Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/2736
Título: Crise da razão e declínio da religião
Autor: Luz, José Luís Brandão da
Palavras-chave: Descartes
Freud
Habermas
Husserl
Claude Lévi-Strauss
Martinho Lutero
Jacques Maritain
Karl Marx
Blaise Pascal
Karl Popper
Joseph Ratzinger
Richard Rorty
Jean-Jacques Rousseau
George Steiner
Wittgenstein
Descristianização
Neopositivismo
Razão
Religião
Subjectividade
Data: Out-2013
Editora: Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora
Citação: «Crise da razão e declínio da religião», em "Anais do XIII Simpósio da Associação Iberoamericana de Filosofia Política. Liberdade e Poder no Mundo Contemporâneo", CD do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora, 2013, Minas Gerais, GT 8 – Liberdade religiosa e laicidade, 21 pp. Disponível também em: <http://www.ufjf.br/filosofiapolitica>
Resumo: O declínio da influência do cristianismo no delineamento da conduta moral das pessoas e na estruturação da vida social das comunidades e das nações tem vindo a alterar as nossas concepções sobre a justiça social, o significado da história, a organização da educação e a conduta moral. O fenómeno tem origens bem remotas, que muitos analistas ligam ao processo de fragilização que a cultura e a filosofia europeias infligiram à razão humana. Começaremos por apresentar as origens deste processo no esforço do pensamento moderno para apoiar na razão todo o conhecimento verdadeiro. De seguida, centraremos a atenção nos desenvolvimentos que a filosofia transcendental, o neopositivismo e a fenomenologia trouxeram para centrar na razão humana a construção do conhecimento científico do mundo e duma filosofia rigorosa. Abordaremos ainda as dificuldades que se abateram sobre este percurso da razão ao serviço exclusivo do conhecimento científico, lembrando as soluções do consenso social preconizadas pelas filosofias pós-modernas e as críticas que se dirigiram ao neopositivismo sobre as dificuldades de se apurar uma base indiscutível de sustentação da razão para garantir o domínio indiscutível do seu objecto. Em todo este trajecto, a razão foi perdendo a robustez que a abertura à totalidade e ao absoluto lhe conferia, desde os sistemas de pensamento da Antiguidade Clássica, e acabou por ficar confrontada com a incapacidade de responder pela solidez dos fundamentos em que procura assentar o seu conhecimento da realidade. A tomada de consciência da precaridade do conhecimento racional reflectiu-se na forma de nos relacionarmos com a religião, acabando por arrastá-la para o domínio do conhecimento subjectivo e para a esfera do privado.
Descrição: XIII Simpósio da Associação Iberoamericana de Filosofia Política. "Liberdade e Poder no Mundo Contemporâneo", Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG-Brasil), 14 a 16 de outubro de 2013.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/2736
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