Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/3091
Título: Uma caracterização dos teores de azoto ureico no leite (AUL/MUN) nas explorações leiteiras da Ilha Terceira
Autor: Aguiar, Diego Pereira
Orientador: Matos, José Estevam da Silveira
Palavras-chave: Azoto Ureico
Produção de Leite
Milk Urea Nitrogen
Azores
Data de Defesa: 4-Jun-2014
Citação: Aguiar, Diego Pereira. "Uma caracterização dos teores de azoto ureico no leite (AUL/MUN) nas explorações leiteiras da Ilha Terceira". 2014. 106 p.. (Dissertação de Mestrado em Engenharia Zootécnica). Angra do Heroísmo: Universidade dos Açores, 2013.
Resumo: O azoto ureico no leite (AUL) é uma ferramenta muito útil para monitorizar o estado nutricional proteico de vacas ou de explorações leiteiras com vista a reduzir as perdas e maximizar a eficiência de utilização do azoto fornecido na dieta. A ingestão de proteína é de difícil medição, principalmente devido as imprecisões do teor proteico das ervas das pastagens e da incerteza sobre o consumo de erva, de concentrado e outros alimentos. Assim, os resultados dos teores de ureia no leite fornecem informações valiosas sobre o estado nutricional e de saúde nestes animais, além de evitar despesas desnecessárias com alimentação, devido à sobrealimentação proteica. O principal objetivo deste trabalho foi o de efetuar uma caracterização dos teores de azoto ureico e de teor proteico no leite das explorações leiteiras da Ilha Terceira. Procurou-se encontrar alguma relação entre esses dois parâmetros, bem como uma relação entre o AUL e a quantidade de leite entregue na fábrica por produtor. Além disso, tentou-se interpretar a influência das condições climáticas sobre os valores de AUL encontrados e a influência da genética Jersey e Ramo-Grande sobre estes valores. O trabalho foi realizado em colaboração com o Serviço Regional de Classificação de Leite da Ilha Terceira (SERCLAT). Foram analisadas a totalidade das amostras de leite da Ilha Terceira recebidas no laboratório em 2011. Em 2012 não foram analisados os meses de Março, Abril e Maio. A mesma situação ocorreu em 2013, nos meses de Junho e Julho. Neste último ano foram analisadas as amostras até ao final do mês de Agosto. Os valores de AUL obtidos permitem concluir que os produtores da Ilha Terceira, na sua maioria, produzem leite com teor de AUL compreendido no intervalo considerado aceitável, ou seja, entre 12 e 18mg/dL, evidenciando um bom aproveitamento da proteína da dieta. Relativamente ao teor proteico no leite, verificou-se que a maioria das explorações produziram leite com teor proteico igual ou superior a 3,2%. Foi encontrada a existência de correlação significativa entre o AUL e o teor proteico no leite (P <0,001). Além disso, observou-se diferenças significativas (P <0,001) entre os valores de AUL para os teores de proteína no leite inferiores a 3% e superiores a 3,2%. Constatou-se ainda a inexistência de correlação entre os teores de AUL e a quantidade de leite entregue na fábrica pelos produtores. Observou-se a existência de uma correlação significativa (P <0,05), positiva e moderadamente forte entre a precipitação total registada por estações do ano e as 10 respetivas médias de AUL. Através do modelo de regressão linear concluímos que 42,2% da variação dos valores de AUL/estação do ano são explicadas pela precipitação total registada nesses períodos. Por outro a lado, a correlação entre as mesmas médias de AUL e a temperatura média/estação do ano não foi significativa. Em relação aos valores médios de AUL registados por mês, verificou-se a inexistência de correlação significativa com os valores totais de precipitação por mês e com as temperaturas médias mensais registadas. Face aos resultados obtidos, recomendamos a utilização dos valores de AUL por parte dos produtores como ferramenta útil para a gestão da alimentação do rebanho, que permite ajustar os teores de proteína bruta da dieta às necessidades das vacas, levando-se em consideração a influência que as condições climáticas exercem sobre as características nutricionais das pastagens e, consequentemente, nos teores de ureia no leite.
ABSTRACT: The milk urea nitrogen (MUN) is a very useful tool to monitor the protein nutritional status of cows or dairy farms to reduce losses and maximize the efficiency of use of nitrogen supplied in the diet. Protein intake is difficult to measure, mainly due to the inaccuracies of the protein content of grass pastures and uncertainty on the consumption of grass, concentrate and other foods. Thus, the results of the levels of urea in milk provide valuable information on the nutritional status and health of these animals, in addition to avoiding unnecessary spending on food, due to overfeeding protein. The main objective of this study was to perform a characterization of the urea nitrogen and protein content in milk levels from dairy farms in Terceira Island. We tried to find some relationship between these two parameters, as well as a relationship between MUN and the amount of milk delivered to the factory by producer. Furthermore, we tried to interpret the influence of climatic conditions on the MUN values found and the influence of genetic Jersey and Ramo-Grande on these values. The work was performed in collaboration with the Regional Laboratories of Milk Classification from Terceira Island (SERCLAT). We analyzed all samples of milk from Terceira Island received in the laboratory in 2011. In 2012 were not analyzed the months of March, April and May. The same situation occurred in 2013, in the months of June and July. This past year we analyzed the samples by the end of August. MUN values obtained indicate that farmers of Terceira, mostly produce milk with MUN content within the range considered acceptable, ie between 12 and 18mg/dL, showing a good utilization of dietary protein. With regard to protein content in milk, it was found that the majority of farms produced milk protein content equal or superior 3,2%. It was found that there is significant correlation between AUL and protein content in milk (P <0,001). Moreover, there are significant differences (P <0,001) between the MUN values for protein content in milk below 3% and more than 3.2%. It was also no correlation between the levels of AUL and the amount of milk delivered to the factory by the farmers. It was observed that there was a significant correlation (P <0,05), positive and moderately strong between total rainfall recorded by seasons and the respective averages of MUN. Through the linear regression model we conclude that 42,2 % of the values variation of AUL/season are explained by the total rainfall recorded in these periods. On the other hand, the correlation between the same MUN values and the average temperature/season was not significant. In relation to the mean MUN values recorded per month, there was a absence significant correlation with the total amounts of precipitation per month and the average monthly temperatures recorded. Considering our results, we recommend using the values of MUN by farmers as a useful tool for the management of cattle feeding, which allows to adjust the crude protein of the diet of cows needs, taking into account the influence that weather have on the nutritional characteristics of the pastures, and consequently the levels of urea in milk.
Descrição: Dissertação de Mestrado, Engenharia Zootécnica, 04 de Junho de 2014, Universidade dos Açores.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/3091
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