Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/4351
Título: As mães no uso das novas tecnologias pelas crianças : protagonismo feminino num universo masculino?
Autor: Diogo, Ana Matias
Palavras-chave: TIC
Socialização Familiar
Maternidade
Criança
Desigualdades de Classe
Desigualdades de Género
Data: 2014
Editora: Edições Colibri
Citação: Diogo, A. M. (2014). As Mães no Uso das Novas Tecnologias pelas Crianças: Protagonismo Feminino num Universo Masculino? In R. Simas (Org.), "A vez e a voz da mulher: relações e migrações" (pp. 125-137). Lisboa: Edições Colibri.
Resumo: O uso das novas tecnologias tem vindo a expandir-se e a ser incentivado ao abrigo de noções como a de sociedade da informação, de sociedade do conhecimento ou de sociedade em rede, dominantemente associadas a crenças positivas acerca do impacto do computador e da internet nas mais diversas esferas da sociedade. No reverso destas crenças positivas encontra-se a preocupação com o combate à info-exclusão. As crianças e os jovens têm constituído um alvo privilegiado de algumas das políticas governamentais que procuram, nomeadamente através da escola, preparar as novas gerações para esta nova ordem social, alicerçada nas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Contudo, é especialmente no espaço familiar que as crianças e os jovens se apropriam das novas tecnologias e, além disso, é a mãe quem desempenha o principal papel na mediação dos usos das TIC por parte dos filhos em casa. A partir de dados de um estudo de caso sobre o uso do computador Magalhães, neste texto explora-se o modo como os usos das novas tecnologias, por parte das crianças do 1º ciclo do ensino básico, são coordenados na família, procurando desigualdades internas (na repartição do trabalho familiar), e como estas se articulam com desigualdades de origem externa (desigualdades de condição social). A análise revela que a sociedade da informação implica, regra geral, um acompanhamento e gestão dos usos das TIC feitos pelas crianças no contexto familiar. Trata-se de uma missão essencialmente assumida pelas mães, não tanto porque essas estejam mais familiarizadas com as novas tecnologias (um universo conotadamente masculino), mas porque incorporam a tarefa, numa extensão do papel tradicional de educação e envolvimento na escolaridade dos filhos. Esta conclusão, surge especialmente vincada, quando cruzada com a condição social: as mães com menores recursos educativos são as que mais assumem este papel, por contraste com o pai. As desigualdades de género na repartição do trabalho familiar conjugam-se, assim, com as desigualdades de condição social na construção da relação das crianças com as novas tecnologias, através da coordenação familiar.
Descrição: Congresso Internacional “A vez e a voz da mulher”, 6, Ponta Delgada, 2014
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/4351
ISBN: 978-989-689-449-8
Aparece nas colecções:DSOC - Parte ou Capítulo de um Livro / Part of Book or Chapter of Book
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