Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/525
Título: Trabalho desenvolvido no âmbito da relação entre a profundidade das explicações em textos em textos científicos e a formulação de perguntas pelos alunos
Autor: Gomes, Carlos
Caldeira, Helena
Otero, José
Palavras-chave: Formulação de Pergunta
Profundidade das Explicações
Texto Científico
Data: Set-1998
Editora: Sociedade Portuguesa de Física
Citação: GOMES, C., CALDEIRA, H. & OTERO, J. (1998). Relação entre a profundidade das explicações em textos científicos e a formulação de perguntas pelos alunos. Comunicação em "poster" apresentada na 11ª Conferência Nacional de Física – 8º Encontro Ibérico para o Ensino da Física, Porto, 7-10 de Setembro, Livro de Resumos, pp. 146-147.
Resumo: Embora o número de perguntas formuladas pelos alunos em situações normais de aula seja pequeno (Dillon, 1988), resultados de outros estudos põem em evidência que os alunos são capazes de fazer perguntas não superficiais quando se lhes dá oportunidade para isso (Graesser, Langston e Bagget, 1993; Costa, Caldeira, Gallástegui e Otero, 1997). Averiguar quais são os factores com influencia na geração de perguntas de qualidade é, portanto, um problema com relevância psicológica e com implicações importantes no terreno educativo. Graesser, Person e Huber (1992) identificam a correcção de "défices de conhecimento" como um dos mecanismos de geração de perguntas. No entanto, é muito possível que a percepção dos próprios défices de conhecimento seja variável entre os sujeitos e quiçá também entre as tarefas ou as situações. No presente trabalho descreve-se uma investigação em que se estudou a medida em que explicações científicas, mais ou menos completas, sobre fenómenos naturais, influem na percepção de défices de conhecimento ou, mais precisamente, na percepção de compreensibilidade e na formulação de perguntas sobre estes fenómenos. O trabalho está fundamentado em resultados anteriores sobre a formulação de perguntas por alunos espanhóis e portugueses do ensino secundário durante a leitura de textos com conteúdo científico (Costa, Caldeira; Gallástegui e Otero, 1997). Os sujeitos da experiência foram alunos portugueses de 8º, 10º e 12º anos. Utilizaram-se textos semelhantes aos de investigações anteriores. Proporcionava-se aos alunos, aproveitando o tempo de uma aula, um caderno que incluía dois textos, cada um com um número de palavras que oscilava entre 80 e 135, dependendo das versões. Nestes textos manipulou-se o nível de explicação em algumas frases chave. Assim, por exemplo, no texto "As nuvens" manipulou-se a profundidade da explicação em duas das frases. Ainda a título de exemplo, a frase relativa á cor das nuvens, foi redigida de três modos diferentes: "A cor branca das nuvens é devida à luz do Sol que incide sobre as gotículas" (nível 1), "A cor branca das nuvens deve-se a que as gotículas reenviam a luz do Sol em diferentes direcções" (nível 2) e "A cor branca das nuvens é devida a que as gotículas reflectem e refractam os raios de luz do Sol em diferentes direcções" (nível 3). Os alunos deveriam ler os dois textos, contendo cada um deles duas frases chave com níveis distintos de explicação. Eram-lhes dadas instruções para perguntar, por escrito, tudo o que não compreendessem sobre os textos, seguindo o procedimento de experiências anteriormente realizadas. Além disso, deviam pontuar a compreensibilidade das frases chave numa escala de 1 a 5. Tratava-se de indagar o grau em que diferentes níveis de explicação influem na percepção da compreensibilidade e, de maneira, indirecta, na geração de perguntas. As variáveis dependentes de interesse eram, portanto, a percepção da compreensibilidade e a quantidade e qualidade das perguntas formuladas. Nesta comunicação apresentam-se os resultados sobre a compreensibilidade percebida pelos sujeitos para as explicações de diferentes níveis bem como as classes de perguntas desencadeadas por estas explicações e discute-se a relação que existe entre ambas. Referências: J. Costa, M. H. Caldeira, J. R. Gallástegui, J. Otero, Análisis de las preguntas sobre un texto cientifico generadas en tareas de diferente exigencia. Comunicação apresentada ao V Congreso Internacional sobre Investigación en la Didáctica de las Ciencias, 10-13 de Setembro, Universidade de Murcia J. T. DilIon, The remedial status of student questioning. Journal of Curriculum Studies; 20, 197-210 (1988). A.C. Graesser, M. C. Langston and W. B. Bagget, Exploring information about concepts by asking questions. In G. V. Nakamura, R. M. Taraban and D. Medin (Eds.). The psychology of learning and motivation; vol. 29, Categorization by humans and machines (p. 411-436). Orlando, Fi. Academic Press, 1992. A. C. Graesser, N. K. Person and J. D.. Huber, Question asking during tutoring and in the design of educational software. In M. Rabinowitz (Bd.), Cognition, instruction and educational assessment. Hillsdale, N.J.: Erlbaum, 1994.
Descrição: Comunicação apresentada sob a forma de poster no 8º Encontro Ibérico para o Ensino da Física, promovido pela Sociedade Portuguesa de Física (SPF), Delegação Regional do Norte, nos dias 7 a 10 de Setembro de 1998.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/525
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