Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/3156
Título: As rendas da Dona Ana Baptista (parte I)
Autor: Teixeira, Ricardo Emanuel Cunha
Palavras-chave: Matemática
Divulgação Científica
Grupos de Simetria
Artesanato
Rendas Tradicionais
Data: 29-Ago-2014
Editora: IAIC - Informação, Animação e Intercâmbio Cultural
Citação: Teixeira, Ricardo C. (2014). "As rendas da Dona Ana Baptista (parte I)", «Tribuna das Ilhas», 29 de agosto de 2014: p. 8.
Resumo: Revisitamos neste artigo o tema das rendas tradicionais do Faial e Pico, também conhecidas por croché de arte. Esta atividade, tradicionalmente feminina, já conta com mais de 100 anos de existência. Não se conhece propriamente quem a inventou. (...) As suas especificidades baseiam-se em elementos de base ou rosetas com várias configurações (rosas de amora, folhas de faia, amores-perfeitos, maracujás, dálias, margaridas, entre outros) e na forma como esses elementos são ligados entre si, através de uma variedade de pontos, rigorosamente contados, para que a peça adquira a forma pretendida, sem puxar nem enfolar (as rosetas são normalmente ligadas por gregas, irlandas ou caseados). O encadeado de motivos repetidos origina peças ricas em beleza e simetria. As agulhas ou farpas, utilizadas na confeção das rendas, passaram de geração em geração. Muitas foram feitas a partir dos arames de pneus, quando estes eram atirados para o lixo, depois de completarem o ciclo normal de utilização. Já para o cabo das farpas tradicionais, utilizava-se osso de baleia ou vime. (...) Das rendeiras ainda em exercício, responsáveis por manter viva esta arte, destaca-se o trabalho da Dona Ana Baptista, pela perfeição com que executa as suas peças. Ana Melo Baptista é natural da freguesia dos Flamengos, na Ilha do Faial, e vive atualmente na cidade da Horta. Deu os primeiros passos na confeção de rendas pelas mãos da sua irmã mais velha, Regina Melo. (...) A jovem artesã aproveitava todo o tempo que tinha disponível, incluindo os serões. Quando terminou a antiga quarta classe, dedicou-se a aperfeiçoar o que tinha aprendido e começou a trabalhar por conta da Dona Isilberta Peixinho para ganhar algum dinheiro. Ao fim de algum tempo, já fazia renda por conta própria e passou a contar com várias rendeiras a trabalhar para si, o que revela um percurso profissional muito interessante. (...)
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/3156
Versão do Editor: http://www.tribunadasilhas.pt/index.php/opiniao/item/8589-as-rendas-da-dona-ana-baptista-parte-i
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