Browsing by Author "Bernardo, Filipe Miguel"
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- Líquenes : sensores da qualidade do arPublication . Bernardo, Filipe Miguel; Rodrigues, Armindo[…]. O relatório da qualidade do ar dos Açores, publicado anualmente pela Direção Regional do Ambiente, reporta que o arquipélago usufrui de boa qualidade do ar. Contudo, o Decreto Legislativo Regional nº 32/2012/A, de 13 de julho, já antevê a necessidade de encontrar soluções para salvaguardar a qualidade do ar mediante os efeitos das alterações climáticas e das atividades socioeconómicas na região, como a intensificação do turismo e tráfego associado, atividades industriais e de produção de energia, exploração agropecuária e gestão de resíduos. Torna-se por isso prioritário desenhar programas de monitorização e de biomonitorização da qualidade do ar com significado para a realidade regional. Garantir não só uma boa rede de estações de monitorização, de acordo com a legislação em vigor, como também associar-lhe uma estratégia de biomonitorização que traduza, em termos biológicos, o grau de exposição e os efeitos sobre organismos, ecossistemas e população locais. […].
- Que não nos falte o ar (de qualidade)Publication . Bernardo, Filipe Miguel; Garcia, Patrícia; Rodrigues, Armindo[…]. O ar de qualidade é um recurso natural finito, deteriorável por via das emissões atmosféricas. Esta perda de qualidade acarreta um fardo de morbilidade e mortalidade e um consequente custo económico e social, que se vai acumulando em função das concentrações no ar ambiente e o grau e cronicidade da exposição das populações. Nessa medida, a proteção da saúde ambiental e humana exige um esforço contínuo e conjugado de controlo, monitorização e inovação tecnológica com vista à minimização das emissões atmosféricas e salvaguarda da qualidade do ar. Nos Açores, a qualidade do ar tem desfrutado de padrões de excelência, dado o seu contexto geoespacial remoto e pequena e fragmentada dimensão territorial, separada pelo oceano, facilitando a dispersão da poluição do ar. Contudo, o cenário tem-se alterado nas últimas décadas. Segundo dados recentes da Direção Regional do Ambiente, desde 1990, as emissões de dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄), gases com efeito de estufa, aumentaram em 73% e 45%, respetivamente, por causa da queima de combustíveis fósseis para produção de energia. Já a atividade agrícola, sobretudo a exploração agropecuária, contribuiu com incrementos de 82% de CO₂ e 93% de CH₄. Tal reflete a intensificação das atividades agrícolas, industriais, turísticas e tráfego associado na região, para a qual o DLR n.º 32/2012/A, de 13 de julho, já antevê a necessidade de encontrar soluções para harmonizar o desenvolvimento destas atividades socioeconómicas com a proteção do recurso “qualidade do ar”. […].
- Thallus structural alterations in green-algal lichens as indicators of elevated CO₂ in a degassing volcanic areaPublication . Bernardo, Filipe Miguel; Rocha, Tânia; Branquinho, Cristina; Garcia, Patrícia; Rodrigues, ArmindoWe hypothesize that the thalli of the green-algal, CO₂-sensitive lichen Usnea rubicunda (Stirton) undergo significant structural alterations as a biological response indicating increased CO₂ emissions. To test that, U. rubicunda thalli were transplanted from a reference site with no volcanism into 36 sites distributed within the volcanically active Furnas caldera, encompassing the gradient of soil diffuse CO₂ degassing areas (700 t d⁻¹ of hydrothermal CO₂). After 6 months of exposure in similar macroclimatic conditions, both Furnas transplants and samples kept at the reference site were retrieved for histology to assess thalli structure and the proportion between the symbionts. On average, cross-sections of Furnas thalli were significantly thicker than reference, owing mostly to the fungal layers of medulla and central cord. The latter occupied a significantly greater than reference relative volumetric density despite a smaller than reference relative percentage of algal occupation on Furnas thalli. These results reveal a positive and time-integrated response of U. rubicunda to the greater availability of CO₂ from hydrothermal emissions in the volcanic environment, translated in greater efficiency of the algae in sustaining the fungal biomass. Histomorphometric structural alterations in the heteromerous thalli of U. rubicunda are suitable response biomarkers with potential to indicate a global rise of CO₂ levels in natural environments.
