Luz, José Luís Brandão da2012-06-082012-06-081995«Fenomenologia e Psicologia», em "Arquipélago, Revista da Universidade dos Açores, Série Filosofia", Homenagem ao Prof. Doutor Gustavo de Fraga, 4 (1995), pp. 253-273.0871-7672http://hdl.handle.net/10400.3/1388A partir de algumas referências ao percurso de Gustavo de Fraga no campo da fenomenologia, procura-se analisar a sua abordagem da obra de Husserl, considerando de modo especial o sentido que a psicologia poderá reveste a partir do enquadramento que a fenomenologia lhe confere. Desde as Investigações lógicas, Husserl sublinha a necessidade de alcançar uma clarificação radical do pensamento a partir da origem subjectiva dos elementos a priori da lógica. Na análise dos caminhos que deverão conduzir a esta redução radical, Gustavo de Fraga detém-se com algum pormenor no que tem origem na psicologia e que, juntamente com o que segue a via da crítica cartesiana, é explicitamente desenvolvido no livro A crise das ciências europeias. Embora partilhando com Eugen Fink a opinião de que as análises husserlianas se desenvolvem no confronto dos resultados que se obtêm através de diferentes percursos, sem se circunscreverem a nenhum em exclusivo, manifesta a convicção de que a via a partir da psicologia representa uma forma «inconfundível» de acesso à subjectividade transcendental que «nos surge no derradeiro período da carreira de um filósofo que entrou triunfalmente no século como campeão do antipsicologismo».porDescartesGustavo de FragaHeideggerHusserlCogitoEpochéA PrioriFenomenologiaPsicologiaPsicologismoSubjectividadeTranscendentalFenomenologia e Psicologiajournal article