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http://hdl.handle.net/10400.3/2057| Title: | Áreas Urbanas |
| Author: | Maduro-Dias, Francisco Borges, Paulo A. V. Gaspar, Clara Silva, Luís |
| Keywords: | Ocupação do Espaço Povoamento Açores |
| Issue Date: | 2009 |
| Publisher: | Ver Açor |
| Citation: | Maduro-Dias, F. & Borges, P.A.V. (2009). "Áreas Urbanas". In P. Cardoso, C. Gaspar, P.A.V. Borges, R. Gabriel, I.R. Amorim, A.F. Martins, F. Maduro-Dias, J.M. Porteiro, L. Silva & F. Pereira (Eds.), «Azores : a natural portrait = Açores : um retrato natural». Ver Açor, Ponta Delgada: pp. 216-235. |
| Abstract: | "[…]. A ocupação deu-se pela costa e implicou a largada de animais domésticos para desbravar o sub-bosque da densa vegetação que caracterizava a cobertura vegetal dos Açores. No entanto, muitos dos povoados iniciais dos Açores são mais interiores que costeiros ou, pelo menos, colocam-se no cimo de rochas, junto ao mar mas sobranceiras e difíceis de atingir. Nesta situação estão ainda hoje Vila do Porto em Santa Maria, o Topo em São Jorge, o vale dos Flamengos no Faial, São Sebastião, herdeira de Santana de Porta Alegre, na Terceira, as Lajes nas Flores. A segurança de terra e o receio do mar levavam a isso, mas a necessidade de um porto para comunicar obrigava à proximidade do oceano. Esse esforço de aproveitar as capacidades produtivas do território e garantir, ao mesmo tempo, as comunicações, tem um bom exemplo, ainda hoje disponível, no modo como Santa Cruz das Flores completa, junto à água, os pequenos povoados altaneiros, situados nas montanhas em redor. Visite-se ainda, como outro exemplo disso, o magnífico diálogo entre a Povoação, na ilha de São Miguel, bem próxima do mar e encaixada na foz de uma ribeira caudalosa, e as suas sete Lombas, terra adentro, onde, já longe do perigo e sobre melhores espaços de cultivo, asseres humanos se instalaram, vigiando. Assim, entre o mar, por um lado, e as cordilheiras e planaltos centrais selvagens no sentido que mantinham uma densa floresta subtropical (designada por Laurissilva), por outro, os primeiros Açorianos estabeleceram-se, procurando sempre cotas abaixo dos 400 metros de altitude, onde começam os nevoeiros e mares de nuvens mais frequentes. Aliás, os registos históricos mais antigos apontam para que apenas abaixo da cota dos 350 metros estivessem instaladas as terras de cultivo e habitações. São locais preferencialmente voltados a Sul e a Nascente para aproveitar o calor do Sol, evitar os vendavais mais frequentes, acautelar distâncias entre pontos necessários, garantir, em suma, o melhor conforto possível. […]". |
| Peer review: | no |
| URI: | http://hdl.handle.net/10400.3/2057 |
| ISBN: | 989-8123-16-9 |
| Appears in Collections: | DCA - Parte ou Capítulo de um Livro / Part of Book or Chapter of Book |
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