Percorrer por autor "Moreira, Beatriz do Carmo Correia"
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- Desenvolvimento da linguagem oral em contexto Pré-Escolar e Primeiro Ciclo do Ensino BásicoPublication . Moreira, Beatriz do Carmo Correia; Serpa, Margarida DamiãoComo futura educadora/professora, tenho de estar consciente de tudo o que a profissão docente implica, pelo que se torna indispensável uma reflexão sobre o que está implícito em todo o processo educativo. Importa, assim, compreender as dinâmicas curriculares e perceber o espaço do educador/professor para, no quadro das orientações programáticas, privilegiar determinadas competências, bem como criar situações propícias ao seu desenvolvimento. No presente relatório de estágio, as questões curriculares estão remetidas para práticas devidamente contextualizadas, descritas e analisadas, sendo dado especial destaque às situações relacionadas com o desenvolvimento de competências referentes à linguagem oral, mais especificamente as relacionadas com a componente de expressão. Isto deve-se ao facto de o tema de aprofundamento deste relatório ser precisamente a linguagem oral. Assim, de forma a ilustrar o modo como foram desenvolvidas as competências supracitadas, são apresentadas atividades, realizadas tanto no pré-escolar, como no 1.º ciclo, que permitem compreender os esforços empreendidos neste domínio. A análise destes esforços contou, em parte, com a recolha sistemática de dados empíricos através de registos áudio e respetivas transcrições, bem como de grades de observação. Os resultados revelam que, efetivamente, tanto as crianças em idade pré-escolar (4/5 anos), como as crianças do 1.º ciclo (9/10 anos), em termos de sintaxe, apresentam um discurso que não se distancia do expectável ao seu nível de desenvolvimento linguístico, salvo raras exceções. Assim sendo, as crianças do pré-escolar, à exceção de uma, mostram-se capazes de elaborar frases com a estrutura sujeito-verbo-objeto (SVO) e, ainda, usam frequentemente a coordenação, através da utilização da conjunção coordenativa copulativa “e”. A subordinação, uma vez que implica uma construção frásica mais complexa, nos dados analisados, quase não é usada pelas crianças neste nível etário, acontecendo apenas em casos pontuais. Significa isto que se verificou, apenas em duas crianças, o uso de uma oração subordinada adjetiva relativa com antecedente restritiva “que”. O mesmo não acontece com os alunos do 1.º ciclo que, naturalmente, já se mostram capazes de elaborar enunciados em que está presente a subordinação. Aqui, nem se coloca a questão da coordenação, nem tampouco, da estrutura SVO. Pode-se sim fazer alusão à ocorrência temporal das ações, verificando-se que, a partir dos dados recolhidos, os alunos, por vezes, alternam, de forma incorreta, entre os tempos verbais (pretérito perfeito e pretérito imperfeito), num mesmo enunciado. Confirma-se, assim, que a complexidade da estrutura frásica aumenta conforme o nível etário em que a criança se encontra, estando, portanto, relacionada com o seu desenvolvimento linguístico.
