Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/3277
Título: Métodos de luta contra Mythimna unipuncta (Haworth) (Lepidoptera: Noctuidae), uma praga secular nos Açores
Autor: Vieira, Virgílio
Palavras-chave: Mythimna unipuncta
Lepidoptera
Noctuidae
Praga
Luta Cultural
Luta Biotécnica
Luta Química
Luta Biológica
Data: Out-1997
Editora: Universidade dos Açores
Citação: Vieira, Virgílio (1999). "Métodos de luta contra Mythimna unipuncta (haworth) (lepidoptera: noctuidae), uma praga secular nos açores". IV Encontro Nacional de Protecção Integrada. Universidade dos Açores, Teatro Angrense, Ilha Terceira (Açores), 3 e 4 de Outubro de 1997: 327-345.
Resumo: Nos Açores, Mythimna unipuncta (Haworth) (Lepidoptera: Noctuidae) é considerada praga das searas de trigo já no princípio do século XVII, segundo os registos de Frei Diogo das Chagas, em 1646. A introdução e expansão da cultura do milho nos Açores (século XVII), bem como o aproveitamento de terras para baldios e pastagens permanentes (preconizado desde o século XVIII e maximizado no 3.º quartel do século actual), permitiram um aumento populacional de M. unipuncta, tomando esta periodicamente proporções de verdadeiras epidemias. Os métodos de luta no século XVII limitavam-se ao exorcismo, afugentando a lagarta das searas de trigo para as ervas dos caminhos e o junco das ribeiras, e ao esmagamento pelos pés dos rapazes de algumas dessas larvas enquanto atravessavam os caminhos. Desde meados do século passado que são genericamente incentivadas as rotações de culturas, as técnicas culturais (cava, sacha, monda, poda e rega das culturas), bem como técnicas de captura (a cata manual das larvas, a destruição das borboletas nocturnas através de fogueiras depois do anoitecer e o uso de iscos à base de abóboras ou mogangos). A protecção das culturas dos ataques dos insectos, sobretudo entre o último quartel do século XIX e a década de quarenta, passou ainda pela aplicação de produtos químicos inorgânicos (e.g., "sabão" à base de resina, soda cáustica e azeite de peixe; "solução de petróleo" feita com água, sabão e petróleo; água de cal; sulfato de cobre; sulfato de soda e cal), os quais foram progressivamente substituídos por produtos químicos de síntese. Vários insecticidas (e.g., DDT, Paratião, Malatião, Triclorfão, Carbaril) foram aplicados contra M. unipuncta, particularmente na década de setenta, enquanto produtos à base de triclorfão e deltametrina têm sido os mais usados nos últimos anos. A luta biológica e outros métodos ou técnicas usados actualmente na luta contra M. unipuncta serão discutidos sob uma perspectiva da protecção integrada, a qual constitui uma solução para a protecção das culturas e a preservação da qualidade do Ambiente.
Descrição: IV Encontro Nacional de Protecção Integrada. Universidade dos Açores, Teatro Angrense, Ilha Terceira (Açores), 3 e 4 de Outubro de 1997.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/3277
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