Percorrer por autor "Cabral, Ana Paula Lacerda Gamboa de Melo"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Inspecção em educação: controlo e/ou supervisão?Publication . Cabral, Ana Paula Lacerda Gamboa de Melo; Mira Leal, SusanaA presente investigação desenvolve uma reflexão, com base em dados empíricos sobre a acção da Inspecção Regional da Educação dos Açores e o papel que esta desempenha/pode desempenhar na promoção da qualidade do sistema educativo regional. Para tal, a investigação envolve professores e inspectores da Região, procurando apreender, por um lado, o ponto de vista dos professores e das escolas e, por outro, o ponto de vista da tutela. O estudo, realizado nas ilhas de S. Miguel e Terceira, assumiu um carácter misto, recorrendo tanto a metodologias de natureza qualitativa como quantitativa. Participaram no estudo seis inspectores de educação, o então, Inspector Regional de Educação e cerca de duzentos professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Os resultados da investigação sugerem a consonância entre professores e inspectores relativamente à importância da IRE, que se afirma com um organismo criado com o objectivo de apoiar as escolas com o objectivo de promover a melhoria da qualidade do sistema educativo regional. Neste contexto, os inspectores confirmam um conjunto de funções enunciadas na lei, que vão desde o acompanhamento e aferição até à provedoria, passando pelo controlo e a acção disciplinar, afirmando a intensificação da sua acção ao nível do acompanhamento e aferição e traduzindo uma representação muito positiva, quer da sua acção quer do seu impacto nas escolas e na melhoria do sistema educativo regional. Reconhecendo, embora, as diferentes funções da IRE, os professores apenas lhe identificam impacto na melhoria do funcionamento das escolas, não do processo pedagógico. Reclamam, por isso, a intensificação da acção de acompanhamento e aferição da IRE, em detrimento de outras funções, afirmando-a importante na procura de soluções para os problemas das escolas e na melhoria do processo educativo. Os seus receios e inseguranças não lhes permitem, contudo, perspectivar uma acção que passe pela observação e acompanhamento individuais em situação de sala de aula. De resto, e apesar dos esforços que os inspectores da IRE registam no sentido de melhorar a interacção e a relação de colaboração com as escolas, os professores exprimem sentimentos de ansiedade, expectativa e preocupação perante a acção inspectiva, facto que justificam com a postura de distanciamento, exigência e arrogância assumida pelos inspectores no desenvolvimento das suas acções.
