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Título: A habitação, a posse e a exploração da terra nas Capelas (S. Miguel) em 1882
Autor: Pereira, António dos Santos
Palavras-chave: Economia Agrária
História dos Açores (séc. XIX)
Propriedade Fundiária
Data: 2002
Editora: Universidade dos Açores
Citação: "ARQUIPÉLAGO. História". ISSN 0871-7664. 2ª série, vol. 6 (2002): 269-292
Relatório da Série N.º: História. 2ª série;vol. 6
Resumo: [...] Entre os assuntos de âmbito económico mais debatidos, aquele que tem merecido esmerada atenção prende-se com uma certa viragem económica, consequência do fim de um denominado ciclo da laranja. Na entrada para o último quartel do século XIX e ao longo do mesmo, tentar-se-á sair das graves crises, que ameaçavam a economia agrícola tradicional açoriana, com novos cultivos: o ananás, a batata doce com intuitos de transformação industrial, o chá, o tabaco, já antes tentado e sobretudo o desenvolvimento da pecuária. Neste processo, feito de experiências, reflexões, intervenções no Parlamento por vozes autorizadas, actos administrativos pertinentes, exposições, e outras medidas estarão implicados todos os estratos sociais dos mais ao menos cultos, autores e simples curiosos, nobres e burgueses, artífices e lavradores, portugueses e estrangeiros. Sendo a terra a primacial geradora de receitas em S. Miguel e o factor catalisador da circulação das espécies monetárias, a procura do escoamento da produção torna-se premente. Em crise, encontrar-se-iam os pomares de laranjeiras por doença que atingiu violentamente as árvores como querem uns ou por mercados alternativos de abastecimento dos consumidores ingleses como descobrem outros. O facto tinha sido notado por W.R. Kettle, no período em causa: «S. Miguel é bem conhecido pela bela qualidade daquelas (laranjas). Infelizmente, com a doença das laranjeiras, e baixo preço da fruta exportada, os cultivadores actualmente arrancam as laranjeiras para cultivarem a batata doce, que vendem aos destiladores de álcool. As principais produções agrícolas, além da batata doce, são milho e fava, que se exportam em grande escala, não se desperdiçando a menor parcela de terreno aproveitável». Cinquenta anos antes desta observação, um outro inglês tinha notado o empenho dos seus compatriotas na rendibilização das quintas micaelenses. [...]
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/372
ISSN: 0871-7664
Aparece nas colecções:ARQ - Hist2s - Vol 06 (2002)

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