Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/4430
Título: Recensão crítica de 'Pátria utópica : o grupo de Genebra revisitado'
Outros títulos: Barreto, António; Benavente, Ana; Figueiredo, Eurico; Ferreira, J. M. e Alexandre, Valentim (2011), Pátria utópica: o Grupo de Genebra revisitado. Lisboa: Bizâncio, 360 pp.
Autor: Medeiros, Pilar Damião
Palavras-chave: Pátria Utópica
Recensão
Data: 2011
Citação: Damião de Medeiros, P. (2011). Recensão crítica de 'Pátria utópica: o grupo de Genebra revisitado' (2011). Lisboa: Bizâncio. "Revista Crítica de Ciências Sociais", 95, 161-164.
Resumo: Em Pátria utópica, António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira e Valentim Alexandre revisitam em conjunto a decisão do exílio, o seu engajamento político em clima universitário, a estadia em Genebra como espaço marginal de resistência, de formação pessoal e académica e, por fim, o seu regresso à Pátria. A referência às aspirações e lutas políticas, à prisão, e tortura nalguns casos, às discussões nos Cafés Landolt e du Commerce em Genebra, aos debates nos comícios europeus, às incertezas e certezas pessoais, às utopias e distopias faz parte da aventura comum, embora com trajetórias singulares, destes cinco protagonistas. Ao longo das cinco narrativas, torna‑se claro que o exílio, encarado pela tradição literária do exílio (ver por exemplo as reflexões de importantes autores diaspóricos como E. Said, T. W. Adorno, G. Agamben, H. Arendt, S. Hall, J. Joyce, C. Magris, A. Camus) como um “entre‑lugar”, um “lugar em trânsito”, não representou para os autores nem um cárcere, nem uma mera passagem física, temporal e objetiva, mas foi, essencialmente, um locus de construção e reconstrução de um novo eu, potenciador de uma experiência interpessoal e intercultural que ultrapassou as barreiras instauradas e gerou espíritos cosmopolitas. Contudo, o paradoxo do exílio, o sentimento ambíguo que oscila entre a exclusão, a nostalgia, a ausência, a perda de raízes, por um lado, e os novos territórios de experiência, de liberdade e de esperança, por outro, modelou a experiência tão inextricavelmente unida ao devir político e social deste grupo de intelectuais.
Descrição: Referência(s): Barreto, António; Benavente, Ana; Figueiredo, Eurico; Ferreira, J. M. e Alexandre, Valentim (2011), "Pátria utópica: o Grupo de Genebra revisitado". Lisboa: Bizâncio, 360 pp. Notas do autor: Livro apresentado pela autora a 16.03.12 na Livraria Solmar, Ponta Delgada. ISBN 978-972-53-0489-1.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/4430
ISSN: 2182-7435 (Online)
Versão do Editor: http://rccs.revues.org/4440
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