número de habitantes (137.699 pessoas, cerca de 57% da população do arquipélago), possui cinco sistemas vulcânicos activos, sendo três materializados por vulcões centrais com caldeira (Vulcão das Sete Cidades, Vulcão do Fogo e Vulcão das Furnas) e dois pautados por cones de escórias e escoadas lávicas (Sistema Vulcânico Fissural dos Picos e Sistema Vulcânico da Achada das Furnas). Desde o seu povoamento, em meados do séc. XV, ocorreram seis erupções nesta ilha, tendo cinco delas sido marcadamente explosivas e uma de carácter predominantemente efusivo. As escoadas lávicas basálticas, produto vulcânico comum das erupções do tipo havaiano e estromboliano, têm, normalmente, impacte mais reduzido, em termos de área, que o provocado por produtos piroclásticos de queda e de fluxo. Não obstante, existem alguns exemplos onde a dispersão e/ou velocidade de desenvolvimento das escoadas lávicas tiveram efeitos consideráveis, de entre os quais se salientam as erupções de Laki (Islândia), em 1783-84, e do Vulcão Nyiragongo (República Democrática do Congo), em 1977. No caso concreto de São Miguel, o Sistema Vulcânico Fissural dos Picos (SVFP) corresponde ao mais jovem e activo sistema basáltico da ilha, nele se tendo localizado as erupções históricas de 1563 e 1652. Durante a erupção de 1563, no Pico do Sapateiro ou Queimado, foram geradas escoadas lávicas basálticas (s.l.), cujo desenvolvimento atingiu a localidade da Ribeira Seca, na costa N da ilha, enquanto a mais recente, marcadamente explosiva, teve a particularidade de envolver um magma mais evoluído, invulgar no magmatismo que caracteriza o SVFP. O presente trabalho versa sobre o estudo do SVFP, o qual possui como limite a W o Vulcão das Sete Cidades e a E o Vulcão do Fogo. Este sistema é caracterizado por apresentar declives suaves a partir de uma zona central definida por dois eixos principais, paralelos, de centros eruptivos monogenéticos basálticos (s.l.), de direcção geral NW-SE, e a partir dos quais se desenvolvem escoadas lávicas para N e para S. [...].
- Pyroclastic density current-forming eruptions on Faial and Terceira islands, AzoresPublication . Pimentel, Adriano Henrique Gonçalves; Pacheco, José Manuel Rodrigues; Self, StephenThe main goal of this thesis is to improve the overall understanding of explosive volcanic eruptions, in particular of those that occur in the Azores and produce PDCs. To achieve this goal, two contrasting types of PDC-forming episodes from central volcanoes of the islands of Terceira and Faial were studied in detail. These studies allow a comprehensive understanding of the wide range of eruptive styles that produce PDCs and how the dynamics of these currents varies through time and space.
- Spatio-temporal analysis of rainfall and its effect for landslide triggering in São Miguel Island (Azores Archipelago)Publication . Silva, Rui Filipe Fagundes; Marques, Rui Tiago Fernandes; Zêzere, José Luís Gonçalves Moreira da SilvaOs movimentos de vertente representam o perigo natural mais frequente no arquipélago dos Açores, devido à sua origem e geomorfologia vulcânicas, à localização geográfica e ao enquadramento climático, caracterizado por elevados níveis de precipitação. Neste contexto, a compreensão dos fatores que controlam a ocorrência destes fenómenos e a sua evolução temporal constitui um elemento fundamental para a avaliação e mitigação do risco associado. Este estudo baseia-se na base de dados documental NATHA (Natural Hazards in Azores), construída a partir da análise sistemática de fontes históricas e de arquivos de imprensa regional. Através desta base de dados, foi possível identificar e caracterizar os eventos de instabilidade geomorfológica ocorridos na ilha de São Miguel entre 1900 e 2020. Foram catalogados 236 eventos, responsáveis por 82 vítimas mortais, 41 feridos, 305 desalojados e pela destruição total ou parcial de 66 edifícios. A análise da distribuição espacial revelou diferenças significativas entre os municípios da ilha, sendo o município da Povoação mais afetado, registando cerca de 59% do total de vítimas mortais. A precipitação foi responsável por cerca de 70% dos eventos catalogados, que ocorrem na sua maioria durante os meses mais húmidos do ano, entre novembro e março. A análise temporal revelou uma maior concentração de eventos após 1996, associada a alterações no regime de precipitação, demonstrando, pela primeira vez nos Açores, a influência das alterações climáticas na ocorrência de movimentos de vertente. O estudo dos padrões e tendências da precipitação na ilha de São Miguel recorreu à análise de clustering hierárquico e a testes não-paramétricos de tendência. Foram identificados quatro clusters de precipitação homogéneos, que confirmam a existência de um forte efeito orográfico, em que a altitude desempenha o papel de principal regulador da precipitação. Foi observada uma forte correlação positiva entre a altitude e a precipitação, com um aumento de aproximadamente 180 mm de Precipitação Média Anual (PMA) por cada 100 m de altitude. A análise temporal mostrou reduções significativas na precipitação anual e sazonal, embora a frequência de dias com precipitação mais intensa tenha aumentado. Esta redução é particularmente crítica durante o outono e o inverno, com quebras máximas na precipitação entre 41% e 55%. O estudo sugere que a fase predominantemente positiva da Oscilação do Atlântico Norte (NAO) no período mais recente contribuiu, pelo menos em parte, para esta tendência de decréscimo da precipitação. O estudo propõe uma abordagem inovadora para o desenvolvimento de limiares empíricos combinados de precipitação, integrando um limiar preparatório, relacionado com a saturação prévia do solo, e um limiar de desencadeamento, associado à precipitação no dia do evento. A validação demonstrou que a utilização deste limiar combinado apresenta um desempenho superior ao limiar preparatório isolado, nomeadamente na redução de falsos positivos e na melhoria da precisão preditiva. As áreas com materiais vulcânicos mais friáveis e "jovens", como os vulcões das Sete Cidades e das Furnas, são mais suscetíveis, evidenciando limiares de precipitação normalizados mais baixos. Os valores mais elevados das probabilidades mensais de excedência dos limiares, estão associados aos meses de dezembro e janeiro. Verifica-se, igualmente, que tanto os eventos de precipitação intensa de curta duração como os de longa duração estão associados a períodos de retorno inferiores a cinco anos. Os resultados fornecem uma caraterização integrada, detalhada e inovadora do perigo de movimentos de vertente e da sua relação com a precipitação na ilha de São Miguel, estabelecendo uma base de conhecimento robusta para a otimização de estratégias de prevenção e gestão do risco no contexto das ameaças geoclimáticas atuais e futuras.
