Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/261
Título: O papel do turismo para a convergência dos Açores
Autor: Joaquim, Sónia Maria Soares
Orientador: Menezes, António Gomes de
Vieira, José Cabral
Palavras-chave: Economia do Turismo
Gestão Pública
Turismo Insular
Açores
Public Management
Tourism Economics
Tourism Island
Azores Archipelago
Data de Defesa: 9-Jun-2005
Resumo: O principal objectivo deste trabalho de investigação foi concluir sobre a importância do turismo como sector impulsionador do crescimento económico da Região com vista a contribuir para a convergência com o resto do País. Na aplicação e desenvolvimento da análise salientam-se algumas limitações impostas pelo fraco rigor dos dados estatísticos constantes das publicações periódicas da SREA, bem como pela discrepância daqueles com os dados publicados pelo INE. A metodologia baseou-se na decomposição do PIB per capita em três componentes, onde se definiram três cenários de evolução da taxa de actividade, nomeadamente: convergência da taxa regional com a registada no País, em 2003, convergência da taxa regional com a taxa registada na Madeira, em 2001; e extrapolação da taxa de actividade regional histórica (no período de 1992 a 2003). As projecções foram construídas para o horizonte temporal 2004-2015. De forma a dar maior fiabilidade ao trabalho empírico, a análise foi complementada com o Crystal Ball. Em termos de oferta de trabalho, a situação que se delimitou, e o que a análise pretendeu demonstrar, principalmente no cenário 1, reflecte as expectativas para os próximos anos, ou seja, o reforço da tendência de crescimento acentuado da taxa de actividade da população feminina e o crescimento, embora moderado, da taxa de actividade da população masculina. Tal pressuposto encontra fundamento no facto de, no período de 1992 a 2003, a população activa ter registado um aumento de 9203 pessoas, 69% das quais foram mulheres. Por outro lado, a estrutura piramidal da população revela a potencialidade de crescimento desta variável: no ano 2000, do total de população potencialmente activa, 51351 tinham menos que 15 anos e 45353 eram estudantes. A acrescer, o Plano Regional de Emprego prevê que, até 2015, 50000 jovens integrem o mercado de trabalho. Paralelamente, e em termos de procura de trabalho, ao mesmo tempo que o turismo é considerado um dos segmentos económicos que mais tem crescido no mundo, constituindo uma actividade propulsionadora de desenvolvimento, gerando rendimento e emprego, o sector primário, na RAA, está em transformação; não só não cria emprego, como ainda apresenta tendência no sentido de perda de mão-de-obra. Entre 1992 e 2003 o sector perdeu 4201 activos, pelo que, a longo prazo, não será de admitir diferente comportamento. Neste sentido, considerou-se que a evolução do emprego, por sectores de actividade, reflectir-se-ia na estagnação do número de efectivos em todos os sectores, com excepção do turismo que, pelo seu efeito multiplicador sobre o emprego, absorve, directa e indirectamente, o aumento de activos no mercado de trabalho. Os resultados alcançados indicam que a fraca taxa de actividade registada em 2003, essencialmente a das mulheres, constitui um obstáculo convergência; caso a taxa de actividade feminina nos Açores, em 2015, fosse a que actualmente (2003) se observa no País, o nível de convergência situar-se-ia em 97,8%. Assumindo este cenário, e recorrendo ao valor do VAB no ramo de alojamento, para a RAA, o efeito directo do turismo no mercado de emprego, considerando uma taxa de desemprego de 4,6%, exigiria que fossem criadas 33246 camas, mais 25889 que as actualmente existentes. Os resultados obtidos nos cenários traduzem, naturalmente, a especificação da abordagem adoptada, não deixando de traduzir as limitações da mesma. Estas limitações, porém, não invalidam o estudo; ao contrário, cria-se um conjunto de informações importantes que servem para orientar o poder público na definição e adopção específicas para uma estratégia sectorial. A longo prazo, o crescimento económico no sentido da convergência implica, necessariamente, o planeamento da afectação dos recursos humanos nos diferentes sectores de actividade, sendo certo que a tónica deverá ser a reorientação da economia. Por outro lado, a análise do VAB do ramo de alojamento, na RAA, alerta para o facto de o desenvolvimento do turismo poder implicar elevados impactes negativos e positivos. Perante a crescente importância e predominância que se pretende, e que o turismo tem vindo a assumir, a existência de um plano de ordenamento turístico que dinamize, planeie e oriente o desenvolvimento do sector é particularmente importante e pertinente.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Gestão Pública
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/261
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